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	<title>Diário de um Policial Militar &#187; Texto do leitor</title>
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	<description>O mundo policial como você nunca viu!</description>
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		<title>Vida de PM &#8211; Texto do leitor</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Jan 2011 23:07:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
		<category><![CDATA[texto lírico]]></category>
		<category><![CDATA[textos]]></category>
		<category><![CDATA[textos líricos]]></category>

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		<description><![CDATA[A leitora Luh Velmer nos enviou um simpático email com versos homenageando os policiais militares. &#8220;Olá&#8230; Fiz essa poesia dedicada a tds que compoe a corporação da policia militar, baseado em algumas dificuldades que esses herois encontram no seu dia a dia&#8230; Sei que nao esta muito boa&#8230; Mas, é de coração&#8230;. é um pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>A leitora Luh Velmer nos enviou um simpático email com versos homenageando os policiais militares.</p>
<p>&#8220;Olá&#8230;</p>
<p>Fiz essa poesia dedicada a tds que compoe a corporação da policia militar, baseado em algumas dificuldades que esses herois encontram no seu dia a dia&#8230;</p>
<p>Sei que nao esta muito boa&#8230; Mas, é de coração&#8230;. é um pouco da minha admiração por esses anjos de farda&#8230;&#8221;</p>
<div class="destaque">
<p style="text-align: center;"><strong>Vida de PM</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O sol se põe<br />
Mais um dia se vai<br />
É hora de me ajeitar<br />
A viatura logo vai chegar</p>
<p>A ronda se inicia<br />
Hoje completa um ano<br />
longe da minha familia&#8230;</p>
<p>Apesar da saudade,<br />
Sigo enfrentando o crime<br />
Como se estivesse em um &#8220;ringue&#8221;</p>
<p>Para muitos somos uns desocupados<br />
Gastando o combustível do estado<br />
Para outros somos uns folgados<br />
Querendo ser bem tratado</p>
<p>Para poucos, muito poucos<br />
Somos heróis, somos amigos, somos anjos de farda<br />
Esses poucos sabem de nossa realidade<br />
E admiram nossa coragem</p>
<p>Apesar das criticas e calunias<br />
Não me deixo abalar<br />
Afinal&#8230;<br />
SOU POLICIAL MILITAR<br />
TENHO UMA FARDA A HONRAR<br />
E VIDAS A SALVAR</p>
</div>
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		<title>Artigo do leitor &#8211; O atual sistema de promoção na Polícia Militar</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2010/06/01/artigo-do-leitor-o-atual-sistema-de-promocao-na-policia-militar/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 15:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[política de segurança pública]]></category>
		<category><![CDATA[textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma publicação enviada pelos nossos leitores. Recebemos por email o trabalho abaixo de autoria do Capitão da Polícia Militar do Estado do Piauí, José Wilson Gomes de Assis, que também possui outros artigos referentes ao serviço policial militar que posteriormente também publicaremos. É importante lembrar que as ideias e opiniões contidas nas linhas abaixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><em><span style="color: #0000ff;">Mais uma publicação enviada pelos nossos leitores. Recebemos por email o trabalho abaixo de autoria do Capitão da Polícia Militar do Estado do Piauí, José Wilson Gomes de Assis, que também possui outros artigos referentes ao serviço policial militar que posteriormente também publicaremos.</span></em></p>
<p><em><span style="color: #0000ff;">É importante lembrar que as ideias e opiniões contidas nas linhas abaixo não refletem, necessariamente, o pensamento dos autores desse blogue. Mas são de grande importância para lançar um debate sobre a maneira como as promoções dentro das corporações são realizadas.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O atual sistema de promoção na Polícia Militar e os seus malefícios para a instituição, seus integrantes e a sociedade.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Inicialmente, faz-se necessário informar que o presente artigo não tem o objetivo de ofender a quem quer que seja e nem tampouco expor, de forma irresponsável, a amada Instituição a que pertenço. Porém, na condição de oficial, vejo-me obrigado a cumprir o dever legal (e moral) de zelar pelo bom nome da Polícia Militar, conforme me impõe o art. 28, XIX, do Estatuto dos Policiais Militares do Estado do Piauí.</span></p>
<p>Assim, este artigo pretende constituir-se em um libelo contra o atual sistema de promoção na Polícia Militar e, de igual forma, num indispensável registro histórico, para que nunca nos esqueçamos de tudo de imoral e ruim que esse sistema produziu e, principalmente, evitar que no futuro atitudes tão deploráveis se repitam.</p>
<p>Nos últimos anos, observamos boquiabertos a desenfreada queda da ética dentro da Polícia Militar e a consolidação de uma “nova ética” no seio da milícia piauiense, especialmente junto ao oficialato.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa “nova ética” traduz-se na ânsia louca de se beneficiar, a qualquer custo, de tudo aquilo que possa ser abocanhado no mais curto espaço de tempo. Para tanto, vale-se da proximidade do poder para alterar leis, decretos, normas ou tudo mais que possa atrapalhar seus intentos. A essa ânsia não se encontram limites, pois, literalmente, os fins justificam os meios. Aqui, lança-se à lama todo o valor moral que se poderia esperar de um oficial, de qualquer policial militar ou mesmo do cidadão comum, uma vez que se </span>espera que todos tenham, ao menos, uma noção básica do que é certo ou errado.</p>
<p>Não se vê mais honra, respeito ou ética. O sagrado templo dos valores militares, onde deveria se cultivar a “religião da honra”, hoje se assemelha mais a um mercado no qual a honra (ou o que restou dela) é vendida para qualquer um que possa lhe garantir vantagens e uma ascensão meteórica na carreira.</p>
<p>É com imensa vergonha que me vejo obrigado a relatar que hoje cada político, se assim o quiser, terá (e a maioria tem) o seu oficial de estimação, cujo manual, para mantê-lo dócil e obediente, contém apenas duas lacônicas recomendações: ofereça-lhe uma parca gratificação e, principalmente, uma mera expectativa de promoção.</p>
<p>Todavia, a culpa não deve recair exclusivamente sobre os maus políticos, pois embora haja a cooptação de parte do oficialato pelos detentores do poder, há de igual forma, oficiais que utilizam essa proximidade para tirar todos os proveitos possíveis dessa simbiose imoral. É lamentável verificar que tais oficiais tenham rapidamente esquecido o compromisso de honra prestado quando do ingresso nas fileiras da Polícia Militar, em que, na presença da tropa fazemos o solene juramento de regularmos nossas vidas pelos preceitos da moral.</p>
<p>Também é extremamente decepcionante constatar que determinados políticos que chegaram ao poder empunhando a bandeira da ética e da moralidade, vergonhosamente, são os principais fiadores desse sistema. Entretanto, para sermos justos, é preciso informar que essa prática não é recente, existe há anos. Porém, nos últimos tempos ela foi posta em escala industrial.</p>
<p>Para se ter idéia, nos últimos anos a Lei de Promoção de Oficiais sofreu várias mutilações: ora para diminuir os interstícios em alguns postos com o objetivo de se garantir várias promoções num curto espaço de tempo. Ora para produzir um aberrante quadro de medalhas com o objetivo de se fornecer uma exagerada pontuação a alguns oficiais e assim garantir-lhes facilmente suas promoções por merecimento. E finalmente, como golpe fatal, eliminou-se o “inconveniente” limite quantitativo que restringia o número de oficiais que poderiam ser promovidos por merecimento. A retirada desse “empecilho” possibilitou que oficiais mais modernos fossem promovidos na frente de um grande número de oficiais muito mais antigos.</p>
<p>A respeito dos critérios comumente utilizados para se escolher os que serão promovidos por merecimento é imprescindível a lição de FRANK D. McCANN que, embora se refira ao Exército Brasileiro nos idos de 1880, mostra em sua narrativa um fiel retrato daquilo que se pratica hoje, em pleno século XXI: “Idealmente, as promoções estavam associadas ao mérito, mas muitas das vezes a influência política e o apadrinhamento de oficiais superiores determinavam quem era os favorecidos”.</p>
<p>Historicamente nas Polícias Militares 90% das promoções por merecimento destinam-se justamente aos que não trabalham na atividade-fim da Corporação, mas em outras atividades privilegiadas (Gabinete Militar, Comando-Geral, Gabinetes Político etc). Dessa triste realidade tiramos a constatação bastante conhecida por qualquer policial militar do Brasil: quanto mais longe da atividade-fim, mais rápida será a promoção.</p>
<p>O atual sistema tem produzido maléficos efeitos para a Instituição, seus integrantes e a sociedade, dentre os quais podemos destacar: a reprodução dessa infame prática por partes daqueles que chegam a posições que lhe permitam beneficiar-se do poder, gerando um nefasto ciclo vicioso. O desenvolvimento de um forte sentimento de revanchismo, ressentimento e desunião entre os oficiais. O esfacelamento da hierarquia e da disciplina em virtude da ascensão meteórica de alguns em detrimento de outros muito mais antigos. A formação de grupos de oficiais e praças que em vez de se dedicarem à segurança pública e à profissionalização da Polícia Militar, devotam-se exclusivamente para servir aos grupos políticos que estão no poder com o objetivo de tirar proveito dessa ligação. E por fim, tem-se a total desmotivação do restante da tropa, à qual cabe apenas suportar a pesadíssima carga da segurança pública, desaguando nesta e na população o resultado de todas as injustiças produzidas por esse sistema.</p>
<p>Infelizmente, aos que estão na tropa faltam-lhes reconhecimento, promoções, medalhas, gratificações e incentivos. Todavia, sobram-lhes cobranças, punições, riscos e sofrimento.</p>
<p>Além dos danosos efeitos institucionais acima descritos, temos ainda outros igualmente perversos que se refletem nas esferas pessoal, familiar e social. Assim, no âmbito pessoal temos um indivíduo frustrado, pois o atual sistema lhe tolhe todas as perspectivas de realização e crescimento profissional, causando-lhe enorme angústia e incerteza que somadas à impotência diante de tantas injustiças lhe afligem inúmeros males no corpo e na alma, especialmente em época de promoções. Por conseqüência, toda essa gama de aflições transpassa o indivíduo, atingindo também à sua família, gerando desajuste e sofrimento no seio familiar. Finalmente, na esfera social, temos um cidadão descrente na sociedade e em suas instituições, além do dilacerante dilema moral de se questionar a cada dia se, no mundo de hoje, vale a pena ser honesto.</p>
<p>Ainda do ponto de vista social, o atual sistema fomenta a formação de uma polícia voltada exclusivamente para servir aos interesses dos governantes e não à sociedade. Algo que, ao menos teoricamente, é inaceitável num Estado Democrático de Direito.</p>
<p>O atual sistema permite que uma minoria usurpe dos demais o sagrado direito de ascensão na carreira, pois arrancaram deles a garantia de um fluxo de carreira regular e equilibrado, expressamente previsto no art. 58, <em>in</em><em> fine</em>, do Estatuto dos Policiais Militares do Estado do Piauí.</p>
<p>No futuro, as novas gerações ao escreverem sobre a história da Polícia Militar e narrarem essa página infeliz de nossa história sentirão vergonha das imoralidades cometidas e da passividade desta geração.</p>
<p>Por questão de justiça, também devemos destacar que existem honrados oficiais e praças que, mesmo estando próximo ao poder, não se utilizam e nem coadunam com esse sistema imoral. E cuja explicação para tão nobre atitude encontramos nas sóbrias palavras de ALFRED VIGNY: “Penso que o Destino dirige metade da vida de cada homem, e o seu caráter a outra metade”.</p>
<p>Por fim, peço ao leitor perdão pelo emprego de algumas expressões um tanto deselegantes, porém, a culpa é desses tempos vis que não permitem poesia. E acredito que mais ofensivas que essas expressões são as mazelas praticadas por esse sistema, pois não ferem apenas aos ouvidos, mais também destroem a carreira e o futuro de um grande número de oficiais e praças. Antecipando-me às críticas e censuras que virão, deixo assentado que tenho plena consciência de que, em épocas de inversão de valores, considera-se errado o que denuncia e não o que pratica atos deploráveis.</p>
<p>Esperamos, com este artigo, alertar os oficiais e as praças sobre o grave risco que correm o nosso futuro e a Instituição em virtude de nossa vergonhosa passividade. Igualmente buscamos dá conhecimento às autoridades e à sociedade sobre a insustentável situação em que se encontra a Polícia Militar, e assim, tentarmos juntos fazer frente a esse sistema que vem, ao longo dos anos, contribuindo significativamente para o esfacelamento moral da Corporação. E por fim, possibilitar aos partidários da “nova ética” uma profunda reflexão sobre o grande mal que estão causando à Instituição, aos demais companheiros de farda e, principalmente, à sociedade piauiense, à qual juraram servir e proteger.</p>
<p>Assim, para mudarmos esse triste quadro é preciso urgentemente criar uma nova e moderna Lei de Promoção de Oficiais e Praças que garanta a todos um efetivo fluxo regular de carreira e a profissionalização da Polícia Militar, em que o constante aprimoramento e a qualificação do militar de polícia sejam os principais mecanismos de ascensão e crescimento na carreira. Dessa forma, ganhariam a Instituição, seus integrantes e, principalmente, a sociedade.</p>
<p><strong><em>José Wilson Gomes de Assis </em></strong><em>é Capitão da Polícia Militar do Piauí, Bacharel em Ciências de Defesa Social pelo Instituto de Ensino de Segurança do Pará (IESP) e  Bacharel em Direito pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI).</em></p>
<p><em><a href="http://www.4shared.com/document/PZLdX0-h/O_atual_sistema_de_promoo_na_P.html" target="_blank">Clique AQUI para baixar o artigo em PDF</a>, disponível em <a href="http://www.4shared.com/dir/21315782/cb964ad5/sharing.html" target="_blank">minha conta (Flávio Henrique) do 4Shared</a>.</em></p>
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		<title>Jogos policiais, a realidade não é brincadeira</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2010/05/24/jogos-policiais-a-realidade-nao-e-brincadeira/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 18:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[jogo]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião polêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Qualquer pessoa que já tenha entrado em uma loja de jogos eletrônicos ou entrado em uma lan house deve ter percebido que os jogos policiais e de guerras são os mais famosos e jogados. O apelo que esses jogos causam nas pessoas, que podem “vivenciar” um dia de soldado ou de policial, é imenso. Quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2010/05/topojogopolicia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2864" title="jogospolicia" src="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2010/05/topojogopolicia.jpg" alt="" width="510" height="100" /></a></p>
<p>Qualquer pessoa que já tenha entrado em uma loja de jogos eletrônicos ou entrado em uma <em>lan house</em> deve ter percebido que os jogos policiais e de guerras são os mais famosos e jogados. O apelo que esses jogos causam nas pessoas, que podem “vivenciar” um dia de soldado ou de policial, é imenso. Quem nunca sonhou, quando criança, em se tornar um combatente da lei e sair pela cidade prendendo criminosos e combatendo o crime? Pois é: esses jogos revivem esse sonho de dentro da gente.</p>
<p>Porém, após uma década de gloriosos jogos, uma visão um bocado deturpada dessas profissões foi criada. Grande parte dos jovens de hoje, que desde criança estão acostumados a filmes policiais onde todo problema é resolvido com uma saraivada de tiros bem direcionada, pensa que todo o trabalho de um policial é esse: receber um aviso de um crime, ir até o local e sair atirando para todos os lados.</p>
<p>Mais utópica ainda, é a visão criada sobre os soldados e combatentes. Afinal, você já viu um jogo onde o jogador perde a guerra ou morre? Pois é. Nem eu. E, novamente, a visão de guerra é muito simplificada: o soldado se junta com meia dúzia de colega, pega umas duas ou três granadas e vai invadir uma base militar ultra-secreta. Não requer prática, nem tampouco habilidade!</p>
<div id="attachment_2879" class="wp-caption alignright" style="width: 300px">
	<a href="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2010/05/modernwarfarejogodepolicia.jpg"><img class="size-medium wp-image-2879" title="modernwarfarejogodepolicia" src="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2010/05/modernwarfarejogodepolicia-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Qualquer semelhança não é mera coincidência.</p>
</div>
<p>A maior prova que os filmes e jogos são um incrível formador de opinião em relação ao exército é o famoso jogo “American Army”, produzido pelo próprio Exército dos Estados Unidos e usado para recrutar jovens, mostrando-os uma imagem perfeita e irreal dos combatentes americanos. E isso é corroborado por várias pesquisas: um estudo feito pela NCJRS (Serviço de Referência Criminal dos EUA) mostra que a diferença de aprovação do serviço policial entre os jogadores e não jogadores de video-games é de quase 20%. Essa diferença é maior do que a criada por outros fatos, como o de já ter sido assaltado ou agredido. Ou seja: jogos influenciam mais a opinião individual do que a proteção real dos policiais.</p>
<p>Será que, daqui a alguns anos, será só lançar alguns jogos divertidos sobre policiais aqui no Brasil e todas as reclamações sobre a segurança pública vão acabar? É para onde estamos caminhando.  Pare e reflita de uma próxima vez. Dê mais valor ao policial que está aí ao seu lado, fazendo o dever dele de protetor público, ao invés de ficar bitolado em um amontoado de pixels que aparecem em seu computador, que tal?</p>
<p><strong>Luiz Soares</strong>, criador do <a href="http://www.luizjogos.com/" target="_blank">www.luizjogos.com</a></p>
<p><em><span style="color: #0000ff;">O texto acima foi enviado por um leitor e não implica necessariamente a opinião dos autores do Diário de um PM. A proposta é debater sobre até que ponto jogos podem influenciar na percepção das pessoas acerca da realidade, especialmente os simuladores de combate.</span></em></p>
<p><em><span style="color: #0000ff;">Quer seu artigo publicado aqui no Diário de um PM? Envie seu texto para o </span></em><strong><em><span style="color: #0000ff;">diariodeumpm@gmail.com</span></em></strong><em><span style="color: #0000ff;"> que nós publicamos (desde que o conteúdo seja autoral, inédito e não possua conteúdo ofensivo ou ilegal).</span></em></p>
<p><em><span style="color: #0000ff;">Conheça alguns jogos de polícia online e grátis também no </span></em><em><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.jogos.depolicia.com/" target="_blank">http://www.jogos.depolicia.com/</a></span></em><em><span style="color: #0000ff;">.</span></em></p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Desculpas inusitadas para não ser multado</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2010/03/17/desculpas-inusitadas-para-nao-ser-multado/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2010/03/17/desculpas-inusitadas-para-nao-ser-multado/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 20:19:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[causos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto abaixo eu &#8220;roubei&#8221; (com a devida permissão do autor) da comunidade no orkut da PMRN. Bom humor para lidar com as situações mais inusitadas do serviço policial e melhor ainda, saber contá-las depois. Deus tira multa? - E já é lei? Desde quando? Foi assim que um cidadão espantado me indagou quando lhe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>O texto abaixo eu &#8220;roubei&#8221; (com a devida permissão do autor) da comunidade no orkut da PMRN. Bom humor para lidar com as <a href="http://www.universopolicial.com/2008/12/caso-de-policia.html" target="_blank">situações</a> <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/04/27/causos-de-policia/" target="_blank">mais</a> <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/06/22/a-policia-e-uma-grande-ostra/" target="_blank">inusitadas</a> do <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/10/30/dupla-realiza-assalto-utilizando-mascaras-e-sao-identificados/" target="_blank">serviço policial</a> e melhor ainda, <a href="http://www.diariodeumpm.net/2010/01/02/causo-de-policia-um-sujeito-mal-acostumado/" target="_blank">saber contá-las depois</a>.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<div class="destaque">
<p style="text-align: center;"><strong>Deus tira multa?</strong></p>
<p>- E já é lei? Desde quando?</p>
<p>Foi assim que um cidadão espantado me indagou quando lhe pedi que colocasse o cinto de segurança.</p>
<p>- O senhor é habilitado? &#8211; Perguntei educadamente.</p>
<p>- Dirijo há mais de 20 anos – me respondeu com um ar de arrogância.</p>
<p>- Então porque o senhor não usa o cinto de segurança?</p>
<p>- É o calor!</p>
<p>Achei a resposta um pouco vaga e fiquei me perguntando como uma tira de 8 centímetros de largura poderia matar alguém de insolação.</p>
<p>- Mas senhor, é para sua segurança!</p>
<p>- Meu filho eu sei, mas não tem fiscalização&#8230; E você sabe&#8230;</p>
<p>– Sei o que? E se não tem fiscalização o que é que eu sou? Será que o problema ta na farda? “Talvez uma melancia no pescoço ajude, o truque da melancia no pescoço nunca falha”</p>
<p>-Senhor use o bom senso!</p>
<p>-Ta certo meu filho, vai me multar?</p>
<p>-Não senhor, estou apenas advertindo para que não cometa o mesmo erro outra vez.</p>
<p>- Muito obrigado! &#8211; Disse – e saiu sem por o cinto.</p>
<p>Trabalhar no setor de trânsito faz com que diariamente me depare com esse tipo de situação, porém, o que mais me admiro é da criatividade ou da total falta dela em muitas dessas ocasiões por parte dos condutores. Eu mesmo não sabia que o código de trânsito estava subordinado a várias outras leis que o anulam completamente. Vejamos por exemplo a lei do “Bem Ali”. Caso você seja apanhado trafegando em sua motocicleta conduzindo um passageiro sem capacete basta usar a lei do “bem ali” que diz no parágrafo II, inciso IV que: Todo condutor tem o direito de trafegar em seu veículo da maneira que bem entender desde que seu local de destino seja: Bem Ali, Acolá ou só até aqui. A lei também é válida se o condutor veio de uma distância igual ou menor do que “daqui de pertim”. No que diz respeito à motocicleta a lotação excedente é uma das campeãs em desculpas estranhas.</p>
<p>- O senhor tem conhecimento que é proibido trafegar com mais de um passageiro em sua moto, não tem? – perguntei ao mototaxisista.</p>
<p>- É que o “bichim” ta doente e a gente vem do hospital.</p>
<p>- Quem é que ta doente mãe? – O menino espantado perguntou olhando para mãe.</p>
<p>- Cale a boca menino, você não sabe de nada! – Ora, se ele não estava doente, com certeza a surra que ele iria levar quando chegasse em casa o deixaria.</p>
<p>Certa vez um condutor flagrado com suspeitas de embriaguez disse que negava-se a fazer o “marfômetro”, bem, na concepção dele talvez beber água do mar seja crime. Outro dia uma senhora revoltada me indagou em um cruzamento – porque os “transuentes” nunca tinham a vez na faixa de pedestres? – talvez porque a faixa seja para os transeuntes, pensei.</p>
<p>Outra coisa que me intriga é não saber a medida exata de “um minutinho”, estrelas no céu, gotas de água no mar, a extensão do universo, nada disso se compara ao incalculável minutinho . &#8220;policial, vou deixar o carro aqui só um minutinho&#8221;. Pronto! Foi-se a ordem natural das coisas. Um dia tem 24 horas, um ano tem doze meses e a copa é a cada quatro anos, mas a porcaria do “minutinho” ninguém sabe.</p>
<p>- Algum problema meu filho? – disse um senhor parado em uma blitz na divisa entre o RN e a PB.</p>
<p>- A placa da moto do senhor ainda é amarela!</p>
<p>- Gostou? Fui eu que fiz. – proferiu me fitando com orgulho. Seria uma imbecilidade perguntar se aquele simpático “artesão” de idade avançada tinha carteira de habilitação, respirei fundo, pensando em uma forma de repreendê-lo, porém a única coisa que me vinha à cabeça era “fui eu que fiz”.</p>
<p>O que me motivou a escrever sobre essas situações excêntricas no meu trabalho foi saber que na hora do aperto vale até apelar pra Deus, só pra ver se ele dá uma forcinha, pois quando um cidadão flagrado transportando seu passageiro sem capacete implorou para que meu comandante de guarnição não fizesse a notificação porque era sábado de aleluia, eu não sustentei a postura de militar e caí na risada. O mandamento é guardai os dias santos e não, não multarás em dias santos. Há dezenas de situações como essas no nosso dia-a-dia de policial de trânsito e são essas situações que tornam esse trabalho tão especial. Gostou? “Fui eu que fiz”.</p>
<p><strong>Adriano Araújo, policial militar do Rio Grande do Norte, lotado no 3º DPRE</strong></p>
</div>
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		<item>
		<title>Os dois lados de uma ocorrência: a detenção de Danilo Gentili (repórter do CQC) em Assis-SP</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/11/16/os-dois-lados-de-uma-ocorrencia-a-detencao-de-danilo-gentili-reporter-do-cqc-em-assis-sp/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Na segunda passada, dia 09, o programa humorístico da bandeirantes Custe o Que Custar (CQC) divulgou uma matéria realizada na cidade de Assis-SP sobre o cumprimento da lei de vadiagem por lá. O repórter Danilo Gentili tanto fez que conseguiu sua desejada reportagem quando foi detido por policiais militares. Confira. Obviamente o caso repercutiu e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Na segunda passada, dia 09, o programa humorístico da bandeirantes <strong>Custe o Que Custar (CQC)</strong> divulgou uma matéria realizada na cidade de Assis-SP sobre o cumprimento da lei de vadiagem por lá. O repórter Danilo Gentili tanto fez que conseguiu sua desejada reportagem quando foi detido por policiais militares. Confira.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/1LwwZ3JvTF8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/1LwwZ3JvTF8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Obviamente o caso repercutiu e críticas sobre a abordagem realizada pelos policiais se espalharam por toda a internet. Em resposta à elas e ao programa, o <strong>capitão Adilson Luís Franco Nassaro</strong> divulgou <a href="http://ciencias-policiais.blogspot.com/2009/11/legitima-detencao-de-danilo-gentili-do.html" target="_blank">nota em seu blogue </a>e nos enviou um email pedindo que publicássemos a sua versão do fato e nós não poderíamos deixar de fazê-lo.</p>
<div class="destaque"><strong>A legítima detenção de Danilo Gentili (do CQC), em Assis</strong></p>
<p>Episódio que ganhou destaque na imprensa nacional, a abordagem policial e detenção do “repórter humorístico” do programa “Custe o Que Custar” (CQC), do Grupo Bandeirantes (Band TV), em 07 de novembro de 2009, no centro da cidade de Assis, São Paulo, merece análise sob o ponto de vista da legalidade da ação policial-militar diante de flagrante desrespeito à lei e à ordem pública.</p>
<p>Para compreensão do ocorrido, interessa observar que a cidade ganhou notoriedade a partir de julho do mesmo ano, em razão da forte reação policial para baixar os índices criminais, em atendimento ao clamor público. Em conjunto, os responsáveis pela Polícia Militar e pela Polícia Civil local adotaram uma série de medidas preventivas e repressivas que passaram a ser conhecidas como programa “Tolerância Zero”, com grande êxito, graças ao apoio da comunidade e também do Ministério Público, do Poder Judiciário e da OAB, dentre vários outros órgãos envolvidos.</p>
<p>Diante da repercussão dessas ações, a produção do citado programa resolveu testar a “eficiência” do programa de policiamento de Assis. Um dos seus integrantes apareceu fantasiado, em uma tarde de sábado, na avenida principal do centro comercial da cidade, com uma peruca de cabelo estilo rastafári, uma camiseta com o desenho de Fidel Castro, uma touca colorida, uma garrafa de bebida alcoólica na mão e com comportamento de quem está sob efeito de substância entorpecente. Nessa encenação, o indivíduo parava o trânsito, provocando os pedestres e motorista, falando e cantando em tom alto, em conduta totalmente destacada em relação àquele ambiente. Provocou, enfim, uma ocorrência conhecida no meio policial como “perturbação de sossego público”, com indivíduo em “atitude suspeita”.</p>
<p>De fato, alguém ligou para o telefone 190, da Polícia Militar, comunicando a confusão (suspeita-se que integrante da própria produção do programa, o que caracterizaria a “falsa comunicação de ocorrência policial”). A dupla de policiais militares que chegou ao local, aproximou-se tranquilamente daquele cidadão e iniciou verbalização durante a abordagem, solicitando que ele mostrasse se tinha algo embaixo da toca e perguntando qual era a sua cidade de origem. Os policiais colocaram em prática, nesse difícil momento por nós conhecido como “hora da verdade”, todos os ensinamentos e treinamentos do procedimento operacional padrão amplamente difundido no âmbito da Instituição para casos semelhantes, agindo em defesa da sociedade, no cumprimento de sua obrigação profissional.</p>
<p>Os policiais notaram divergência nas respostas, pois o suspeito dizia que vinha de Paraguaçu Paulista e instantes depois, confundindo-se, contava outra história, afirmando que, na verdade, estava vindo de São Paulo (a matéria, editada, não mostrou todo o diálogo). Os profissionais de segurança pública conduziram-no, então, para o outro lado da rua (na calçada oposta), a fim de procederem à busca pessoal preventiva, com discrição, pois havia poucas pessoas no lado em que se iniciou a abordagem. A partir de então, quando solicitaram que o suspeito colocasse as mãos sobre a cabeça para ser revistado, houve a primeira reação de desacato (que na edição das imagens foi cortada): o falso bêbado &#8211; ou drogado &#8211; agitador perguntou: “coloco as mãos em qual das duas cabeças, na de baixo ou na de cima&#8230;”, recusando-se em ser submetido ao regular procedimento policial.</p>
<p>Um dos policiais, então, acertadamente, promoveu a sua imobilização, aplicando-lhe uma chave de braço, enquanto o outro realizava a busca pessoal, exatamente como foram treinados em simulações, na sede do Batalhão em Assis, para casos similares de resistência ou desobediência. Depois disso, o revistado mostrou o dedo médio aos policiais, em ostensivo gesto obsceno (inclusive a matéria divulgada mostra esse momento), enquanto dizia, ofensivamente, em tom irônico: “foi justo esse dedo aqui que você machucou, olha!”. Então, corretamente os policiais militares anunciaram que ele estaria detido por desacato e, diante da resistência constatada, algemaram-no para a sua condução em segurança e o transportaram na viatura até o distrito policial, para o registro dos fatos em termo circunstanciado. Somente no plantão policial, o ofensor identificou-se como “repórter humorístico” (e não durante a sua condução, como insinua a matéria editada), o que não alterou as providências de registro policial.</p>
<p>Enfim, esses são os fatos documentados e algumas conclusões devem ser registradas:</p>
<p>1. o efetivo da Polícia Militar, em Assis, foi submetido à prova e, na verdade, toda a Instituição “Polícia Militar” foi testada por provocação inconseqüente, para não dizer irresponsável. A equipe que atendeu à solicitação de intervenção agiu com profissionalismo, sem arbitrariedade, com o uso da força moderada e necessária para superar a resistência de pessoa que causava perturbação da ordem e desacatou a autoridade policial legalmente constituída e em regular exercício profissional de policia preventiva, mediante policiamento ostensivo, em atendimento à noticiada ocorrência em espaço público.</p>
<p>2. a abordagem policial, com busca pessoal, imobilização e condução do detido ao distrito policial teve fundamento legal, pela caracterização, em primeiro momento, da fundada suspeita e, em segundo momento, pela resistência e pelo desacato à autoridade, o que motivou registros policiais devidos e ensejará procedimento judicial, com provável responsabilização ao ofensor. Por sinal, o próprio cidadão admitiu as provocações, o que foi registrado no DP e não quis ser submetido a exames médicos ou periciais, reconhecendo não ter sido lesionado ou agredido fisicamente, além de sentir o desconforto da contenção e da sujeição ao uso de algemas, como naturalmente era esperado, em circunstâncias como essa (ainda, entrevistou o delegado segurando normalmente o microfone logo depois&#8230;).</p>
<p>3. A detenção foi incontestavelmente legítima e a ação dos policiais militares adequada. Mantiveram a calma necessária, apesar das provocações e merecem elogio pelo profissionalismo demonstrado no contexto da abordagem policial.</p>
<p>Apenas quem exerce a profissão policial militar tem a noção exata das dificuldades encontradas nesses momentos e o equilíbrio necessário para não perder a calma e não praticar excessos (sendo filmado, ou não).</p>
<p>A Polícia Militar é Instituição que defende a legalidade. Seus integrantes agem dentro de padrões legais e regulamentares, ao contrário do ofensor detido que buscava audiência “custe o que custar”, forjando uma ocorrência na cidade de Assis e brincando com algo muito sério, que diz respeito à segurança das pessoas e os instrumentos lídimos para alcançá-la. Procurou denegrir a imagem do município, de sua Câmara Municipal (durante a entrevista final) e, principalmente, dos policiais militares que atuam com notável empenho. Enganou e tratou com sarcasmo profissionais que são treinados para arriscar a própria vida em defesa da sociedade e não se pode aceitar tal despropósito sob a desculpa de ignóbil verniz de “liberdade de imprensa” . Uma conduta (a do “repórter” disfarçado), enfim, lamentável sob todos os aspectos.</p>
<p>Encerro esses comentários manifestando meu incondicional apoio e incentivo aos policiais militares que atenderam e conduziram a “ocorrência” com tamanho profissionalismo. A comunidade vem manifestando apoio irrestrito à ação policial integrada que dá exemplo de competência para todo o país. Os magníficos resultados operacionais e a redução da criminalidade em Assis falam por si. A resposta às injustas provocações, nesse caso, foi pronta e irretocável sob o ponto de vista legal, com o cumprimento dos procedimentos operacionais regulamentares.</p>
<p>A partir de agora, acompanharemos, com expectativa, as providências no âmbito da Justiça, para a devida responsabilização cabível ao ofensor.</p>
<p><strong>Adilson Luís Franco Nassaro</strong></p>
<p><strong>Capitão PM Coordenador Operacional do 32º BPM/I – Assis/SP</strong></div>
<p>Quem quiser conferir o blogue do capitão Adilson é só acessar o recém-criado <a href="http://www.ciencias-policiais.blogspot.com/" target="_blank">www.ciencias-policiais.blogspot.com</a>.</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		<title>Momento de reflexão: todas as profissões têm um estigma</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/10/01/momento-de-reflexao-todas-as-profissoes-tem-um-estigma/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 13:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[morrer]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[PM]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um momento inspirado, o autor do texto desabafou em uma comunidade de Direitos Humanos no Orkut sobre o que é ser policial militar (pois criticavam os policiais, só para variar). O texto é de uma pessoalidade ímpar e paradoxalmente gera uma identificação imediata por qualquer PM. Soôu (soou) quase como uma oração, por isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Em um momento inspirado, o autor do texto desabafou em uma comunidade de Direitos Humanos no Orkut sobre o que é ser policial militar (pois criticavam os policiais, só para variar). O texto é de uma pessoalidade ímpar e paradoxalmente gera uma identificação imediata por qualquer PM. Soôu (soou) quase como uma oração, por isso se você é policial militar leia até o fim e diga se já não se encontrou em alguma situação citada nestas linhas. Caso não seja PM, aconselho do mesmo modo a leitura. Talvez assim entenda o quanto esta profissão é árdua.</p>
<div class="destaque">ANTES DE SER POLICIAL CIVIL, EU FUI POLICIAL MILITAR;<br />
ANTES DE SER POLICIAL MILITAR, EU FUI CARTEIRO;<br />
ANTES DE SER CARTEIRO, FUI BOMBEIRO;<br />
ANTES DE SER BOMBEIRO, FUI COBRADOR DE ÔNIBUS;<br />
ANTES DE SER COBRADOR DE ÔNIBUS, FUI FUZILEIRO NAVAL;<br />
E ANTES DE SER FUZILEIRO, FUI PALHAÇO DE CIRCO.</p>
<p>PARALELAMENTE A ESTAS PROFISSÕES, SOU DESENHISTA DE QUADRINHOS E PROGRAMADOR DE JOGOS PARA WEB, ALÉM DE LECIONAR HISTÓRIA QUANDO ESTAVA NA UFRN.</p>
<p>Como desenhista de quadrinhos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um desocupado.</p>
<p>Como programador de jogos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um nerd idiota.</p>
<p>Como palhaço de circo, ouço de alguns, ATÉ HOJE, que aquilo é vida de vagabundo.</p>
<p>Como fuzileiro naval, ouvi de muitos, que fui um BONECO DO ESTADO.</p>
<p>Como cobrador de ônibus, ouvi de muitos, que eu era um ladrão, por não ter, às vezes, moedas de R$ 0,01 e R$ 0,05, para dar de troco.</p>
<p>Como carteiro, guardo cicatrizes, para o resto de meus dias, de mordidas de cães e de acidentes de trabalho, como atropelamentos, causados pelos &#8220;ZECAS&#8221; da vida, além de ouvir DE TODAS AS MÃES COM AS QUAIS ME DEPARAVA, que eu era &#8220;O HOMEM DO SACO&#8221; que iria raptar as criancinhas.</p>
<p>Como bombeiro, NUNCA recebi um &#8220;obrigado&#8221;, ao retirar um gatinho de uma árvore, nem por mergulhar num esgoto, para salvar uma pessoa que foi levada por uma enxurrada. Tive que aprender a me ACOSTUMAR com isso, além de começar a compreender como a linha da vida é tênue e a matéria se desfaz por besteira.</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, enfrentei <strong>O MAIOR CHOQUE CULTURAL DE MINHA VIDA</strong>, ao ter de argumentar com todo tipo de pessoas, do mendigo ao magistrado, entrar em todo tipo de ambiente, do meretrício ao monastério.</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui PARTEIRO, quando não dava tempo de levar as grávidas ao hospital, na madrugada;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui psicólogo, quando um colega discutia com a esposa, diante da incompreensão dela, às vezes, com a profissão do marido;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui assistente social, quando tinha de confortar <strong>A MÃE DE ALGUMA VÍTIMA</strong> assassinada por não possuir algo de valor que o assaltante pudesse levar;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui borracheiro e mecânico, ao socorrer idosos e deficientes com pneus furados;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui pedreiro, ao participar de mutirões para reconstruir casas destruídas por enchentes;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui paramédico fracassado, <strong>AO VER UM COLEGA IR A ÓBITO A BORDO DA VIATURA</strong>;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui paramédico realizado, ao retirar uma espinha de peixe da garganta de uma criança;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui apedrejado por estudantes da mesma escola na qual estudei E FUI PROFESSOR, por pessoas do mesmo grêmio do qual participei;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui obrigado a me tornar gladiador em arenas repletas de terroristas, que são os membros de torcidas organizadas, em jogos de times pelos quais nem torço;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, sobrevivi a cinco graves acidentes com viaturas, nunca a menos de 120km/h, na ânsia de chegar rápido àquela residência onde a moça estava sendo estuprada ou na qual um idoso estava sendo espancado;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui juiz da vara cível, apaziguando ânimos de maridos e mulheres exaltados, que após a raiva uniam-se novamente e voltavam-se contra a POLÍCIA;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui atropelado numa BLITZ, por um desses cidadãos QUE POR MEDO DA POLÍCIA, AFUNDOU O PÉ NO ACELERADOR E PASSOU POR CIMA DE VÁRIOS COLEGAS;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, arrisque-me a contrair vários tipos de doenças, ao banhar-me com o sangue de vítimas às quais não conhecia, mas que tinha OBRIGAÇÃO de TENTAR salvar;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, arrisquei contaminar toda a minha família com os mesmos tipos de doenças, pois ao chegar em casa, minha esposa era a primeira a me abraçar, nunca se importando com o cheiro acre de sangue alheio, nem com as manchas que tinha de lavar do uniforme;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui juiz de pequenas causas, quando EM MINHA FOLGA, alguns vizinhos me procuravam para resolver SEUS problemas;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui advogado, separando, na hora da prisão, os verdadeiros delinquentes dos &#8220;LARANJAS&#8221;, quando poderia tê-los posto no mesmo barco;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui o homem que quase perdeu a razão, ao flagrar um pai estuprando uma filha, ENQUANTO A MÃE O DEFENDIA;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui guardião de mortos por horas a fio, sob o sol, a chuva e a neblina, à espera do RABECÃO, que, já lotado, encontrava dificuldade para galgar uma duna mais alta, ou para penetrar numa mata mais densa;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fiquei revoltado, ao necessitar de um leito para minha esposa PARIR, e ao chegar NO HOSPITAL DA POLÍCIA, deparar-me com um traficante sendo operado por um médico particular;</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui o cara que mudou TODOS os hábitos para sempre, andando em estado de alerta 25 horas/dia, sempre com um olho no peixe e outro no gato, confiando desconfiado.</p>
<p>Como <strong>POLICIAL MILITAR</strong>, fui xingado, agredido, discriminado, vaiado, humilhado, espancado, rejeitado, incompreendido.</p>
<p>Na hora do bônus, ESQUECIDO;<br />
Na hora do ônus, CONVOCADO.</p>
<p>Tive de tomar, em frações de segundo, decisões que os julgadores, no conforto de seus gabinetes, tiveram meses para analisar e julgar.</p>
<p>E mesmo hoje, calejado, ainda me deparo com coisas que me surpreendem, pois afinal AINDA sou humano.</p>
<p>Não queria passar pelo que passei, mas fui VOLUNTÁRIO, ninguém me laçou e me enfiou dentro de uma farda, né? Observando-se por essa ótica, é fácil ser dito por quem está &#8220;DE FORA&#8221;, que minha opinião NÃO IMPORTA, ou que simplesmente, não existe.</p>
<p><strong>AMO O QUE FAÇO E O FAÇO PORQUE AMO</strong>. Tanto que insisto em levar essa vida, e mesmo estando atualmente em outra esfera do serviço policial, sei que terei de passar por tudo de novo, a qualquer hora, em qualquer dia e em qualquer lugar.</p>
<p>E O FAREI, SEM RECLAMAR, NEM RECUAR.</p>
<p>Porque se o Senhor não guarda a cidade, em vão vigia a sentinela.</p>
<p>Por isso é que fazemos nossa parte:</p>
<p><strong>VIGILANTIS SEMPER</strong>!</p>
<p>Que Deus abençoe a todos.</p></div>
<p><a href="http://www.gamearte.blogspot.com/" target="_blank">Tião Ferreira</a> também é <a href="http://www.tiaoferreira.deviantart.com/" target="_blank">desenhista de quadrinhos</a>, animador, estudante de História, ex-palhaço de circo e ex-carteiro. Como se fosse pouco, ainda mexe com <a href="http://www.gamearte.blogspot.com/" target="_blank">web design e programação de jogos</a>, <a href="http://cabrumzine.vilabol.uol.com.br/" target="_blank">produz mapas e personagens para jogos conhecidos como Counter-Strike, Outlive, Starcraft, entre outros</a>. Um de seus sonhos é abrir uma produtora de jogos com temáticas nacionais e fazer longas-metragens em animação utilizando a plataforma Flash.</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Profissão polícia: dedicação integral</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/07/14/profissao-policia-dedicacao-integral/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 02:18:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
		<category><![CDATA[repercussão]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto a seguir me foi enviado via e-mail por um leitor assíduo do Diário de um PM. Na verdade é mais um comentário alusivo ao post anterior. Resolvi publicá-lo (incluindo minhas considerações), pois talvez outras pessoas tenham a mesma impressão e dúvidas sobre a polícia. Entrei no Diário de Um PM (como faço quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>O texto a seguir me foi enviado via e-mail por um leitor assíduo do Diário de um PM. Na verdade é mais um comentário alusivo ao <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/07/08/contra-tudo-e-todos/" target="_blank">post anterior</a>. Resolvi publicá-lo (incluindo minhas considerações), pois talvez outras pessoas tenham a mesma impressão e dúvidas sobre a polícia.</p>
<div class="destaque">Entrei no <strong>Diário de Um PM</strong> (como faço quase que diariamente) e me deparei com uma postagem do <strong>Flávio Henrique</strong> se referindo ao <a href="http://capitaomano.blogspot.com/" target="_blank"><strong>blog do Capitão Mano</strong></a>, onde o mesmo lista <strong><a href="http://capitaomano.blogspot.com/2009/07/carta-de-um-sergipano-consciente-sobre.html" target="_blank">5 razões para detestar ser policial militar</a>.</strong> <strong>Eu como <a href="http://concursos.depolicia.com/" target="_blank">civil estudando para concurso da PM</a></strong> é bom ver em blog o cara vibrando enaltecendo a corporação, mas é sempre bom ver o <strong>outro lado da moeda</strong>, principalmente mostrado por quem está <strong>dentro da caserna</strong>. Lendo o post do Capitão Mano me deparei com a razão número 2 e resolvi escrever sobre ela:</p>
<p><strong><em><span style="text-decoration: underline;">Razão DOIS:</span></em></strong><strong><em> </em></strong><em>o povo. A relação da polícia com o povo é como uma faca de dois gumes. Alguém sempre sai perdendo nesse embate. Em meio à população, há de tudo: pais de família, trabalhadores, homens de bem, pessoas de boa índole, estudantes, menores, grupos vulneráveis, doentes e incapazes, e os que reúnem um pouquinho de tudo. Ao que parece, só não tem bandido. Todos, na intenção de demonstrar sua indignação, gritam aos quatros cantos do mundo que não são isto, não são aquilo ou que são assim ou daquele jeito. À polícia cabe a ação. E, se ela não age, erra pois foi chamada para agir e, se não ia fazer nada, para que foi até lá(?); se age, erra também porque exagera. Se não ia dar flores, também não precisava ser grosseiro(!). É chamada para controlar. E quando controla, aparecem especialistas de todas as brechas para criticar. O povo está quase sempre contra, pois é do seu meio que provém toda a mazela da vivência humana. E, quem quer ser a mazela? Quem admite ser pai, mãe de uma ou ser a materialização da mazela? Quem quer ser a ‘pessoalização’ do que é ruim no meio social? Daí a se compreender o porquê da relação pífia entre polícia e sociedade&#8230;</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Não vou escrever um post utópico aqui falando que a Polícia tem sempre razão que é tudo as mil maravilhas pois não é, a Polícia é um trabalho como outro qualquer você vai entrar vai ter momentos de alegria, de frustração, vai ter vontade de chutar o pau da barraca, é uma relação amor e ódio. Mas caro leitor acompanhe meu raciocínio nesses casos:</p>
<p><strong>1° Caso:</strong> Uma vez entrei na comunidade da PMMG no Orkut e tinha um desabafo de um pai de família contando que pegou seu carro, colocou dentro sua esposa, seus 2 filhos e sua sogra, foi rumo à Belo Horizonte fazer turismo. Na cidade foi parado por uma blitz da PM onde a mesma constatou que o documento do seu carro estava irregular. Seu carro foi apreendido, ele ficou ali com a sua família na sua, e durante 1 hora a PM não parou mais nenhum veículo. Conclusão do pai de família a PM estava errada, o pai de família andando com o documento irregular não estava errado.</p>
<p><strong>2° Caso:</strong> Um jovem de aproximadamente 22 anos, saiu com sua namorada e seus amigos, parou num barzinho, curtiu uma música ao vivo, comeu uma porção, bebeu sua cervejinha (afinal todos ali trabalham durante o dia e fazem faculdade a noite). Voltando para casa foi parado numa blitz, pelo teste do bafômetro foi constatado que o nível de álcool no sangue dele estava acima, o condutor tomou aquela multa salgada de quase mil reais, teve a habilitação apreendida. O PM ainda perguntou se alguém estava com o álcool no sangue abaixo do permitido para assumir a direção, como não tinha, o carro foi apreendido. O condutor se exaltou, agrediu o policial verbalmente (quase o agrediu fisicamente). Conclusão, a PM estava errada por cumprir a lei seca.</p>
<p><strong>3° Caso (Esse aconteceu comigo):</strong> Como eu disse anteriormente a polícia não é um mar de rosas, mas veja esse caso que aconteceu comigo. Estava eu saindo do meu trabalho no meio da tarde voltando para casa feliz pois tinha sido transferido para um setor melhor. De repente sinto um vulto de um cara de bicicleta vindo do meu lado abri espaço para ele passar mas ele não passa. Para ao meu lado saca um revólver 38 e pede meu celular. Claro que eu entreguei o celular sem esboçar nenhuma reação (nesses momentos é melhor, vai que o cara está com a arma só para assustar e no susto dispara. Eu não vou perder minha vida por causa de 200 reais.). Assim que entreguei o celular sai correndo ao som das ameaças do assaltante. De repente eu vejo uma Blazer da Polícia Civil, linda toda imponente parada na rua, parecia que tava me esperando.  Já cheguei falando para o policial que eu tinha sido assaltado e o sujeito estava armado, e sabe o que ele me disse “to fora da minha área, se vira e liga pro 190”.</p>
<p>Na minha mera concepção de civil o polícia independente de ser civil ou militar ele trabalha para o Estado, então a área de atuação dele é o Estado e não somente a jurisdição do seu Distrito ou Batalhão.</p>
<p>Eu confesso que depois dessa “patada” eu fiquei decepcionado com a Polícia, mas ainda não desisti do meu sonho. Acredito que a fama que a Polícia tem é muitas vezes criada pelos próprios policiais que estão ali vivendo frustrados dentro de sua carreira, entraram achando que era uma coisa mas virou outra, e essa frustração acaba passando para o cidadão. Mas mesmo assim eu não desisti desse objetivo de ser policial. Pois pra mim vai ser a minha maneira de fazer a diferença na sociedade.</p>
<p>Abraço, Bruno Henrique.</p></div>
<p>De antemão, agradeço pelo email e espero contribuir para que tome sua decisão corretamente, pois apesar de ser um trabalho difícil eu não me arrependo de ter me tornado um policial.</p>
<p>Sobre as duas primeiras situações apresentadas posso dizer o seguinte: ninguém quer que a polícia cumpra a lei quando se é o infrator. Isso é lógico. Alguém que está irregular e persiste em ignorar seus deveres terá grandes chances de ser pego, é o que preconiza a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Murphy" target="_blank">Lei de Murphy</a>. E algumas pessoas, mesmo conscientes de seus erros, ainda se sentem injustiçadas e/ou perserguidas. Uma frase que ouço com frequência é que &#8220;polícia por perto incomoda e longe, faz falta&#8221;.</p>
<p>Já no terceiro caso houve omissão sim por parte dos agentes do Estado. Para explicar o porque, recorro ao <a href="http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Decreto-Lei/Del3689.htm" target="_blank">Código de Processo Penal</a>.</p>
<p class="alert">Art. 301. Qualquer do povo poderá e as <strong>autoridades policiais e seus agentes deverão</strong> prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.</p>
<p>Em resumo, pode-se dizer que policial é policial 24 horas, independente de estar de folga ou fora de sua jurisdição. Quando ocorre uma omissão (principalmente por agentes caracterizados) não há apenas uma trangressão legal, mas também uma péssima contribuição para a imagem da polícia que recai na influência negativa dos maus profissionais e é quase certo que se generalize em torno desse estigma. No entanto, ao invés de guardar somente o exemplo negativo lembre dos homens que se sacrificaram (mesmo sem estar de serviço) para ajudar o próximo ao se depararem com bandidos nas nossas inseguras ruas. Uma rápida pesquisada no Google e verá que existem reportagens que mostram policiais sempre dispostos a ajudar o próximo.</p>
<p>Então caro leitor, esse espaço também é seu e caso deseje compartilhar suas ideias conosco fique a vontade.</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Contra&#8221; tudo e todos</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 21:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera policial]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[Blogosfera Policial]]></category>
		<category><![CDATA[blogs policiais]]></category>
		<category><![CDATA[militar]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei um texto no recente blogue do Cabo Heronides da PMRN elecando cinco motivos para não ser policial militar, depois descobri que ele foi publicado originalmente no excelente Capitão Mano de Sergipe, responsável por desencadear o movimento mais inteligente já realizado nas PPMM de todo o Brasil. Por que estou comentando aqui? Primeiro por me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Encontrei um texto no recente blogue do <a href="http://caboheronides.blogspot.com/2009/07/cinco-razoes-para-detestar-ser-policial.html" target="_blank">Cabo Heronides da PMRN</a> elecando cinco motivos para não ser policial militar, depois descobri que ele foi publicado originalmente no excelente <a href="http://www.capitaomano.blogspot.com" target="_blank">Capitão Mano de Sergipe</a>, responsável por desencadear o <a href="http://abordagempolicial.com/2009/07/pmse-80-de-aumento-salarial/" target="_blank">movimento mais inteligente já realizado nas PPMM de todo o Brasil</a>. Por que estou comentando aqui? Primeiro por me identificar com o desabafo do colega anônimo e acredito que a maioria dos policiais militares também concordarão com a opinião do autor. Segundo, porque tenho certeza de que o criador da obra gostará de ver seu trabalho espalhado pelo mundo virtual. Aos preguiçosos faço um resumo (pequeno mesmo!) do que irão encontrar <a href="http://capitaomano.blogspot.com/2009/07/carta-de-um-sergipano-consciente-sobre.html" target="_blank">AQUI</a>.</p>
<p class="note">O artigo é um desabafo bem humorado da relação conflitante entre os policiais militares e &#8211; na visão do autor &#8211; seus principais &#8220;calos&#8221;. São eles: o <strong>militarismo</strong> (devido ao rigor na hierarquia e disciplina), o <strong>povo</strong> (sempre inconstante); a <strong>justiça</strong> (nem tão justa com os policiais); os <strong>direitos humanos</strong> (famosos no Brasil por defenderem principalmente os que dão trabalho à polícia, enquanto que o contrário não é muito comum); e por último, a <strong>valorização</strong> (afinal, não é novidade que os nossos rendimentos não são proporcionais ao trabalho que desempenhamos).</p>
<p>Então, o que está esperando? Clique no <a href="http://capitaomano.blogspot.com/2009/07/carta-de-um-sergipano-consciente-sobre.html" target="_blank">link</a>, leia o texto na íntegra e volte aqui para deixar sua opinião e me diga se temos ou não razão em protestar.</p>
<p>Depois de ler esses motivos alguém pode perguntar: por que ainda insistimos nessa profissão? A resposta é subjetiva (cada um tem suas razões), mas certa vez consegui resumir o meu ponto de vista ao escrever que &#8220;<a href="http://honestidadedoi.blogspot.com/2009/04/muitas-tarefas-pouca-ocupacao.html" target="_blank">polícia é como um vírus sem vacina: quem se contamina nunca mais ficará imune. O que significa que dificilmente você irá querer outra profissão</a>&#8220;. <span style="font-size: 85%;"><span style="font-family: verdana;"> </span></span></p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		<title>Síndrome do Rambo: a fadiga do combate</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 07:14:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto a seguir foi publicado originalmente na comunidade da PMRN. Sabe quando você está com vontade de desabafar e vai descarregando tudo no teclado? Pois bem, esse foi um desses momentos de inspiração. O responsável por essas linhas é ex-policial militar do Rio Grande do Norte (oito anos na Gloriosa) e atualmente trabalha na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><em>O texto a seguir foi publicado originalmente na comunidade da PMRN. Sabe quando você está com vontade de desabafar e vai descarregando tudo no teclado? Pois bem, esse foi um desses momentos de inspiração.</em></p>
<p><em>O responsável por essas linhas é ex-policial militar do Rio Grande do Norte (oito anos na Gloriosa) e atualmente trabalha na polícia civil como escrivão. Assim, ninguém pode dizer que ele não conhece o serviço policial e muito menos duvidar de seu relato (por mais escabrosa que a história seja). Confira.</em></p>
<p>Este ano completa um total de cinco anos que as tropas brasileiras estão no Haiti, cumprindo uma missão que DEVERIA ser cumprida AQUI.</p>
<p>Durante meus dias na gloriosa, atendi muitas ocorrências nas quais o personagem central era um veterano do Haiti. Geralmente eram garotos entre 20 e 22 anos, mal saídos dos cueiros, mas já com a carreira destroçada e a vida comprometida. Todos apresentavam elevado grau de adrenalina, esquizofrenia, além de um exagerado senso de auto-defesa. Quando passava um fusca &#8220;véi&#8221;, peidando, os garotos se jogavam no chão e saíam no rastejo, procurando abrigo. Por diversas vezes tivemos que conduzi-los ao HGUN, para internação.</p>
<p>Tudo isso são ecos da guerra, de uma escala exagerada, que força os limites do ser humano e do profissional ao extremo, deixando a qualidade do serviço à beira do caos. O soldado JOHN RAMBO, famoso personagem do cinema encarnado por SYLVESTER STALLONE, é o maior exemplo, embora fictício, da fadiga de combate à qual os médicos deram um nome bastante alusivo: A SÍNDROME DO RAMBO.</p>
<p>A síndrome do rambo consiste num acúmulo de estresse além do limite suportável pelo profissional da área de segurança, incluindo-se aí as forças armadas. Os sintomas são justamente esses que os ex-combatentes do Haiti demonstraram ao voltar de lá. Quase todos apresentam sérios problemas psicológicos e alguns evoluíram o seu quadro de uma forma tão fora de controle que passaram a ser atendidos pela psiquiatria e não mais pela psicologia.</p>
<p>Conversando com alguns deles, depois de mais calmos, ouvi relatos horríveis sobre o dia-a-dia entre o MEDO DE TER QUE MATAR e a CERTEZA DA MORTE, nas favelas haitianas.</p>
<p>Segundo eles, os corpos das pessoas mortas nos combates ficam expostos por semanas a fio, sem que ninguém os recolhessem, pois justamente as pessoas que tentam dar cabo do trabalho funesto são os alvos preferidos dos franco-atiradores, além de enfermeiros e paramédicos.</p>
<p>Um deles me falou que demorou mais de três meses para se acostumar em casa, sem o colete e o capacete.</p>
<p>Às vezes vejo um deles, que mora no Pitimbu, assumindo posição defensiva, atrás do muro de sua casa, como se estivesse em seu BUNKER ou sua trincheira, sempre que um carro se aproxima. Depois que o carro passa, ele direciona sua atenção em direção ao alto de uma duna próxima, como se nela houvesse alguém à espreita, pronto para atacá-lo. O triste nessa história, é que isso não é um caso isolado. E não acontece apenas nas forças armadas.</p>
<p>Submetidos a uma escala desumana e cruel, os policiais brasileiros, em especial os policiais militares estão desenvolvendo quadros patológicos iguais aos apresentados pelos veteranos de guerra. E o que é pior: o cidadão comum das grandes cidades também sofre do mesmo mal.</p>
<p>No Haiti, segundo um deles relatou, a escala era descontrolada, no início seguia o padrão 24 x 72h, o que garantia o repouso físico e mental. Com o agravamento da situação, para poder conter a escalada da violência no país, a força brasileira, à qual coube o papel de POLÍCIA local teve de utilizar um remédio pior do que a doença: a famigerada redução da escala de trabalho, passando a ser de 24 x 48h!</p>
<p>Apenas alguns dias depois de implantada, os frutos negativos começaram a aparecer: combatentes cansados, desanimados, desestimulados, com o moral baixo, começaram a surgir em todas as unidades estacionadas no Haiti. Muitos começaram a adoecer e não conseguiam se recuperar plenamente, pois a escala não permitia, afinal, aquilo é uma guerra!</p>
<p>Segundo um SGT que conheci no aeroporto, outro dia, depois de um tempo praticamente não havia mais escalas: a tropa era enviada ao campo através do velho sistema de sortidas (sorties), missões que só tinham hora inicial, e como hora final, apenas a incerteza. De acordo com os relatos do graduado, após cinco sortidas bem sucedidas os militares participantes eram agraciados com alguns dias de repouso, quase sempre interrompidos por fogo inimigo, de surpresa, ou então em missões urgentes de substituição.</p>
<p>O objetivo do presente texto é o de alertar aos profissionais de segurança pública quanto à nocividade de escalas de trabalho inadequadas. A SÍNDROME DO RAMBO está presente em nossos quartéis, em nossas delegacias, em nossos presídios, em nossos institutos médicos legais, em nossos corpos de bombeiros.</p>
<p>Esta semana visitei minha velha 2ª CIA/9º BPM de guerra.</p>
<p>Fiquei muito triste ao saber de um episódio envolvendo um dos melhores motoristas de lá, um caso notório da síndrome do rambo.</p>
<p>O dito soldado, ao assumir o serviço, foi informado de que teria de trabalhar num viatura composta de apenas dois policiais. Como todos sabem que tal medida não é adequada ao serviço, por oferecer grande risco aos policiais, o soldado questionou o tenente de sua CIA, e, segundo o que me contaram, o oficial praticamente OBRIGOU o praça a assumir o serviço, da forma como havia sido determinado pelo comando do batalhão.</p>
<p>Reza a má nova que o soldado entrou em crise nervosa e sacou sua pistola, deflagrou alguns tiros para o alto e apontou a mesma para o tenente, tendo este que agir em defesa própria e de seus comandados presentes na ocasião. Após dominado, o soldado foi encaminhado ao serviço de assistência psicológica do CENTRO CLÍNICO, e está afastado de qualquer tipo de serviço, por enquanto.</p>
<p>Então, aos que exercem cargos administrativos, se lhes for dado o poder de decisão sobre as escalas de serviço, fica o meu pedido em nome de todos os colegas:</p>
<p>Pensem naqueles que são responsáveis pela tranquilidade de seu sono, e ofertem aos mesmos a oportunidade de poderem cochilar um pouco, sem ter de acordar a cada quarto de hora, tendo por canção de ninar a voz do radio-operador chamando o prefixo de sua equipe.</p>
<p>Pensem nisso. Por tabela, a sociedade agradece. Melhor do que deixar o RAMBO voltar pra casa, é fazer com que ele não precise sair de lá.</p>
<p class="note"><a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=1957832882171557219" target="_blank">Tião Ferreira</a> também é <a href="http://cabrumzine.vilabol.uol.com.br/" target="_blank">desenhista de quadrinhos</a>, animador, estudante de História, ex-palhaço de circo e ex-carteiro. Como se fosse pouco, <a href="http://gallery.filefront.com/tiaoferreira/" target="_blank">ainda mexe com web design e programação de jogos, produz mapas e personagens para jogos conhecidos como Counter-Strike, Outlive, Starcraft, entre outros</a>. Um de seus sonhos é abrir uma produtora de jogos com temáticas nacionais e fazer longas-metragens em animação utilizando a plataforma Flash.</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		<title>Pontos de autoridade</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2008/02/19/pontos-de-autoridade/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 15:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre de Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política salarial]]></category>
		<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[barrim]]></category>
		<category><![CDATA[manifestações]]></category>
		<category><![CDATA[passeatas]]></category>
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		<description><![CDATA[Antes de eu começar o assunto, vou elencar alguns fatos sobre a “reação” à passeata de domingo: 1. Havia uma tropa de choque baseada no pátio do 23º BPM à postos a “usar os meios necessários” contra os manifestantes. 2. Foram escaladas policiais femininas (no serviço extra, logicamente) para “usar os meios necessários” contra as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><img src="http://diariodeumpm.net/img/convocacao_reuniao_ame.jpg" alt="Convocação" width="450" height="350"/></p>
<p>Antes de eu começar o assunto, vou elencar alguns fatos sobre a “reação” à passeata de domingo:</p>
<div class="destaque">
1. Havia uma tropa de choque baseada no pátio do 23º BPM à postos a “usar os meios necessários” contra os manifestantes.</p>
<p>2. Foram escaladas policiais femininas (no serviço extra, logicamente) para “usar os meios necessários” contra as outras combatentes do sexo feminino manifestantes ou, quiçá, contra as mulheres e mães dos policiais militares presentes.</p>
<p>3. Foram escalados todos os oficiais subalternos do 23º BPM e para eles foi paga a seguinte missão: identificar somente os oficiais mais modernos presentes à manifestação.</p>
<p>4. Isso tudo após a “recomendação” da cúpula da PMERJ acerca de possíveis punições administrativas para quem comparecesse à passeata.</p>
<p>5. Depois do evento, a mídia deu destaque acima da média ao evento. Em um crescendo a reportagem principal do “<a href="http://odia.terra.com.br/rio/htm/pms_fazem_passeta_por_melhores_salarios_em_ipanema_151557.asp">O Dia Online</a>”, do “<a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/02/17/pms_fazem_protesto_em_ipanema_mandam_recado_para_sergio_cabral_pede_pra_sair_-425693292.asp">Globo Online</a>”, do portal “<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL302396-5606,00-PEDE+PRA+SAIR+DIZ+EXCORREGEDOR+A+GOVERNADOR.html">G1</a>”, etc. Porém, depois do clássico estadual, começou o adágio que virou lento no dia seguinte que poderia ser definida numa headline: “Ameaças de punição esvaziam protesto de PMs”, e ficamos nesse ritmo até agora.
</div>
<p>A palavra Autoridade é um conceito que deriva do latim <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Auctoritas">auctoritas</a></em>, que por sua vez é antônimo de <em>potestas</em>. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Potestas"><em>Potestas</em></a> significa a o poder coercitivo do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Magistratus"><em>Magistratus</em></a> (questor, censor, pretor) romano, muito bem retratados em filmes como Ben – Hur, Calígula ou Spartacus. Esse conceito coercitivo confunde-se com a primeira definição contemporânea de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Norberto_Bobbio">Bobbio</a> sobre “Autoridade”, que seria a definição de diretrizes sob pena de sanções físicas. Já a <em>auctoritas</em> é o poder do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Roman_Senate">Senador romano</a>, do representante do povo, do embrião do Legislativo moderno.</p>
<p>Como um pai que espanca o filho ou o marido que bate na mulher, a autoridade do comandante geral vem mudando de perfil. Quando é necessária a aposição de forças de choque para controlar uma parte da tropa ou até familiares dessa massa, e mesmo assim, haviam pessoas dispostas a se manifestar pacificamente, percebe-se que nem a potestas está funcional. O antigo comandante geral, em 2007, fez um pedido ao mesmo grupo que não se realizasse uma passeata. Embora largamente discutido, antes e depois do momento, o pedido foi aceito de fato. Ficou claro que este, sim, tinha <em>autorictas</em>, tinha ouvidos a lhe escutar até entre oficiais “rebelados”.</p>
<p>O poder do atual comandante geral, como disse anteriormente, parece que se deslocou para uma forma de imposição meramente punitiva, saindo da definição racional-legal consagrada pelo sistema democrático. Parece lógico que este poder baseado na sanção administrativa não funcione, pois não tem receptividade num estado democrático de direito. O atropelo das liberdades e garantias não está resumindo-se apenas aos manifestantes. O cerco militar à Rua Aristides Espínola, creio eu, que tenha causado transtornos aos próprios moradores do Leblon. Enquanto isso a passeata deslocou-se pela rotineiramente interditada área de lazer da orla marítima, e, estava acertado previamente que a passeata não adentraria a rua onde reside o governador.</p>
<p>Alguns não percebem, mas o perfil do Policial Militar mudou nos últimos anos. Para o desespero de alguns, até os Soldados mais modernos possuem nível superior, por exemplo. A grande maioria está esclarecida quanto aos seus direitos e garantias de cidadão pleno. A CRFB/88 não estabelece exceções para quem é cidadão ou não o é. Além das headlines, manchetes, fatos e versões: mesmo com ameaças ilegais de sanção, a marcha democrática foi um sucesso.</p>
<div class="destaque">
Texto de autoria do 1º Tenente Barrim. Mais uma de <a href="http://www.diariodeumpm.net/2006/12/09/simulado-de-historia-teste-seus-conhecimentos-para-a-2%c2%ba-fase-da-uerj/">suas</a> <a href="http://www.diariodeumpm.net/2006/12/01/saiba-o-que-costuma-cair-na-prova-de-historia-da-2%c2%ba-fase-da-uerj/">ótimas</a> <a href="http://www.diariodeumpm.net/2007/02/16/jogo-dos-7-erros-o-globo/">contribuições</a>. O primeiro de uma série de textos que virão por aí.
</div>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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