<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Diário de um Policial Militar &#187; Polícia</title>
	<atom:link href="http://www.diariodeumpm.net/category/policia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.diariodeumpm.net</link>
	<description>O mundo policial como você nunca viu!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 20 Apr 2011 05:09:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Mesmo com o risco da própria vida&#8230;</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2010/08/23/mesmo-com-o-risco-da-propria-vida/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2010/08/23/mesmo-com-o-risco-da-propria-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 18:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[causos]]></category>
		<category><![CDATA[conflito armado]]></category>
		<category><![CDATA[confronto armado]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[tiroteio]]></category>
		<category><![CDATA[troca de tiros]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodeumpm.net/?p=3020</guid>
		<description><![CDATA[- Alô. - Flávio!? Você está trabalhando hoje? - Não, por quê? - Graças a Deus! Teve um tiroteio na cidade, daqui dava pra ouvir os tiros. Parece que levaram os policiais como reféns. Ainda bem que você não está aqui&#8230; - Como é!? Tiroteio!? Policial de refém!? - É, meu filho, mas ainda bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>- Alô.</p>
<p>- Flávio!? Você está trabalhando hoje?</p>
<p>- Não, por quê?</p>
<p>- Graças a Deus! Teve um tiroteio na cidade, daqui dava pra ouvir os tiros. Parece que levaram os policiais como reféns. Ainda bem que você não está aqui&#8230;</p>
<p>- Como é!? Tiroteio!? Policial de refém!?</p>
<p>- É, meu filho, mas ainda bem que não foi com você.</p>
<p>Começo a ligar para meus colegas de serviço. A primeira chamada não é concluída, telefone desligado. Insisto, minha mãe percebe que fico preocupado e passa a prestar atenção. Ligo novamente, desligado. Ligo para outro colega. Ele me atende.</p>
<p>- Levaram Rênio*, Cromo* e o sargento Germânio*!</p>
<p>Era outro policial que também estava de folga, mas a par dos acontecimentos. Ligo para o tenente.</p>
<p>- Tenente, o que está acontecendo?</p>
<p>- Tentaram roubar o banco, levaram os policiais. <em>Tô</em> indo <em>pra</em> lá agora.</p>
<p>- Eu vou também!</p>
<p>- Isso, vá.</p>
<p>Rapidamente me apronto e sigo para a cidade. Chegando no local, a cena era perturbadora. Várias marcas de tiros nas paredes e nos veículos, uma mancha de sangue no asfalto, um carro abandonado no meio da rua, muitos curiosos sem entender direito o que se passou e incontáveis policiais. Nessas horas que a gente percebe que, apesar de todas as dificuldades e reclamações no serviço, ainda somos unidos. Como dizem, &#8220;a família é grande&#8221;.</p>
<p>Informações desencontradas. Foi roubo? Resgate de preso? Tentativa de sequestro no fórum? Quantos bandidos? Recebo a notícia que meus companheiros estão bem, foram liberados quase ilesos depois que o helicóptero localizou a viatura roubada, o que permitiu a soltura dos policiais. Um sargento atingido na coxa, um soldado ferido por estilhaços no rosto e o outro soldado com problema de pressão. O alívio é imediato, mas ainda fica o desejo de responder à altura tamanho atrevimento. Já nos empenhamos quando não estamos diretamente envolvidos, imagine quando sentimos na pele a audácia dos marginais. Assim segue a &#8220;caçada&#8221;, diligências por toda a região, barreiras, buscas pelo canavial, o cerco se fecha. O primeiro bandido finalmente é preso.</p>
<p>Pela noite, consigo falar com o soldado que teve o rosto lesionado. Ele me conta os momentos de terror. Disse que os bandidos renderam um companheiro ainda na calçada e depois atiraram contra o prédio em que ele e o sargento se encontravam. Melhor armados e em maior número, os vagabundos intensificaram o ataque, que foi prontamente revidado pelos dois PMs acuados. Pelo rádio, ouviu-se o apelo desesperado por socorro:</p>
<p>- CIOSP! PRIORIDADE! #$&amp;%!*@! CIOSP!</p>
<p>Em meios aos ruídos de interferência e aos barulhos dos disparos, os demais companheiros sabiam que alguém precisava de apoio, mas ainda não sabiam quem. Silêncio no rádio&#8230; O soldado efetua novos disparos e grita mais uma vez em seu HT.</p>
<p>- CIOSP! PRIORIDADE! PAPA MIKE*!</p>
<p>Finalmente o som pode ser entendido e rapidamente todas as viaturas que ouviram o pedido de apoio se dirigiram até o local solicitado. Apesar de irem o mais rápido possível, na maior parte arriscando as próprias vidas em um possível acidente, parece pouco. Não demorou 10 minutos para a chegada do reforço, mesmo assim, foi demais para quem está na iminência de morrer. São segundos preciosos. E tempo suficiente para acontecer algo ainda mais grave.</p>
<p>Percebendo que os policiais não iriam se render, eles utilizam o PM dominado como escudo e com uma pistola apontada para a cabeça dele, ameaçam matar o colega caso os demais não se entregassem. E agora? Qual a garantia que eles não o matarão mesmo depois da rendição? Qual a garantia de que eles não matarão todos? Nenhuma, mas era preciso arriscar. O marginal promete a integridade dos policiais. &#8220;Nós só vamos &#8216;fazer&#8217; o banco&#8221;.</p>
<p>No entanto, eles não esperavam que houvesse mais dois agentes penitenciários a poucos metros dali. Os agentes realizavam a escolta de um detento para uma audiência no fórum da cidade. Quando ouviram os tiros, não tiveram dúvidas em agir contra os bandidos. Atordoada, a quadrilha desiste do roubo, agora só interessa fugir. Como garantia de fuga, levam os policiais algemados e na própria viatura. Até serem localizados pelo helicóptero, como dito pouco antes.</p>
<p>Na madrugada, mais dois presos. Restava a investigação para pegar os outros membros da quadrilha. Identificação dos bandidos, depoimentos, relembrar tudo. Não podia fazer muito, apenas prestar solidariedade e apoio no que meus colegas precisassem. O abalo emocional deles era evidente. Enfim, o dia acaba. Mais uma vez, voltam para casa salvos.</p>
<p>Meus colegas me perguntam por que insisto nessa profissão, já que eu tenho outras opções. Sinceramente, não sei. Pensamos que é melhor fugir dos problemas, sem qualquer reconhecimento, que não é inteligente nos arriscarmos desse jeito. Também temos famílias, filhos, mães, irmãos, esposas, namoradas que sofrem e se preocupam com a gente. Mesmo assim, gosto de ser policial. Tento fazer o meu melhor, não vou pedir para sair, quero acreditar que posso fazer diferença. Afinal, já ouvi dizer em algum lugar que quando os bons se omitem, o mal prevalece. É um sacrifício que estou disposto a fazer, foi um juramento que eu fiz.</p>
<p><strong>Essa não é uma obra de ficção, embora nomes e lugares tenham sido alterados por questão de segurança.</strong></p>
<p>* Nomes fictícios retirados da <a href="http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/tabelaperiodica1.htm" target="_blank">tabela periódica</a> e localização adaptada pelo <a href="http://www.aventuraeoffroad.com/aventuraeoffroad/comunicacao-via-radio/82-alfabeto-fonetico.html" target="_blank">alfabeto fonético</a>.</p>
<p><a class="twitter-share-button" href="http://twitter.com/share">Tweet</a><script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"></script></p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodeumpm.net/2010/08/23/mesmo-com-o-risco-da-propria-vida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Causos de polícia: ordens são ordens!</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2010/04/06/causos-de-policia-ordens-sao-ordens/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2010/04/06/causos-de-policia-ordens-sao-ordens/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 22:02:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[causos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodeumpm.net/?p=2827</guid>
		<description><![CDATA[Em uma pequena delegacia de uma pequena cidade de um pequeno estado de um pequeno país, o soldado tirava mais um dia de serviço. Além de suas atribuições legais, ele exercia outras funções que não eram suas obrigações mas realizava por não haver quem o fizesse, não dispunha de outra escolha. Desse modo, suas tarefas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Em uma pequena delegacia de uma pequena cidade de um pequeno estado de um pequeno país, o soldado tirava mais um dia de serviço. Além de suas atribuições legais, ele exercia outras funções que não eram suas obrigações mas realizava por não haver quem o fizesse, não dispunha de outra escolha. Desse modo, suas tarefas se acumulavam e compreendiam em vigiar os presos, atender os chamados da população e ainda realizar o patrulhamento pelas nem tão pacatas ruas do município.</p>
<p>Às vezes, ele contava com o auxílio de outro policial, afinal dois homens parecem mais do que o suficiente para satisfazer a demanda local (pelo menos era isso que seus superiores acreditavam, já que nunca se empenharam em melhorar a situação). Sempre que havia algum chamado, eles fechavam a delegacia, torciam para que nenhum dos detentos fugisse e saíam para resolver as mais diversas ocorrências. Entre as mais comuns: marido embriagado agredindo esposa submissa e o dito &#8220;cidadão de bem trabalhador&#8221; que gosta tanto de ouvir música que acredita que seus vizinhos também devam compartilhar de suas preferências musicais.</p>
<p>Um dia os policiais receberam a informação que estava acontecendo um roubo. Como de praxe, trancaram o prédio e seguiram em busca dos ladrões. Durante esse tempo, o telefone da delegacia tocou inúmeras vezes e algumas pessoas apareceram no local e se depararam com as portas fechadas. &#8220;Absurdo! Em pleno expediente a delegacia sem ninguém para nos atender.&#8221; Algum cidadão &#8211; com toda razão &#8211; queixou-se com um vereador, que repassou a reclamação para o prefeito, que por sua vez conversou diretamente com o comandante de policiamento da região, que prometeu resolver o problema imediatamente. Eis a solução:</p>
<p>- Trim.</p>
<p>- Delegacia, bom dia!</p>
<p><em>- Alô? Aqui é o coronel Titânio*. Que história é essa da delegacia fechada em horário de expediente? Quando o telefone tocar é pra alguém atender!</em></p>
<p>- Mas coronel, o senhor sabe que falta efetivo. Quando ninguém atende o telefone é porque saímos pra atender alguma ocorrência ou para realizar o patrulham&#8230;</p>
<p><em>- Não interessa!</em> &#8211; interrompe as justificativas do soldado.</p>
<p><em>- Eu quero alguém 24 horas na delegacia.</em></p>
<p>- Coronel, como é que vamos atender os chamados sem nos ausentar da DP?</p>
<p><em>- Dê seu jeito! Não quero mais saber de reclamação do prefeito por causa disso, entendido?</em> &#8211; finaliza o comandante.</p>
<p>- Sim, senhor! &#8211; submete-se o soldado à ordem de seu superior, pois sabe que não adianta retrucar.</p>
<p>Mais revoltados ainda, os policiais decidem seguir as ordens à risca. Não saem da delegacia durante todo o plantão. Logo surge uma nova reclamação quando populares solicitam a presença da polícia. Dessa vez, protestavam porque os dois soldados disseram que não poderiam atender o chamado, pois tinham ordens expressas de não abandonar o posto de serviço, até porque a ausência de vigilância poderia resultar numa fuga dos presos.</p>
<p><em>- Quer dizer que vocês não vão lá?</em></p>
<p>- Não podemos, se formos podemos ser punidos. Porque somos apenas dois. É muito arriscado apenas um atender a ocorrência e como se sabe não podemos deixar a delegacia sem ninguém. Sendo assim&#8230;</p>
<p><em>- Isso é um absurdo! Vocês passam o dia inteiro nessa delegacia sem fazer nada e ainda se negam a atender uma ocorrência! Eu vou denunciar vocês, vou levar essa situação à imprensa. Quero ver só vocês não trabalharem.</em></p>
<p>- Faça isso! Nos ajude, se a gente reclamar é provável que venha alguma represália do comando. Mas você que é civil pode denunciar. <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/04/15/me-engana-que-eu-gosto/" target="_blank">Aposto que se essa situação aparecer na televisão no outro dia mandam mais homens para cá. Quem sabe vem até armamento e uma nova viatura</a>.</p>
<p>O cidadão saiu resmungando, mas até hoje não se sabe de qualquer reportagem sobre o policiamento (ou a falta dele) na cidade.</p>
<p><strong>Atenção! Essa é uma obra de  ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos, lugares e pessoas terá  sido mera coincidência.</strong><strong><br />
</strong></p>
<p>* Nome fictício retirado da <a href="http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/tabelaperiodica1.htm" target="_blank">tabela periódica</a>.</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodeumpm.net/2010/04/06/causos-de-policia-ordens-sao-ordens/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Causos de polícia: salvo pelo despreparo</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/12/08/causos-de-policia-salvo-pelo-despreparo/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2009/12/08/causos-de-policia-salvo-pelo-despreparo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 21:49:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[causos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[ocorrências]]></category>
		<category><![CDATA[treinamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodeumpm.net/?p=2401</guid>
		<description><![CDATA[Berquélio* finalmente conseguira ingressar na PM. Após uma primeira tentativa frustrada por inaptidão no teste físico ele teve que aguardar mais dois anos para que surgisse uma nova oportunidade. Melhor preparado, obteve os índices mínimos para iniciar o curso de formação de soldados, o esperado CFSd. Ainda que aprovado nos exames exigidos pelo Teste de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Berquélio* finalmente conseguira ingressar na PM. Após uma primeira tentativa frustrada por inaptidão no teste físico ele teve que aguardar mais dois anos para que surgisse uma nova oportunidade. Melhor preparado, obteve os índices mínimos para iniciar o curso de formação de soldados, o esperado CFSd. Ainda que aprovado nos exames exigidos pelo Teste de Aptidão Física (TAF) seu corpo denunciava que dificilmente aguentaria os intensos exercícios durante o treinamento que estava para se iniciar. Ele estava acima do peso, nada diferente do que alguns policiais mais antigos se mostram, mas para quem está iniciando sua carreira isso seria algo inadmissível. Ao menos era o que alguns instrutores do curso bradavam.</p>
<p>E realmente a carga foi pesada, por diversas vezes ele pensou em desistir. Principalmente porque alguns superiores dispensavam-lhe uma maior atenção. Ele tinha se tornado &#8220;peixe&#8221;. E no militarismo, <strong>peixe se arranca a cabeça e come o rabo</strong>. Ainda assim, Berquélio superou as adversidades. Pensava em sua família e via na polícia a oportunidade de prover seu sustento fazendo o que gosta, já que odiava bandido e isso aumentava seu desejo em trabalhar no combate ao crime. E por essa determinação conseguiu até perder alguns quilos, mas longe do ideal.</p>
<p>Por causa de sua barriga avantajada, sofria constante assédio moral dos superiores.</p>
<p>- Seu monstro buchudo! Na rua você estaria morto! &#8211; Ouvia sempre que fraquejava no decorrer de alguma &#8220;corridinha mixuruca&#8221;.<a href="http://abordagempolicial.com/wp-content/uploads/2009/12/sobrepeso.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2604" title="Policiais gordos" src="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2009/12/policiaisgordos-300x74.jpg" alt="Policiais gordos" width="503" height="123" /></a></p>
<p>Durante a preparação policial militar percebe-se que treinamento intenso nem de longe significa uma boa qualificação para o real serviço que posteriormente se encontrará nas cidades. Apesar de muito desgastante, <a href="http://www.universopolicial.com/2009/12/formacao-do-policial-militar-e-salario.html" target="_blank">o esforço é concentrado em atividades físicas, faxinas intermináveis e ordem unida (firulas como ordinário marche, direita volver, sentido&#8230;)</a>. &#8220;Suor poupa sangue&#8221;, eles dizem. Só esquecem de mencionar que inteligência e planejamento também, podendo evitar confrontos desnecessários e incômodos processos judiciais. E o que era para ser uma metáfora, é seguida ao pé da letra.</p>
<p>E assim continuou até o final dos seis meses mais longos de sua vida. A duras penas concluiu seu curso e, contrariando a expectativa de alguns superiores, formou-se soldado da Polícia Militar.</p>
<p>Como quase todo recruta, Berquélio começa a trabalhar com a característica empolgação e imprudência de quem ainda tem muito o que aprender sobre o serviço policial. Diria que era um vocacionado, delinquente com ele não tinha perdão e logo fez sua fama na região em que patrulhava: era conhecido como &#8220;O Gordo&#8221;. No entanto, ao contrário do que o apelido sugere, os malandros não zombavam dele e sim o respeitavam (ou temiam). Apesar de odiar exercícios físicos (trauma adquirido durante o curso), estava sempre disposto a atender as ocorrências, desde as mais cansativas até as frequentes confusões familiares. E foi numa dessas que ele teve a noite mais difícil de sua vida.</p>
<p>Sua guarnição foi acionada para atender um senhor que havia solicitado a presença da polícia para conter seu filho, dependente químico, durante uma crise de abstinência. Revoltado por não conseguir saciar seu vício, o rapaz quebrava os objetos em casa para forçar seu pai a lhe dar dinheiro.</p>
<p>Chegando no local e explicada a situação, o senhor pediu que os policiais dominassem seu filho para que não acontecesse algo mais grave. E assim Berquélio o fez. Depois de uma breve luta corporal, o viciado foi imobilizado e aos poucos foi se acalmando. Em contrapartida, estranhamente o pai ficou transtornado com a cena do rebento agarrado pela polícia, puxou uma faca e aplicou um golpe certeiro em Berquélio.</p>
<p>Imediatamente a prioridade passou a ser o socorro do colega ferido e às pressas conduziram-no para o hospital. No caminho, ainda consciente, ele só pensava em sua esposa e filha. Talvez por causa delas que tenha adquirido forças para aguentar o percurso até o Pronto Socorro. Felizmente resistiu a duas cirurgias. Não ficaram sequelas, apenas uma horrível cicatriz na barriga que serve para lembrá-lo da trágica noite e de que deve sempre esperar o inesperado.</p>
<p>Ao final de tudo, conversando com o médico ele descobriu que só sobreviveu porque era <a href="http://abordagempolicial.com/2009/12/corra-que-a-policia-vem-ai-sera/" target="_blank"><strong>despreparadamente Gordo</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atenção! Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos, lugares e pessoas terá sido mera coincidência.</strong><strong><br />
</strong></p>
<p>* <span style="color: #888888;">Inspirado no <a href="http://segurancapublica.net/?p=1698" target="_blank">Blog da Segurança Pública</a>, criei o nome do personagem baseado pela <a href="http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/tabelaperiodica1.htm" target="_blank">tabela periódica</a>.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Imagens copiadas de maneira descarada do <a href="http://www.abordagempolicial.com/" target="_blank">Abordagem Policial</a>.</span></p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodeumpm.net/2009/12/08/causos-de-policia-salvo-pelo-despreparo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>15</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Causos de polícia: apenas mais um dia</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/10/18/causos-de-policia-apenas-mais-um-dia/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2009/10/18/causos-de-policia-apenas-mais-um-dia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 21:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[ocorrências]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodeumpm.net/?p=2106</guid>
		<description><![CDATA[Mal chego no destacamento para assumir o serviço e já recebo a notícia: - Encontraram um corpo na beira da estrada. Aciona a polícia científica, comunica a Central e vamos para lá. Mesmo para quem não conhece a região foi fácil chegar ao local, a cidade inteira já sabia do ocorrido e a multidão  &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Mal chego no destacamento para assumir o serviço e já recebo a notícia:</p>
<p>- Encontraram um corpo na beira da estrada. Aciona a polícia científica, comunica a Central e vamos para lá.</p>
<p>Mesmo para quem não conhece a região foi fácil chegar ao local, a cidade inteira já sabia do ocorrido e a multidão  &#8211; quase fechando a rodovia  &#8211; denunciava a localização. Sob um sol escaldante nos deparamos com a cena deveras desagradável: um homem aparentando no máximo 30 anos, com as mão amarradas para trás e o corpo crivado de balas (visualmente contei uns 10 tiros, quase todos na cabeça). Características óbvias de execução.</p>
<p>Apesar do cenário macabro, as pessoas queriam ver mais de perto, alguns tentavam mexer no cadáver, talvez impulsinadas por uma curiosidade mórbida e até mesmo um desrespeito com o morto (ainda que desconhecido). Como já estávamos no local, era nossa obrigação impedir que modificassem o cenário já modificado. Difícil, pois muitos em sua ignorância acreditavam que &#8220;só uma mexidinha&#8221; não atrapalharia a perícia. &#8220;E se for um parente meu?&#8221;, tentavam justificar. O pior é que não dava para ser enérgico com quem desobedecia a nossa ordem/pedido, a não ser utilizando um tom ríspido quando os alertas eram dados. Qualquer outra ação mais vigorosa geraria um tumulto que não poderia ser controlado, principalmente diante do reduzido efetivo disponível. É preciso bom senso por parte de nós policiais, já que o povo normalmente não tem. Uma curiosidade nesses casos é que sempre aparece um lençol e sempre ele é branco. Parece até que existe um papa defunto onipresente com seu cobertor pronto para envolver a matéria já em decomposição.</p>
<p>Depois de algumas horas sendo castigado pelo inconfundível calor do sertão nordestino, finalmente o rabecão e os peritos chegaram.</p>
<p>- Só nessa manhã já pegamos três corpos &#8211; justifica-se um dos técnicos.</p>
<p>A partir daí tudo foi muito rápido. Fotos, projéteis, cápsulas&#8230; Até o momento de por o corpo no famoso &#8220;rabecão&#8221;, apelido dado ao carro fúnebre. Nessa hora não faltaram voluntários para realizar tal tarefa. Uma manhã inteira em pé não chega a ser tão desgastante (mesmo debaixo de muito calor), mas o serviço só estava começando.</p>
<p>Pouco depois de almoçarmos um novo chamado dava conta de que um homem morrera afogado em uma das lagoas da área. Repetição do procedimento realizado anteriormente,   aporrinhamento dos populares com o agravante de que alguns conheciam o morto e, sempre ele, um pano branco.</p>
<p>- Como é que isso foi acontecer!?</p>
<p>Um novo &#8220;castigo&#8221; enquanto aguardavámos os peritos, que dessa vez foram mais rápidos (ou menos devagar). Um deles comenta:</p>
<p>- Serviço movimentado, hein?</p>
<p>- Pois é, e logo mais ainda vai ter festa na cidade e a banda que vai tocar é a &#8220;Esfereográfica&#8221; &#8211; respondo.</p>
<p>- Vixe! Então hoje morre mais gente por aqui.</p>
<p>A banda mencionada normalmente inclui em seu repertório canções voltadas para o povão e seu estilo é uma mistura do axé, swingueira, funk, entre outros ritmos em que a letra tenha duplo sentido (algumas são explícitas mesmo) e suas coreografias igualmente pornográficas. Apesar  (ou por causa) disso ela é bastante famosa e é possível ter duas certezas sobre suas apresentações: casa cheia e confusão.</p>
<p>A festa fora realizado na rua, na praça principal e logicamente lá estávamos atentos a qualquer problema durante o evento. Antes de começar, tudo tranquilo. Durante a folia, também reinava a paz. O  negócio só complicou mesmo foi depois.</p>
<p>Fim de festa, muita gente embriagada, ânimos alterados&#8230; Começa o &#8220;show&#8221; .</p>
<p>Primeiro dois rapazes discutindo, quase saindo nos tapas. Um deles havia &#8220;dado em cima&#8221; (em outros tempos, cortejado) a mulher do outro. &#8220;Você vai pra lá e vocês dois vão pro outro lado ou então vamos resolver isso na delegacia&#8221;, disse o sargento. Intimidação, normalmente funciona. Os três preferiram encerrar a brincadeira por ali mesmo &#8211; sem precisar da &#8220;ajuda&#8221; da polícia &#8211; e seguiram caminhos diferentes.</p>
<p>Tão logo resolvemos essa ocorrência e já se vê um grande tumulto mais na frente. Cadeiras voando, garrafas quebrando, socos e pontapés. Ápice do espetáculo. Já não cabia mais verbalizar, o jeito foi &#8220;cair pra dentro&#8221; como costumamos falar. Bastão pra cima da turba, caboclo correndo, outros caindo. Detemos os mais exaltados, que disseram &#8220;só estar se defendendo&#8221;. Sei&#8230;</p>
<p>No caminho para a delegacia desligamos alguns sons automotivos. O engraçado é que foi só nos afastarmos para reiniciarem a competição de qual carro é capaz de tocar a pior e mais alta música. A paz só reinou mesmo depois que apreendemos uns dois veículos. Tem gente que só aprende da maneira mais dura.</p>
<p>Para finalizar a madrugada um roubo de carro. Seguimos em patrulhamento pelas estradinhas de barro, matagal e rodovias esburacadas até o amanhecer, mas infezlimente sem encontrar qualquer sinal dos ladrões ou do veículo. O difícil é retornar com as mãos vazias e perceber o descontentamento da vítima com um olhar que parecia dizer: incompetentes!</p>
<p>Fazer o quê? Também não gostei, estava exausto e faltava pouco para meu serviço se encerrar. Retornar são e salvo para minha família e aproveitar meu curtíssimo período de folga para posteriormente encarar mais um dia de intenso trabalho. Isso é a nossa rotina, isso é o diário de um pm.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atenção! Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos, lugares e pessoas terá sido mera coincidência.</strong><strong><br />
</strong></p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodeumpm.net/2009/10/18/causos-de-policia-apenas-mais-um-dia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um bandido, uma granada, uma refém, um atirador de elite e&#8230;</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/09/26/um-atirador-de-elite-e/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2009/09/26/um-atirador-de-elite-e/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 05:37:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos Policiais]]></category>
		<category><![CDATA[BOPE]]></category>
		<category><![CDATA[operações especiais]]></category>
		<category><![CDATA[PMERJ]]></category>
		<category><![CDATA[sniper]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodeumpm.net/?p=2269</guid>
		<description><![CDATA[Obrigado a Tião Ferreira que fez o desenho em poucos segundos via Msn. Confira mais de sua arte em: Arte nos games Fanzine de quadrinhos Galeria virtual Não posso esquecer de parabenizar a PMERJ, especialmente o oficial responsável pelo disparo, por mais uma ação bem sucedida em que vidas inocentes foram salvas. &#169; Visite o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><a href="http://www.pmtube.com.br/2009/09/25/sniper-da-policia-militar-sequestro-na-tijuca/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2270" title="headshot" src="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2009/09/headshot.jpg" alt="headshot" width="517" height="297" /></a>Obrigado a <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/06/06/sindrome-do-rambo-a-fadiga-do-combate/" target="_blank">Tião Ferreira</a> que fez o desenho em poucos segundos via Msn. Confira mais de sua arte em:</p>
<p><a href="http://www.gamearte.blogspot.com/" target="_blank">Arte nos games</a></p>
<p><a href="http://cabrumzine.vilabol.uol.com.br/" target="_blank">Fanzine de quadrinhos</a></p>
<p><a href="http://www.tiaoferreira.deviantart.com/" target="_blank">Galeria virtual</a></p>
<p>Não posso esquecer de parabenizar a PMERJ, especialmente o oficial responsável pelo disparo, por mais uma ação bem sucedida em que vidas inocentes foram salvas.</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodeumpm.net/2009/09/26/um-atirador-de-elite-e/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Causos de polícia &#8211; Pena não, pau!</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/09/24/causos-de-policia-pena-nao-pau/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2009/09/24/causos-de-policia-pena-nao-pau/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 02:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[causos]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodeumpm.net/?p=2239</guid>
		<description><![CDATA[O texto abaixo foi publicado originalmente em meu blogue pessoal no dia 28 de outubro de 2008. Esta foi a primeira crônica lida pelo tenente Alexandre (criador daqui), motivando-o a acompanhar com mais atenção as minhas publicações (naquela época ainda dava para observar minuciosamente a blogosfera policial) e posteriormente me convidar para escrever por aqui. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>O texto abaixo foi publicado originalmente em meu <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com/2008/10/pena-no-pau.html" target="_blank">blogue pessoal no dia 28 de outubro de 2008</a>. Esta foi a primeira crônica lida pelo tenente Alexandre (criador daqui), motivando-o a acompanhar com mais atenção as minhas publicações (naquela época ainda dava para observar minuciosamente a blogosfera policial) e posteriormente me convidar para escrever por aqui. Lendo novamente, percebo que escrevia com mais emoção (raiva mesmo) e também constatei que minha imaginação <span style="text-decoration: line-through;">era</span> é muito fértil.</p>
<div class="destaque">
<p style="text-align: center;"><strong>Pena não, pau!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Trabalho em uma pequena cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, considerada pacata e com uma população acolhedora. Como em todo o Estado, o efetivo policial é pequeno, um número irrisório que se desdobra para conseguir suprir as necessidades da comunidade. Pense comigo: se na capital (onde existe a pressão/fiscalização da imprensa) faltam policiais para cobrir toda a demanda, imagine então a situação dos municípios de menor importância para o Estado. Dessa forma, fazemos o que está ao nosso alcance, até gostaria de contribuir mais, contudo as porradas que já tomei na PM me ensinaram que para sobreviver lá dentro a primeira regra é não &#8220;querer demais&#8221;, entenda como quiser&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O dia estava tranqüilo, ainda bem, afinal éramos apenas dois homens para vigiar a pequena Delegacia da cidade &#8211; com pouco mais de dez detentos &#8211; e ainda atender os eventuais chamados da população. Como atender as emergências em tais condições? Na PM há jeito para tudo. Aliás, jeito não! Jeitinho&#8230; O bom e velho jeitinho brasileiro é aperfeiçoado na polícia. É isso ou você não dura um dia. Assim, sempre que precisávamos nos ausentar da Delegacia para alguma ocorrência recorríamos a um dos presos. Um senhor de meia idade, que após tanto tempo no ambiente já gozava de certa confiança e dispunha de regalias que os outros não tinham, tais como livre circulação pelo prédio e até mesmo pequenas concessões de &#8220;liberdade provisória&#8221;. Em troca, ele ficava de plantão sempre que fosse preciso, atendendo as ligações ou operando o rádio (atividade que realizava até melhor que outros policiais). É o chamado preso de confiança. A solução é dar-lhe crédito. Que outra alternativa se tem?</p>
<p style="text-align: justify;">No início ficamos revoltados, depois nos acostumamos e sem perceber já estamos rindo da própria desgraça. Rir é o melhor remédio, brasileiro adora rir de desgraça (inclusive da própria), e no país da piada pronta motivo não falta. E se faltar, a gente inventa. Por isso, considero o meu ambiente de trabalho até agradável, quer dizer, ao menos consigo dar boas gargalhadas com as presepadas que antes de entrar na Gloriosa jamais pudesse imaginar que fossem possíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Desculpa te enrolar tanto para chegar aonde quero, mas é difícil ficar limitado a uma só história quando se fala da PM. Como dizia no início, estávamos eu e outro soldado indo atender a mais uma ocorrência sem futuro. Uma mãe revoltada nos pedia para que fôssemos até à sua residência acalmar seu filho, que estava quebrando tudo dentro de casa e ameaçando seus familiares com uma faca peixeira. Provavelmente ele estava tendo uma crise de abstinência, pois exigia dinheiro para comprar crack e estava visivelmente transtornado.</p>
<p style="text-align: justify;">Autorizados pela mãe, entramos na residência e, em meio aos destroços dos móveis e demais objetos espalhados pela sala, iniciamos o diálogo na tentativa de persuadí-lo. Em vão! Primeira tentativa frustrada, mas a conversa resolve 90% das ocorrências e continuamos a gastar saliva. A essa altura o nível de estresse tanto do perturbado quanto o nosso já era alto e a atenção redobrada . Foi quando de supetão o maluco parte contra mim com a faca em punho (aliás, sempre sou premiado, deve ser por causa do meu 1.70m). Instintivamente, eu e o outro soldado utilizamos o bastão para nos defender até conseguirmos dominá-lo. Não durou cinco minutos, mas a sensação é que dura muito mais tempo, a julgar pelo desgaste físico depois. Como tudo foi muito rápido não sei como escapei ileso, acredito que só tenha conseguido responder à ação por ter mantido uma distância segura do noiado. Não vou negar que exagerei na dose do &#8220;calmante&#8221;, nessas horas é díficil não ser passional e se exceder, pior para ele que não nos escutou. A mãe também estava revoltada mas para minha surpresa não ficou contra nós. O que, pasmem, geralmente acontece nesses casos.</p>
<p style="text-align: justify;">- Dê uma surra nesse caba de pêia!</p>
<p style="text-align: justify;">A que ponto aquela família chegou. Sequer a mãe tinha compaixão pelo vagabundo. Ela não sentia pena, não era nós que sentiríamos. Isso somente no calor dos acontecimentos. Na volta para Delegacia, com a cabeça fria, comentava com meu colega sobre essa tristeza, que me sensibilizara, que a droga é uma merda mesmo, o crack então a pior de todas&#8230; Perguntei-lhe se não sentia pena (da mãe, é claro) quando ele responde secamente:</p>
<p style="text-align: justify;">- Nessas horas eu só tenho pena é do bastão!</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atenção! Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos, lugares e pessoas terá sido mera coincidência.</strong><strong><br />
</strong></p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodeumpm.net/2009/09/24/causos-de-policia-pena-nao-pau/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Notícias da PMRN (2): hay que endurecerse&#8230;</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/08/22/noticias-da-pmrn-2-hay-que-endurecerse/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2009/08/22/noticias-da-pmrn-2-hay-que-endurecerse/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 02:38:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Política salarial]]></category>
		<category><![CDATA[movimento]]></category>
		<category><![CDATA[PMRN]]></category>
		<category><![CDATA[política de segurança pública]]></category>
		<category><![CDATA[reajuste]]></category>
		<category><![CDATA[salários]]></category>
		<category><![CDATA[segurança pública]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodeumpm.net/?p=2142</guid>
		<description><![CDATA[Não pude comparecer à assembleia realizada ontem (21 de agosto) pelos policiais militares do Rio Grande do Norte no Clube Tiradentes e por isso estou alheio aos fatos. Ainda não sei em que pé estão as negociações e nem o que foi deliberado pela categoria. Aos poucos vou me informando e publicando minhas impressões sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Não pude comparecer à assembleia realizada ontem (21 de agosto) pelos policiais militares do Rio Grande do Norte no Clube Tiradentes e por isso estou alheio aos fatos. Ainda não sei em que pé estão as negociações e nem o que foi deliberado pela categoria. Aos poucos vou me informando e publicando minhas impressões sobre os acontecimentos. Por enquanto, transcrevo um e-mail recebido agora pouco que me foi enviado pela <a href="http://www.acspmrn.org.br/" target="_blank">Associação de Cabos e Soldados do RN (ACS-PMRN)</a>.</p>
<p class="alert">A categoria dos policiais e bombeiros militares do RN, decidiu nesta sexta-feira (21) o início do Movimento Polícia Legal, na primeira fase do movimento as atividades realizadas serão de cunho social, ações de cidadania e atos públicos serão realizados constante e intensamente até o dia 10 de setembro, quando está marcada a próxima Assembleia da Categoria. Ontem, no primeiro ato, a categoria caminhou nas ruas e concentrou-se em ato público no centro comercial do alecrim. Uma campanha denominada &#8220;FOME GERA VIOLÊNCIA&#8221; foi iniciada nesta sexta-feira e arrecadará alimentos com os policiais, familiares e sociedade até o dia 07 de setembro, quando serão realizadas as entregas dos alimentos. Outra campanha &#8220;A POLICIA DOA O SANGUE A SOCIEDADE&#8221; será realizada nesta terça feira (25), nas comemorações do dia do soldado, as entidades realizarão um café da manhã em frente a sede da Associação dos Cabos e Soldados e na oportunidade será realizada coleta de sangue. Já na quarta-feira (26), a categoria realizará ato público em frente a Assembleia Legislativa. Acompanhe e participe das atividades, sua presença é primordial pra nossa vitória.</p>
<p>Como podem ver, o momento ainda é de diálogo e sem atitudes radicais. Dessa vez, os policiais tentam ganhar a simpatia da sociedade, com ações humanitárias, longe do discurso egoísta que normalmente é associado aos trabalhadores que realizam greve somente por melhoria salarial. Não sou fã do Che Guevara mas uma frase creditada a ele resume bem &#8211; no meu ponto de vista &#8211; essa nova maneira de reivindicação dos policiais.</p>
<p class="note" style="text-align: center;"><strong>&#8220;Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás&#8221;.</strong></p>
<p>Em breve, mais postagens sobre o assunto.</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodeumpm.net/2009/08/22/noticias-da-pmrn-2-hay-que-endurecerse/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Notícias da PMRN (1): vamos conversar?</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/08/05/noticias-da-pmrn-1-vamos-conversar/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2009/08/05/noticias-da-pmrn-1-vamos-conversar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 01:06:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia e Política]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[movimento]]></category>
		<category><![CDATA[PMRN]]></category>
		<category><![CDATA[política de segurança pública]]></category>
		<category><![CDATA[reajuste]]></category>
		<category><![CDATA[Salário]]></category>
		<category><![CDATA[segurança pública]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodeumpm.net/?p=2110</guid>
		<description><![CDATA[Conforme anunciei anteriormente, os policiais militares do Rio grande do Norte realizaram uma assembleia para definir planos de ação para a implementação do Código de Ética, o Estatuto e o cumprimento da Lei 273/2004 que reajusta o soldo da categoria. Fui um dos que estiveram no Clube Tiradentes e realmente muita gente compareceu (pouco mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p><img class="alignleft size-full wp-image-2117" title="apertodemão" src="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2009/08/apertodemão.jpg" alt="apertodemão" width="232" height="264" />Conforme <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/07/28/mobilizacao-dos-policiais-militares-bons-exemplos-se-copiam-efeito-cascata/" target="_blank">anunciei anteriormente</a>, os policiais militares do Rio grande do Norte realizaram uma assembleia para definir planos de ação para a implementação do Código de Ética, o Estatuto e o cumprimento da <a href="http://www.acspmrn.org.br/Lei_Comp_273_04%5B1%5D.pdf" target="_blank">Lei 273/2004</a> que reajusta o soldo da categoria. Fui um dos que estiveram no Clube Tiradentes e realmente muita gente compareceu (pouco mais de mil pessoas, o efetivo da PMRN não chega a 10 mil). Excelente sinal, inclusive já se cogita para a próxima reunião um local maior. Todos que compareceram estavam no período de folga.</p>
<p>A repercussão na imprensa ainda é tímida, mas é quase certo que a sociedade passe a discutir sobre a mobilização na medida em que as negociações avancem (ou não). Apesar disso, destacarei algumas matérias veiculadas nos principais jornais da cidade natalense. Mas antes, o que ficou decidido pela comunidade policial copiado do blogue do <a href="http://caboheronides.blogspot.com/2009/08/movimento-2009-parte-01.html" target="_blank">Cabo Heronides</a>.</p>
<p class="note"><strong> 1.</strong> O governo tem até 90 dias para mandar o Código de Ética para Assembleia Legislativa.<br />
<strong>2.</strong> Até o dia 20 ter pronta uma comissão da PM para a reformulação do Estatuto.<br />
<strong>3.</strong> E que seja cumprida a LEI 273 que regulariza o salário da Policia Militar.<br />
<strong>4.</strong> A Assembleia Legislativa altere a Lei 273, diminuindo a diferença do soldo entre o soldado e o coronel.</p>
<p>A implementação de um Código de Ética e reformulação do Estatuto são de extrema importância para a moralização da PM e a luta para que isso seja concretizado demonstra para a sociedade que a classe não visa <strong>somente</strong> aumento dos salários, conforme muita gente imagina. Normalmente temos  a ideia de que valorização profissional é somente boa remuneração, mas como podem ver vai muito além disso. O comentário do jornalista Osair vasconcelos após entrevistar  o ex-cabo (expulso no último movimento) Jeoás Nascimento em seu programa &#8220;RN Acontece&#8221;, da emissora Band Natal,  resume perfeitamente o objetivo das manifestações.
</p>
<p class="alert"><strong>&#8220;Esse movimento deve ser observado e acompanhado de perto, num país que esbarramos com varias denuncias de corrupção, uma categoria reivindica um Código de ética. Isso é inedito no Brasil!&#8221;</strong></p>
<p>Ainda não me interei completamente sobre a nova tabela salarial. O que sei é que quando o Governo passar a cumprir a Lei Estadual 273/04 haverá uma mudança significativa, principalmente para os oficiais. Há uma diferença gigantesca entre o soldo de um coronel e o de um  soldado. Por isso, foi acrescentado à pauta de reivindicações o item 4. É justo e óbvio que um superior hierárquico receba mais do que seus subordinados, no entanto a distância salarial encontrada na Lei é &#8211; ao meu ver &#8211; injustificável. Não queremos que os oficiais ganhem menos, apenas queremos que os praças recebam mais. Outro fato importante sobre essa questão é que, mesmo sendo os grandes beneficiados com o cumprimento dessa Lei, os oficiais ainda não se manifestaram em prol do movimento. Os praças, para variar, estão na linha de frente. Com toda certeza, o apoio de TODOS policiais militares contribuirá para alcançar tudo que é almejado. União em torno de um bem maior: a valorização da Polícia Militar, através do reconhecimento da sociedade e do Governo sobre a sua grande responsabilidade na segurança pública.</p>
<p>Para finalizar, alguns links com reportagens sobre a mobilização. Apenas uma pequena ressalva, não lembro de terem cogitado uma GREVE  durante a assembleia. Dessa forma, acredito que alguns jornalistas se equivocaram sobre esse ponto na apuração das matérias.</p>
<p><a href="http://www.dnonline.com.br/ver_noticia/14924/" target="_blank">Diário de Natal</a></p>
<p><a href="http://novo.tribunadonorte.com.br/noticia/policiais-dao-prazo-para-atendimento-de-reivindicacoes/121204" target="_blank">Tribuna do Norte 01</a></p>
<p><a href="http://tribunadonorte.com.br/noticia/pms-tentam-canal-de-negociacao-com-governo/121417" target="_blank">Tribuna do Norte 02</a></p>
<p><a href="http://www.nominuto.com/noticias/policia/pms-definem-prazo-para-cumprimento-da-lei-pelo-governo-do-estado/35801/" target="_blank">No Minuto</a></p>
<p>Resta aguardar o desenrolar da história. Muita coisa deve acontecer entre a resposta do Governo e a nova assembleia, marcada para o dia 21 de agosto.</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodeumpm.net/2009/08/05/noticias-da-pmrn-1-vamos-conversar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mobilização dos Policiais Militares: bons exemplos se copiam (efeito cascata)</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/07/28/mobilizacao-dos-policiais-militares-bons-exemplos-se-copiam-efeito-cascata/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2009/07/28/mobilizacao-dos-policiais-militares-bons-exemplos-se-copiam-efeito-cascata/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 20:50:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Política salarial]]></category>
		<category><![CDATA[movimento salarial]]></category>
		<category><![CDATA[política de segurança pública]]></category>
		<category><![CDATA[reajuste]]></category>
		<category><![CDATA[repercussão]]></category>
		<category><![CDATA[salários]]></category>
		<category><![CDATA[segurança pública]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodeumpm.net/?p=2081</guid>
		<description><![CDATA[Primeiro foram os policiais militares de Sergipe que realizaram o Tolerância Zero, movimento reivindicatório mais inteligente &#8211; e bem sucedido &#8211; já visto nas polícias do Brasil e que teve seu início através de um blogue até então desconhecido e ainda hoje anônimo. Além da visibilidade do Capitão Mano, outro grande propagador de ideias e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Primeiro foram os policiais militares de Sergipe que realizaram o <a href="http://capitaomano.blogspot.com/2009/03/avante-movimento-tolerancia-zero.html" target="_blank">Tolerância Zero</a>, movimento reivindicatório mais inteligente &#8211; e bem sucedido &#8211; já visto nas polícias do Brasil e que teve seu início através de  um <a href="http://www.capitaomano.blogspot.com" target="_blank">blogue até então desconhecido e ainda hoje anônimo</a>. Além da visibilidade do Capitão Mano, outro grande propagador de ideias e ações foi o Orkut. Sem ele provavelmente muita gente sequer tomasse notícia dos acontecimentos sucedidos. Sendo assim, a internet vem desempenhando um papel fundamental para organização, acompanhamento e divulgação dessas mobilizações.</p>
<p>Em seguida vieram os baianos na contínua luta por melhorias. Eles iniciaram o <a href="http://abordagempolicial.com/2009/07/noticias-da-pmba-5/" target="_blank">Movimento Policial Legal (Pela Lei; Com a Lei e Dentro da Lei)</a> &#8211; com atuação semelhante ao que foi realizado em Sergipe. Toda a movimentação pode ser conferida através dos excelentes  boletins informativos do <a href="http://www.abordagempolicial.com/" target="_blank">Abordagem Policial</a>, que tem acompanhado cada passo tomado pelos PMs da Bahia.<img class="size-full wp-image-2087 alignright" title="Lei 273-04" src="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2009/07/Lei-273-04.jpg" alt="Lei 273-04" width="154" height="375" /></p>
<p>Agora &#8211; inspirados pelos colegas da região &#8211; chegou a vez dos policiais militares norte-rio-grandenses desencadearem seu movimento. Foi marcada para o dia 01 de agosto uma Assembleia Geral Unificada (entre algumas associações de policiais militares) para debater sobre a elaboração do Estatuto e Código de Ética da categoria e também discutir sobre as ações a serem realizadas para que o Governo cumpra a <a href="http://www.acspmrn.org.br/Lei_Comp_273_04%5B1%5D.pdf" target="_blank">Lei Complementar Estadual 273/04</a> (o que na prática é receber o reajuste salarial já definido em Lei desde 2004). Já criaram <a href="http://www.youtube.com/watch?v=v8_Yl7zYJUc" target="_blank">videos no youtube</a> para divulgar o evento e novamente o Orkut tem se mostrado uma grande ferramenta de propagação. A julgar pelos comentários na comunidade da PMRN, muita gente estará presente no dia primeiro. Outras informações podem ser obtidas no site <a href="http://www.acspmrn.org.br/" target="_blank">http://www.acspmrn.org.br/</a>.</p>
<p>Sabe o que mais chama a atenção nisso tudo? É o poder de mobilização dos policiais nordestinos e o impacto da tecnologia na difusão dos acontecimentos. Na quase certeza de que a situação das PPMM em outras regiões não é diferente, fico imaginando qual será a próxima unidade da federação brasileira palco de movimentação semelhante. Afinal, se deu certo em um Estado por que não dará em outro?</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodeumpm.net/2009/07/28/mobilizacao-dos-policiais-militares-bons-exemplos-se-copiam-efeito-cascata/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Profissão polícia: dedicação integral</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/07/14/profissao-policia-dedicacao-integral/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2009/07/14/profissao-policia-dedicacao-integral/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 02:18:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[policial]]></category>
		<category><![CDATA[repercussão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodeumpm.net/?p=2038</guid>
		<description><![CDATA[O texto a seguir me foi enviado via e-mail por um leitor assíduo do Diário de um PM. Na verdade é mais um comentário alusivo ao post anterior. Resolvi publicá-lo (incluindo minhas considerações), pois talvez outras pessoas tenham a mesma impressão e dúvidas sobre a polícia. Entrei no Diário de Um PM (como faço quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>O texto a seguir me foi enviado via e-mail por um leitor assíduo do Diário de um PM. Na verdade é mais um comentário alusivo ao <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/07/08/contra-tudo-e-todos/" target="_blank">post anterior</a>. Resolvi publicá-lo (incluindo minhas considerações), pois talvez outras pessoas tenham a mesma impressão e dúvidas sobre a polícia.</p>
<div class="destaque">Entrei no <strong>Diário de Um PM</strong> (como faço quase que diariamente) e me deparei com uma postagem do <strong>Flávio Henrique</strong> se referindo ao <a href="http://capitaomano.blogspot.com/" target="_blank"><strong>blog do Capitão Mano</strong></a>, onde o mesmo lista <strong><a href="http://capitaomano.blogspot.com/2009/07/carta-de-um-sergipano-consciente-sobre.html" target="_blank">5 razões para detestar ser policial militar</a>.</strong> <strong>Eu como <a href="http://concursos.depolicia.com/" target="_blank">civil estudando para concurso da PM</a></strong> é bom ver em blog o cara vibrando enaltecendo a corporação, mas é sempre bom ver o <strong>outro lado da moeda</strong>, principalmente mostrado por quem está <strong>dentro da caserna</strong>. Lendo o post do Capitão Mano me deparei com a razão número 2 e resolvi escrever sobre ela:</p>
<p><strong><em><span style="text-decoration: underline;">Razão DOIS:</span></em></strong><strong><em> </em></strong><em>o povo. A relação da polícia com o povo é como uma faca de dois gumes. Alguém sempre sai perdendo nesse embate. Em meio à população, há de tudo: pais de família, trabalhadores, homens de bem, pessoas de boa índole, estudantes, menores, grupos vulneráveis, doentes e incapazes, e os que reúnem um pouquinho de tudo. Ao que parece, só não tem bandido. Todos, na intenção de demonstrar sua indignação, gritam aos quatros cantos do mundo que não são isto, não são aquilo ou que são assim ou daquele jeito. À polícia cabe a ação. E, se ela não age, erra pois foi chamada para agir e, se não ia fazer nada, para que foi até lá(?); se age, erra também porque exagera. Se não ia dar flores, também não precisava ser grosseiro(!). É chamada para controlar. E quando controla, aparecem especialistas de todas as brechas para criticar. O povo está quase sempre contra, pois é do seu meio que provém toda a mazela da vivência humana. E, quem quer ser a mazela? Quem admite ser pai, mãe de uma ou ser a materialização da mazela? Quem quer ser a ‘pessoalização’ do que é ruim no meio social? Daí a se compreender o porquê da relação pífia entre polícia e sociedade&#8230;</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Não vou escrever um post utópico aqui falando que a Polícia tem sempre razão que é tudo as mil maravilhas pois não é, a Polícia é um trabalho como outro qualquer você vai entrar vai ter momentos de alegria, de frustração, vai ter vontade de chutar o pau da barraca, é uma relação amor e ódio. Mas caro leitor acompanhe meu raciocínio nesses casos:</p>
<p><strong>1° Caso:</strong> Uma vez entrei na comunidade da PMMG no Orkut e tinha um desabafo de um pai de família contando que pegou seu carro, colocou dentro sua esposa, seus 2 filhos e sua sogra, foi rumo à Belo Horizonte fazer turismo. Na cidade foi parado por uma blitz da PM onde a mesma constatou que o documento do seu carro estava irregular. Seu carro foi apreendido, ele ficou ali com a sua família na sua, e durante 1 hora a PM não parou mais nenhum veículo. Conclusão do pai de família a PM estava errada, o pai de família andando com o documento irregular não estava errado.</p>
<p><strong>2° Caso:</strong> Um jovem de aproximadamente 22 anos, saiu com sua namorada e seus amigos, parou num barzinho, curtiu uma música ao vivo, comeu uma porção, bebeu sua cervejinha (afinal todos ali trabalham durante o dia e fazem faculdade a noite). Voltando para casa foi parado numa blitz, pelo teste do bafômetro foi constatado que o nível de álcool no sangue dele estava acima, o condutor tomou aquela multa salgada de quase mil reais, teve a habilitação apreendida. O PM ainda perguntou se alguém estava com o álcool no sangue abaixo do permitido para assumir a direção, como não tinha, o carro foi apreendido. O condutor se exaltou, agrediu o policial verbalmente (quase o agrediu fisicamente). Conclusão, a PM estava errada por cumprir a lei seca.</p>
<p><strong>3° Caso (Esse aconteceu comigo):</strong> Como eu disse anteriormente a polícia não é um mar de rosas, mas veja esse caso que aconteceu comigo. Estava eu saindo do meu trabalho no meio da tarde voltando para casa feliz pois tinha sido transferido para um setor melhor. De repente sinto um vulto de um cara de bicicleta vindo do meu lado abri espaço para ele passar mas ele não passa. Para ao meu lado saca um revólver 38 e pede meu celular. Claro que eu entreguei o celular sem esboçar nenhuma reação (nesses momentos é melhor, vai que o cara está com a arma só para assustar e no susto dispara. Eu não vou perder minha vida por causa de 200 reais.). Assim que entreguei o celular sai correndo ao som das ameaças do assaltante. De repente eu vejo uma Blazer da Polícia Civil, linda toda imponente parada na rua, parecia que tava me esperando.  Já cheguei falando para o policial que eu tinha sido assaltado e o sujeito estava armado, e sabe o que ele me disse “to fora da minha área, se vira e liga pro 190”.</p>
<p>Na minha mera concepção de civil o polícia independente de ser civil ou militar ele trabalha para o Estado, então a área de atuação dele é o Estado e não somente a jurisdição do seu Distrito ou Batalhão.</p>
<p>Eu confesso que depois dessa “patada” eu fiquei decepcionado com a Polícia, mas ainda não desisti do meu sonho. Acredito que a fama que a Polícia tem é muitas vezes criada pelos próprios policiais que estão ali vivendo frustrados dentro de sua carreira, entraram achando que era uma coisa mas virou outra, e essa frustração acaba passando para o cidadão. Mas mesmo assim eu não desisti desse objetivo de ser policial. Pois pra mim vai ser a minha maneira de fazer a diferença na sociedade.</p>
<p>Abraço, Bruno Henrique.</p></div>
<p>De antemão, agradeço pelo email e espero contribuir para que tome sua decisão corretamente, pois apesar de ser um trabalho difícil eu não me arrependo de ter me tornado um policial.</p>
<p>Sobre as duas primeiras situações apresentadas posso dizer o seguinte: ninguém quer que a polícia cumpra a lei quando se é o infrator. Isso é lógico. Alguém que está irregular e persiste em ignorar seus deveres terá grandes chances de ser pego, é o que preconiza a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Murphy" target="_blank">Lei de Murphy</a>. E algumas pessoas, mesmo conscientes de seus erros, ainda se sentem injustiçadas e/ou perserguidas. Uma frase que ouço com frequência é que &#8220;polícia por perto incomoda e longe, faz falta&#8221;.</p>
<p>Já no terceiro caso houve omissão sim por parte dos agentes do Estado. Para explicar o porque, recorro ao <a href="http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Decreto-Lei/Del3689.htm" target="_blank">Código de Processo Penal</a>.</p>
<p class="alert">Art. 301. Qualquer do povo poderá e as <strong>autoridades policiais e seus agentes deverão</strong> prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.</p>
<p>Em resumo, pode-se dizer que policial é policial 24 horas, independente de estar de folga ou fora de sua jurisdição. Quando ocorre uma omissão (principalmente por agentes caracterizados) não há apenas uma trangressão legal, mas também uma péssima contribuição para a imagem da polícia que recai na influência negativa dos maus profissionais e é quase certo que se generalize em torno desse estigma. No entanto, ao invés de guardar somente o exemplo negativo lembre dos homens que se sacrificaram (mesmo sem estar de serviço) para ajudar o próximo ao se depararem com bandidos nas nossas inseguras ruas. Uma rápida pesquisada no Google e verá que existem reportagens que mostram policiais sempre dispostos a ajudar o próximo.</p>
<p>Então caro leitor, esse espaço também é seu e caso deseje compartilhar suas ideias conosco fique a vontade.</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodeumpm.net/2009/07/14/profissao-policia-dedicacao-integral/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>11</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

<!-- Dynamic page generated in 1.004 seconds. -->
<!-- Cached page generated by WP-Super-Cache on 2012-02-04 23:47:09 -->
<!-- Compression = gzip -->
