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	<title>Diário de um Policial Militar &#187; Cotidiano policial</title>
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	<description>O mundo policial como você nunca viu!</description>
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		<title>Mesmo com o risco da própria vida&#8230;</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2010/08/23/mesmo-com-o-risco-da-propria-vida/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 18:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[causos]]></category>
		<category><![CDATA[conflito armado]]></category>
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		<category><![CDATA[troca de tiros]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[- Alô. - Flávio!? Você está trabalhando hoje? - Não, por quê? - Graças a Deus! Teve um tiroteio na cidade, daqui dava pra ouvir os tiros. Parece que levaram os policiais como reféns. Ainda bem que você não está aqui&#8230; - Como é!? Tiroteio!? Policial de refém!? - É, meu filho, mas ainda bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>- Alô.</p>
<p>- Flávio!? Você está trabalhando hoje?</p>
<p>- Não, por quê?</p>
<p>- Graças a Deus! Teve um tiroteio na cidade, daqui dava pra ouvir os tiros. Parece que levaram os policiais como reféns. Ainda bem que você não está aqui&#8230;</p>
<p>- Como é!? Tiroteio!? Policial de refém!?</p>
<p>- É, meu filho, mas ainda bem que não foi com você.</p>
<p>Começo a ligar para meus colegas de serviço. A primeira chamada não é concluída, telefone desligado. Insisto, minha mãe percebe que fico preocupado e passa a prestar atenção. Ligo novamente, desligado. Ligo para outro colega. Ele me atende.</p>
<p>- Levaram Rênio*, Cromo* e o sargento Germânio*!</p>
<p>Era outro policial que também estava de folga, mas a par dos acontecimentos. Ligo para o tenente.</p>
<p>- Tenente, o que está acontecendo?</p>
<p>- Tentaram roubar o banco, levaram os policiais. <em>Tô</em> indo <em>pra</em> lá agora.</p>
<p>- Eu vou também!</p>
<p>- Isso, vá.</p>
<p>Rapidamente me apronto e sigo para a cidade. Chegando no local, a cena era perturbadora. Várias marcas de tiros nas paredes e nos veículos, uma mancha de sangue no asfalto, um carro abandonado no meio da rua, muitos curiosos sem entender direito o que se passou e incontáveis policiais. Nessas horas que a gente percebe que, apesar de todas as dificuldades e reclamações no serviço, ainda somos unidos. Como dizem, &#8220;a família é grande&#8221;.</p>
<p>Informações desencontradas. Foi roubo? Resgate de preso? Tentativa de sequestro no fórum? Quantos bandidos? Recebo a notícia que meus companheiros estão bem, foram liberados quase ilesos depois que o helicóptero localizou a viatura roubada, o que permitiu a soltura dos policiais. Um sargento atingido na coxa, um soldado ferido por estilhaços no rosto e o outro soldado com problema de pressão. O alívio é imediato, mas ainda fica o desejo de responder à altura tamanho atrevimento. Já nos empenhamos quando não estamos diretamente envolvidos, imagine quando sentimos na pele a audácia dos marginais. Assim segue a &#8220;caçada&#8221;, diligências por toda a região, barreiras, buscas pelo canavial, o cerco se fecha. O primeiro bandido finalmente é preso.</p>
<p>Pela noite, consigo falar com o soldado que teve o rosto lesionado. Ele me conta os momentos de terror. Disse que os bandidos renderam um companheiro ainda na calçada e depois atiraram contra o prédio em que ele e o sargento se encontravam. Melhor armados e em maior número, os vagabundos intensificaram o ataque, que foi prontamente revidado pelos dois PMs acuados. Pelo rádio, ouviu-se o apelo desesperado por socorro:</p>
<p>- CIOSP! PRIORIDADE! #$&amp;%!*@! CIOSP!</p>
<p>Em meios aos ruídos de interferência e aos barulhos dos disparos, os demais companheiros sabiam que alguém precisava de apoio, mas ainda não sabiam quem. Silêncio no rádio&#8230; O soldado efetua novos disparos e grita mais uma vez em seu HT.</p>
<p>- CIOSP! PRIORIDADE! PAPA MIKE*!</p>
<p>Finalmente o som pode ser entendido e rapidamente todas as viaturas que ouviram o pedido de apoio se dirigiram até o local solicitado. Apesar de irem o mais rápido possível, na maior parte arriscando as próprias vidas em um possível acidente, parece pouco. Não demorou 10 minutos para a chegada do reforço, mesmo assim, foi demais para quem está na iminência de morrer. São segundos preciosos. E tempo suficiente para acontecer algo ainda mais grave.</p>
<p>Percebendo que os policiais não iriam se render, eles utilizam o PM dominado como escudo e com uma pistola apontada para a cabeça dele, ameaçam matar o colega caso os demais não se entregassem. E agora? Qual a garantia que eles não o matarão mesmo depois da rendição? Qual a garantia de que eles não matarão todos? Nenhuma, mas era preciso arriscar. O marginal promete a integridade dos policiais. &#8220;Nós só vamos &#8216;fazer&#8217; o banco&#8221;.</p>
<p>No entanto, eles não esperavam que houvesse mais dois agentes penitenciários a poucos metros dali. Os agentes realizavam a escolta de um detento para uma audiência no fórum da cidade. Quando ouviram os tiros, não tiveram dúvidas em agir contra os bandidos. Atordoada, a quadrilha desiste do roubo, agora só interessa fugir. Como garantia de fuga, levam os policiais algemados e na própria viatura. Até serem localizados pelo helicóptero, como dito pouco antes.</p>
<p>Na madrugada, mais dois presos. Restava a investigação para pegar os outros membros da quadrilha. Identificação dos bandidos, depoimentos, relembrar tudo. Não podia fazer muito, apenas prestar solidariedade e apoio no que meus colegas precisassem. O abalo emocional deles era evidente. Enfim, o dia acaba. Mais uma vez, voltam para casa salvos.</p>
<p>Meus colegas me perguntam por que insisto nessa profissão, já que eu tenho outras opções. Sinceramente, não sei. Pensamos que é melhor fugir dos problemas, sem qualquer reconhecimento, que não é inteligente nos arriscarmos desse jeito. Também temos famílias, filhos, mães, irmãos, esposas, namoradas que sofrem e se preocupam com a gente. Mesmo assim, gosto de ser policial. Tento fazer o meu melhor, não vou pedir para sair, quero acreditar que posso fazer diferença. Afinal, já ouvi dizer em algum lugar que quando os bons se omitem, o mal prevalece. É um sacrifício que estou disposto a fazer, foi um juramento que eu fiz.</p>
<p><strong>Essa não é uma obra de ficção, embora nomes e lugares tenham sido alterados por questão de segurança.</strong></p>
<p>* Nomes fictícios retirados da <a href="http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/tabelaperiodica1.htm" target="_blank">tabela periódica</a> e localização adaptada pelo <a href="http://www.aventuraeoffroad.com/aventuraeoffroad/comunicacao-via-radio/82-alfabeto-fonetico.html" target="_blank">alfabeto fonético</a>.</p>
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                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Manual Prático do Policial Militar*</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 23:02:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Equipamentos e viaturas]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência policial]]></category>
		<category><![CDATA[policial militar]]></category>
		<category><![CDATA[profissão policial]]></category>
		<category><![CDATA[técnica policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Ok, o nome do blogue é Diário de um PM. Com um título desses, espera-se que publiquemos assuntos relativos ao cotidiano policial militar &#8211; óbvio. Muita gente que AINDA não é policial se interessa, tem visitantes que não almejam tal ofício mas respeitam o trabalho e temos também os policiais que nos visitam, normalmente se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Ok, o nome do blogue é <strong>Diário de um PM</strong>. Com um título desses, espera-se que publiquemos assuntos relativos ao cotidiano policial militar &#8211; óbvio. Muita gente que AINDA não é policial se interessa, tem visitantes que não almejam tal ofício mas respeitam o trabalho e temos também os policiais que nos visitam, normalmente se identificando com as histórias ou buscando novas informações acerca dos assuntos que nos rodeiam. Hoje escrevo diretamente para os colegas de profissão.</p>
<p>Primeiramente, peço que conheçam o blogue <a href="http://www.comunidadepolicial.blogspot.com/" target="_blank">Sobrevivência Policial</a>, em especial o artigo &#8220;<a href="http://comunidadepolicial.blogspot.com/2010/03/aprenda-com-os-policiais-mais.html" target="_blank">Aprenda com os policiais mais antigos</a>&#8220;. O texto é longo, eu sei. Aqueles que não gostam de ler terão preguiça, mesmo assim façam o esforço. É interessante. O artigo é um manual que faz jus ao nome do site, que pertence a um Agente de Polícia Federal. Depois, confiram o que o Sargento José Ricardo da PMMG, autor do <a href="http://www.universopolicial.com/" target="_blank">Universo Policial</a>, escreveu sobre a <a href="http://www.universopolicial.com/2009/10/atuacao-policial-militar-em-ocorrencias.html" target="_blank">atuação policial militar em ocorrências</a>. Por fim, vejam o <a href="http://abordagempolicial.com/2010/07/problema-resolvido-no-local/" target="_blank">recente texto no Abordagem Policial que o Tenente da PMBA Danillo Ferreira publicou</a>.</p>
<p>Agora, humildemente, escrevo algumas dicas que poderão ajudar no trabalho. Claro, não sou antigo, mas com o pouco tempo de PM já deu para aprender algumas coisas (muitas da pior maneira), posso estar equivocado em outras, daí a necessidade de trocarmos experiências (pode ser por aqui). Então vamos lá!</p>
<div class="destaque">
<ul>
<li><strong>Papel e caneta</strong></li>
</ul>
<p><strong> </strong>Acredito que a maioria das ocorrências policiais são resolvidas no diálogo ou mesmo quando se faz necessário medidas enérgicas é importante registrarmos tudo. As pessoas mentem, se arrependem, desmentem, contam inúmeras versões, mudam seus testemunhos e não é difícil encontrarmos acusações contra a ação policial. Então, tenha a bordo da viatura caneta, papel e &#8211; para facilitar &#8211; alguns modelos de documentos pré-moldados, bastando apenas qualificar os autos. Segue dois dos mais básicos:</p>
<p><a href="http://seap-rn.vilabol.uol.com.br/auto_entrada.htm" target="_blank">Autorização para entrada em domicílio</a> &#8211; Esse é importante, imagine aquela conhecida ocorrência policial em que o marido agride a esposa (algumas vezes, filhos) dentro de casa. Depois que usamos a força e acalmamos os ânimos do agressor, é quase certo o arrependimento da mulher em ter nos chamado e principalmente se indignar por prender seu companheiro. Apesar de ser uma situação flagrante, o ideal é que o policial adentre a residência com a autorização do morador (a). Como ele (a) pode negar posteriormente que permitiu seu ingresso, o respaldo nesse documento livrará o PM de dores de cabeça no futuro. É bom lembrar que testemunhas são bem vindas. Nesse caso, pega aquelas vizinhas xeretas que ficam na calçada só &#8220;fiscalizando&#8221; o desenrolar da história.</p>
<p><a href="http://seap-rn.vilabol.uol.com.br/auto_resistencia.htm" target="_blank">Auto de resistência à prisão</a> &#8211; Quem dera que todo suspeito detido assim o fosse de maneira pacífica, colaborativa. Infelizmente não é bem assim que acontece. E nossa atenção se redobra para não nos excedermos durante o calor da ocorrência. A Corregedoria é logo ali. Por isso, cuidado nas investidades, cuidado para não ser ferido, cuidado para que não machuquem inocentes e &#8211;  se der &#8211; cuidado para não utilizar uma força desproporcional. Para esses casos, confeccione o documento. Novamente as testemunhas são bem vindas. Tudo bem que a máxima &#8220;melhor ser julgado por 7 do que carregado por 6&#8243;, amplamente difundida em nosso meio, tem a sua lógica de sobrevivência. Só que o ideal é evitar as duas situações.</p>
<ul>
<li><strong>Algemas</strong></li>
</ul>
<p><strong> </strong>Parece lógico o uso delas e estritamente necessário em toda condução de preso (embora nossos Ministros do STF não pensem assim), mas dificilmente o Estado irá fornecê-las. Pelo menos eu ainda não vi meus colegas cautelando essa ferramenta. Até onde sei, cada um adquire a sua. Eu comprei a minha. Não espere pelos outros e se puder comprar da melhor, compre. Isso não é gasto, é investimento. Ela pode ser a garantia de sua vida. Quer retorno melhor?</p>
<ul>
<li><strong>Lanternas</strong></li>
</ul>
<p>Quantas vezes já realizamos uma busca em um ambiente escuro? Uma rua sombria, um prédio abandonado, o que seja. Tenha sempre a bordo da viatura uma lanterna potente e outra menor em seu cinto. Nós não somos o Batman, mas os apetrechos que carregamos são de uma utilidade ímpar, senão não estariam lá. A importância desse objeto triplica se você trabalhar em uma zona rural. E toda vez que for para o serviço confira se elas estão funcionando!</p>
<ul>
<li><strong>Luvas cirúrgicas</strong></li>
</ul>
<p>A gente encontra muita mazela e doenças são comuns. É melhor não arriscar, sempre que alguém estiver ferido coloque as luvas e mesmo depois lave bem as mãos.</p>
<ul>
<li><strong>Armas de fogo</strong></li>
</ul>
<p>Esse é o tipo de instrumento que a gente reza para não ter que usar, mas caso seja preciso queremos que esteja ao alcance e &#8211; claro &#8211; não falhe. Sendo assim, verifique as condições de seu armamento. Quando possível realize uma breve manutenção. Um kit de limpeza para pistola ou revólver não custa mais do que R$ 30,00. Logicamente tenha ele sempre em pronto emprego. Seja íntimo de sua arma, tenha munição farta e outra para garantir. O famoso <em>backup</em>.</p>
<ul>
<li><strong>Armas não letais</strong></li>
</ul>
<p>Elas são importantes porque nem toda situação que necessite o uso da força, deverá ser usado o chumbo. Às vezes, o bom e velho bastão resolve (<a href="http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&amp;cod_publicacao=29665" target="_blank">talvez por isso já queiram proibi-lo</a>). O importante é que você tenha outras opções antes de chegar ao extremo de usar a arma de fogo. Por isso, hoje em dia as polícias têm investido cada vez mais em táticas e tecnologias menos que letais.  Ainda sonho com o dia em que cada equipe na rua disponha de taser (arma de choque incapacitante), bastão ou tonfa (aquele em forma de L) e o gás de pimenta. Agora cuidado com os excessos e lembre-se: <strong>essas coisas não são brinquedos</strong>.</p>
</div>
<p>*Essas são as dicas (bizus) mais básicas e  que provavelmente todo policial já as conhecem muito bem. Seria muita pretensão acreditar que essas linhas sejam um &#8220;manual&#8221; para o PM. No entanto, esse espaço é acima de tudo para o aprendizado. Sendo assim, os colegas que quiserem compartilhar e enriquecer nossos conhecimentos ou ainda discutir sobre o complexo serviço policial fique a vontade nos comentários.</p>
<p><span style="color: #888888;">Mais uma vez, agradeço ao colega </span><a href="http://www.gamearte.blogspot.com/" target="_blank"><span style="color: #888888;">Tião Ferreira</span></a><span style="color: #888888;"> que há muito tempo disponibilizou o </span><a href="http://seap-rn.vilabol.uol.com.br/" target="_blank"><span style="color: #888888;"><strong>Serviço Eletrônico de Apoio ao Policial</strong></span></a><span style="color: #888888;">.</span></p>
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		<item>
		<title>Polícia 24 horas &#8211; o melhor programa policial que já assisti</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2010/05/13/policia-24-horas-o-melhor-programa-policial-que-ja-assisti/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 04:34:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguns amigos comentaram sobre o novo programa da rede Bandeirantes que estreou na semana passada. Já que todos falaram bem de Polícia 24 horas e eu não pude assistir no dia, fiquei curioso para conferir se realmente ele é bom. Como sou do tipo que tem que ver para crer, pesquisei sobre a série, li [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2010/05/policia24horas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2851" title="programapolicia24horas" src="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2010/05/policia24horas.jpg" alt="" width="508" height="240" /></a></p>
<p>Alguns amigos comentaram sobre o <a href="http://www.band.com.br/fiquedeolho/conteudo.asp?ID=300693" target="_blank">novo programa da rede Bandeirantes que estreou na semana passada</a>. Já que todos falaram bem de <strong>Polícia 24 horas</strong> e eu não pude assistir no dia, fiquei curioso para conferir se realmente ele é bom. Como sou do tipo que tem que ver para crer, pesquisei sobre a série, li algumas críticas e após tudo isso finalmente assisti o primeiro episódio.</p>
<p>Meu veredicto: é muito bom! Sério, nunca vi um programa policial tão realista como esse. Ele te prende do início ao fim nas diversas ocorrências que amarram o programa e são tão comuns ao serviço da Polícia Militar. Quem é policial sabe que nosso emprego não se restringe somente a prender ladrão. Diariamente nos deparamos com <a href="http://www.universopolicial.com/2008/12/caso-de-policia.html" target="_blank">problemas familiares</a>, <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/06/22/a-policia-e-uma-grande-ostra/" target="_blank">situações inusitadas</a> que nem todos imaginam que faz parte do nosso trabalho. Esse é o grande mérito do programa. Realizaram uma excelente edição em que mesclam cenas mais violentas com outras abordagens mais cômicas. O que te prende na frente da tela para saber qual o desfecho das histórias.</p>
<p>Além disso, em alguns trechos ele lembra o humor jornalístico do Custe o Que Custar (CQC) com pequenos efeitos sonoros acrescentados a uma ou outra ocasião dão leveza ao programa que nem de longe é apelativo e muito menos sensacionalista. Ponto para eles também porque souberam respeitar as imagens dos envolvidos, mesmo aqueles presos em flagrantes. Isso contribui para a isenção do programa que pretende se ater ao cotidiano policial e não de realizar uma &#8220;caça às bruxas&#8221; do submundo do crime. Os rostos &#8220;embaçados&#8221; no vídeo &#8211; <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/kogut/posts/2010/05/10/critica-policia-24-horas-ruim-290232.asp" target="_blank">que foi motivo de crítica para alguns</a> &#8211; foi uma decisão mais do que acertada. Afinal, todos temos o direito de não nos expor. Coisa que muito programa não respeita, submetendo ao constrangimento vítimas, acusados e até mesmo policiais.</p>
<p>Muita gente acredita que todo policial é truculento, mal educado, entre outros termos pejorativos. No programa, ao menos os que foram filmados demonstraram que não podemos generalizar. Claro que a câmera inibe qualquer ato mais agressivo, mas devemos lembrar que eles são humanos e durante o calor das ocorrências mesmo vigiados dificilmente eles conseguiriam manter uma encenação o tempo todo. Uma hora a máscara cai, como os <em>reality shows</em> já demonstraram.</p>
<p>Portanto, caso ainda não esteja convencido de que <strong>Polícia 24 horas</strong> mereça todos esses elogios, confira hoje (dia 13 de maio), logo mais a noite (22h15min) o segundo episódio do primeiro programa que conseguiu sintetizar o cotidiano policial, o verdadeiro diário de um PM.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OaUD2qXqoPc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/OaUD2qXqoPc&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Infelizmente não vou poder assistir porque estarei &#8220;ao vivo&#8221;, ou seja, trabalhando.</p>
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                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Causos de polícia: ordens são ordens!</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2010/04/06/causos-de-policia-ordens-sao-ordens/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 22:02:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
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		<description><![CDATA[Em uma pequena delegacia de uma pequena cidade de um pequeno estado de um pequeno país, o soldado tirava mais um dia de serviço. Além de suas atribuições legais, ele exercia outras funções que não eram suas obrigações mas realizava por não haver quem o fizesse, não dispunha de outra escolha. Desse modo, suas tarefas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Em uma pequena delegacia de uma pequena cidade de um pequeno estado de um pequeno país, o soldado tirava mais um dia de serviço. Além de suas atribuições legais, ele exercia outras funções que não eram suas obrigações mas realizava por não haver quem o fizesse, não dispunha de outra escolha. Desse modo, suas tarefas se acumulavam e compreendiam em vigiar os presos, atender os chamados da população e ainda realizar o patrulhamento pelas nem tão pacatas ruas do município.</p>
<p>Às vezes, ele contava com o auxílio de outro policial, afinal dois homens parecem mais do que o suficiente para satisfazer a demanda local (pelo menos era isso que seus superiores acreditavam, já que nunca se empenharam em melhorar a situação). Sempre que havia algum chamado, eles fechavam a delegacia, torciam para que nenhum dos detentos fugisse e saíam para resolver as mais diversas ocorrências. Entre as mais comuns: marido embriagado agredindo esposa submissa e o dito &#8220;cidadão de bem trabalhador&#8221; que gosta tanto de ouvir música que acredita que seus vizinhos também devam compartilhar de suas preferências musicais.</p>
<p>Um dia os policiais receberam a informação que estava acontecendo um roubo. Como de praxe, trancaram o prédio e seguiram em busca dos ladrões. Durante esse tempo, o telefone da delegacia tocou inúmeras vezes e algumas pessoas apareceram no local e se depararam com as portas fechadas. &#8220;Absurdo! Em pleno expediente a delegacia sem ninguém para nos atender.&#8221; Algum cidadão &#8211; com toda razão &#8211; queixou-se com um vereador, que repassou a reclamação para o prefeito, que por sua vez conversou diretamente com o comandante de policiamento da região, que prometeu resolver o problema imediatamente. Eis a solução:</p>
<p>- Trim.</p>
<p>- Delegacia, bom dia!</p>
<p><em>- Alô? Aqui é o coronel Titânio*. Que história é essa da delegacia fechada em horário de expediente? Quando o telefone tocar é pra alguém atender!</em></p>
<p>- Mas coronel, o senhor sabe que falta efetivo. Quando ninguém atende o telefone é porque saímos pra atender alguma ocorrência ou para realizar o patrulham&#8230;</p>
<p><em>- Não interessa!</em> &#8211; interrompe as justificativas do soldado.</p>
<p><em>- Eu quero alguém 24 horas na delegacia.</em></p>
<p>- Coronel, como é que vamos atender os chamados sem nos ausentar da DP?</p>
<p><em>- Dê seu jeito! Não quero mais saber de reclamação do prefeito por causa disso, entendido?</em> &#8211; finaliza o comandante.</p>
<p>- Sim, senhor! &#8211; submete-se o soldado à ordem de seu superior, pois sabe que não adianta retrucar.</p>
<p>Mais revoltados ainda, os policiais decidem seguir as ordens à risca. Não saem da delegacia durante todo o plantão. Logo surge uma nova reclamação quando populares solicitam a presença da polícia. Dessa vez, protestavam porque os dois soldados disseram que não poderiam atender o chamado, pois tinham ordens expressas de não abandonar o posto de serviço, até porque a ausência de vigilância poderia resultar numa fuga dos presos.</p>
<p><em>- Quer dizer que vocês não vão lá?</em></p>
<p>- Não podemos, se formos podemos ser punidos. Porque somos apenas dois. É muito arriscado apenas um atender a ocorrência e como se sabe não podemos deixar a delegacia sem ninguém. Sendo assim&#8230;</p>
<p><em>- Isso é um absurdo! Vocês passam o dia inteiro nessa delegacia sem fazer nada e ainda se negam a atender uma ocorrência! Eu vou denunciar vocês, vou levar essa situação à imprensa. Quero ver só vocês não trabalharem.</em></p>
<p>- Faça isso! Nos ajude, se a gente reclamar é provável que venha alguma represália do comando. Mas você que é civil pode denunciar. <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/04/15/me-engana-que-eu-gosto/" target="_blank">Aposto que se essa situação aparecer na televisão no outro dia mandam mais homens para cá. Quem sabe vem até armamento e uma nova viatura</a>.</p>
<p>O cidadão saiu resmungando, mas até hoje não se sabe de qualquer reportagem sobre o policiamento (ou a falta dele) na cidade.</p>
<p><strong>Atenção! Essa é uma obra de  ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos, lugares e pessoas terá  sido mera coincidência.</strong><strong><br />
</strong></p>
<p>* Nome fictício retirado da <a href="http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/tabelaperiodica1.htm" target="_blank">tabela periódica</a>.</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Desculpas inusitadas para não ser multado</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 20:19:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[Texto do leitor]]></category>
		<category><![CDATA[causos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto abaixo eu &#8220;roubei&#8221; (com a devida permissão do autor) da comunidade no orkut da PMRN. Bom humor para lidar com as situações mais inusitadas do serviço policial e melhor ainda, saber contá-las depois. Deus tira multa? - E já é lei? Desde quando? Foi assim que um cidadão espantado me indagou quando lhe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>O texto abaixo eu &#8220;roubei&#8221; (com a devida permissão do autor) da comunidade no orkut da PMRN. Bom humor para lidar com as <a href="http://www.universopolicial.com/2008/12/caso-de-policia.html" target="_blank">situações</a> <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/04/27/causos-de-policia/" target="_blank">mais</a> <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/06/22/a-policia-e-uma-grande-ostra/" target="_blank">inusitadas</a> do <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/10/30/dupla-realiza-assalto-utilizando-mascaras-e-sao-identificados/" target="_blank">serviço policial</a> e melhor ainda, <a href="http://www.diariodeumpm.net/2010/01/02/causo-de-policia-um-sujeito-mal-acostumado/" target="_blank">saber contá-las depois</a>.</p>
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<div class="destaque">
<p style="text-align: center;"><strong>Deus tira multa?</strong></p>
<p>- E já é lei? Desde quando?</p>
<p>Foi assim que um cidadão espantado me indagou quando lhe pedi que colocasse o cinto de segurança.</p>
<p>- O senhor é habilitado? &#8211; Perguntei educadamente.</p>
<p>- Dirijo há mais de 20 anos – me respondeu com um ar de arrogância.</p>
<p>- Então porque o senhor não usa o cinto de segurança?</p>
<p>- É o calor!</p>
<p>Achei a resposta um pouco vaga e fiquei me perguntando como uma tira de 8 centímetros de largura poderia matar alguém de insolação.</p>
<p>- Mas senhor, é para sua segurança!</p>
<p>- Meu filho eu sei, mas não tem fiscalização&#8230; E você sabe&#8230;</p>
<p>– Sei o que? E se não tem fiscalização o que é que eu sou? Será que o problema ta na farda? “Talvez uma melancia no pescoço ajude, o truque da melancia no pescoço nunca falha”</p>
<p>-Senhor use o bom senso!</p>
<p>-Ta certo meu filho, vai me multar?</p>
<p>-Não senhor, estou apenas advertindo para que não cometa o mesmo erro outra vez.</p>
<p>- Muito obrigado! &#8211; Disse – e saiu sem por o cinto.</p>
<p>Trabalhar no setor de trânsito faz com que diariamente me depare com esse tipo de situação, porém, o que mais me admiro é da criatividade ou da total falta dela em muitas dessas ocasiões por parte dos condutores. Eu mesmo não sabia que o código de trânsito estava subordinado a várias outras leis que o anulam completamente. Vejamos por exemplo a lei do “Bem Ali”. Caso você seja apanhado trafegando em sua motocicleta conduzindo um passageiro sem capacete basta usar a lei do “bem ali” que diz no parágrafo II, inciso IV que: Todo condutor tem o direito de trafegar em seu veículo da maneira que bem entender desde que seu local de destino seja: Bem Ali, Acolá ou só até aqui. A lei também é válida se o condutor veio de uma distância igual ou menor do que “daqui de pertim”. No que diz respeito à motocicleta a lotação excedente é uma das campeãs em desculpas estranhas.</p>
<p>- O senhor tem conhecimento que é proibido trafegar com mais de um passageiro em sua moto, não tem? – perguntei ao mototaxisista.</p>
<p>- É que o “bichim” ta doente e a gente vem do hospital.</p>
<p>- Quem é que ta doente mãe? – O menino espantado perguntou olhando para mãe.</p>
<p>- Cale a boca menino, você não sabe de nada! – Ora, se ele não estava doente, com certeza a surra que ele iria levar quando chegasse em casa o deixaria.</p>
<p>Certa vez um condutor flagrado com suspeitas de embriaguez disse que negava-se a fazer o “marfômetro”, bem, na concepção dele talvez beber água do mar seja crime. Outro dia uma senhora revoltada me indagou em um cruzamento – porque os “transuentes” nunca tinham a vez na faixa de pedestres? – talvez porque a faixa seja para os transeuntes, pensei.</p>
<p>Outra coisa que me intriga é não saber a medida exata de “um minutinho”, estrelas no céu, gotas de água no mar, a extensão do universo, nada disso se compara ao incalculável minutinho . &#8220;policial, vou deixar o carro aqui só um minutinho&#8221;. Pronto! Foi-se a ordem natural das coisas. Um dia tem 24 horas, um ano tem doze meses e a copa é a cada quatro anos, mas a porcaria do “minutinho” ninguém sabe.</p>
<p>- Algum problema meu filho? – disse um senhor parado em uma blitz na divisa entre o RN e a PB.</p>
<p>- A placa da moto do senhor ainda é amarela!</p>
<p>- Gostou? Fui eu que fiz. – proferiu me fitando com orgulho. Seria uma imbecilidade perguntar se aquele simpático “artesão” de idade avançada tinha carteira de habilitação, respirei fundo, pensando em uma forma de repreendê-lo, porém a única coisa que me vinha à cabeça era “fui eu que fiz”.</p>
<p>O que me motivou a escrever sobre essas situações excêntricas no meu trabalho foi saber que na hora do aperto vale até apelar pra Deus, só pra ver se ele dá uma forcinha, pois quando um cidadão flagrado transportando seu passageiro sem capacete implorou para que meu comandante de guarnição não fizesse a notificação porque era sábado de aleluia, eu não sustentei a postura de militar e caí na risada. O mandamento é guardai os dias santos e não, não multarás em dias santos. Há dezenas de situações como essas no nosso dia-a-dia de policial de trânsito e são essas situações que tornam esse trabalho tão especial. Gostou? “Fui eu que fiz”.</p>
<p><strong>Adriano Araújo, policial militar do Rio Grande do Norte, lotado no 3º DPRE</strong></p>
</div>
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		<title>Mão na cabeça! Como se comportar em uma abordagem policial</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 20:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sobrevivência urbana]]></category>
		<category><![CDATA[abordagem policia]]></category>
		<category><![CDATA[abordagem policial]]></category>
		<category><![CDATA[agressão policial]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[erro policial]]></category>
		<category><![CDATA[truculência policial]]></category>
		<category><![CDATA[violência policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem dúvidas, uma das situações mais tensas no serviço policial é a realização de uma abordagem, popularmente conhecida como &#8220;baculejo&#8221;. Seja pela truculência dos policiais ou pela resistência do abordado, o fato é que dificilmente a população entende que esse procedimento é essencial no nosso trabalho. Geralmente encaram tal situação como um desrespeito e ofensa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Sem dúvidas, uma das situações mais tensas no serviço policial é a realização de uma abordagem, popularmente conhecida como &#8220;baculejo&#8221;. Seja pela truculência dos policiais ou pela resistência do abordado, o fato é que dificilmente a população entende que esse procedimento é essencial no nosso trabalho.</p>
<p>Geralmente encaram tal situação como um desrespeito e ofensa à dignidade e aos direitos do cidadão. Como diz o velho ditado: &#8220;<strong>polícia de perto incomoda e longe faz falta</strong>&#8220;. Ou seja, todo mundo quer que a polícia trabalhe de maneira enérgica, desde que não seja você o incomodado (pimenta no dos outros&#8230;). Pensando nisso, resolvi esclarecer algumas dúvidas sobre os <strong>direitos</strong> que as pessoas têm durante uma abordagem policial e também explicar o porque certas condutas são aplicadas, desmistificando alguns procedimentos frequentemente confundidos com abuso de autoridade, despreparo ou violência policial, além de dar uns conselhos &#8211; de amigo, nada oficial &#8211; sobre como proceder nesse momento tão crítico.</p>
<p>Em 2008, o <a href="http://portal.mj.gov.br/sedh/popc/publicacoes/f_a_policia_me_parou.pdf" target="_blank">Governo Federal divulgou um folheto sobre como se comportar durante uma abordagem policial</a>, que foi <a href="http://abordagempolicial.com/2009/04/como-se-comportar-numa-abordagem-policial/" target="_blank">devidamente explorado pelo Danillo Ferreira em seu blogue</a>. Vejamos os principais pontos, seguidos de pequenos comentários desse que vos escreve:</p>
<div class="destaque">
<p><strong>O que fazer quando for abordado pela polícia?</strong></p>
<p>- Fique calmo e não corra; <strong><em>Quem não deve, não teme</em></strong><br />
- Deixe suas mãos visíveis e não faça nenhum movimento brusco; <strong><em>Lembre-se que os policiais também estão sob pressão</em></strong><br />
- Não discuta com o policial nem toque nele; <strong><em>Qualquer ação pode ser interpretada como resistência</em></strong><br />
- Obedeça estritamente o comando do policial; <strong><em>E tudo acabará bem se você não cometeu algum crime</em></strong><br />
- Não faça ameaças ou use palavras ofensivas. <strong><em>Resistir só piora as coisas</em></strong></p>
<p><strong>Ao ser abordado você tem direito a&#8230;</strong></p>
<p>- Saber a identificação do policial; <strong><em>Observe o nome na farda e/ou número na viatura</em></strong><br />
- Ser revistado apenas por policiais do mesmo sexo que você; <strong><em>O Artigo 249 do CPP abre exceções, mas dificilmente algum policial arriscará cometer um abuso desse tipo</em></strong><br />
- Acompanhar a revista de seu carro e pedir que uma pessoa que não seja<br />
policial a testemunhe; <strong><em>Mesmo sem testemunhas acompanhe a busca, mas aguarde a permissão do policial</em></strong><br />
- Ser preso apenas por ordem do juiz ou em flagrante; <strong><em>Recebeu voz de prisão é melhor não reagir, pois se for necessário utilizarão a força</em></strong><br />
- Em caso de prisão: não falar nada além de sua identificação, e de avisar<br />
sua família e seu advogado; <strong><em>Na delegacia tudo se resolve</em></strong><br />
- Não ser algemado se não estiver sendo violento ou tentando fugir da<br />
abordagem. <strong><em>Discordo nesse ponto, uma vez que é impossível prever a intenção de alguém detido pela polícia. As algemas garantem a segurança dos policiais, de terceiros e até mesmo evita confrontos desnecessários com o detido. Vai de cada policial adotar ou não as &#8220;pulseiras&#8221;</em>, <em>caso ele queira algemá-lo é melhor aceitar</em></strong></p>
</div>
<p>Agora vamos para o que acontece na prática. Policial não tem bola de cristal, por mais que ele tenha o tirocínio apurado é impossível ter a certeza que um suspeito está em flagrante delito, nem tampouco prever a reação do abordado. Por isso, partimos da premissa que a NOSSA SEGURANÇA ESTÁ EM PRIMEIRO LUGAR. Entenda porque cada ordem deve ser executada sem questionamento.</p>
<p><strong>Mãos na cabeça.</strong> Quando mandamos alguém por as mãos na cabeça é <strong>mão na cabeça e ponto</strong>. Não se pretende humilhar o cidadão, o objetivo é evitar qualquer reação ofensiva, já que a maneira mais provável de tentar isso seja utilizando-as. Atenção! Levá-las ao bolso (para mostrar os documentos) pode desencadear uma resposta ainda mais hostil por parte dos policiais (trabalha-se com a hipótese de que uma arma pode ser sacada).</p>
<p><strong>Abra as pernas.</strong> Não, nós não pretendemos realizar algum fetiche sexual. O que queremos é verificar se o abordado não escondeu algo ilícito (armas, drogas ou produto de roubo) em baixo de suas partes íntimas, entre outros locais. As pernas abertas também dificultam uma possível reação do abordado, que perde um pouco do equilíbrio para correr ou chutar o policial. Também não estranhe se mandarem ficar de joelhos ou até mesmo deitar no chão. Somente quem está abordando sabe a real necessidade (o risco que corre) de chegar a esse extremo. Aliás, isso é prática aprovada pelos órgãos defensores dos Direitos Humanos.</p>
<p>Pela minha pouca experiência percebi que as pessoas enquanto abordadas seguem um ciclo. <strong>Primeiro se negam a colaborar</strong>, normalmente com frases &#8220;Eu não sou vagabundo pra ser revistado&#8221; ou &#8220;Vá prender ladrão ao invés de perseguir cidadão de bem&#8221;. <strong>Sem efeito, apelam para a intimidação</strong> &#8220;Você sabe com quem está falando?&#8221; ou &#8220;Eu vou tirar a sua farda&#8221; e ainda aquele &#8220;Sou amigo/irmão/primo do coronel/delegado/vereador fulano de tal&#8221;. Igualmente ineficaz e já tornado algo que poderia ser simples em uma situação irreversível <strong>tentam sensibilizar o policial</strong> com &#8220;Por favor, eu sou trabalhador. Me libera aí&#8221;. Sem sucesso <strong>apelam desesperadamente para o suborno</strong> com &#8220;Não tem uma maneira de resolvermos isso por aqui mesmo?&#8221;.</p>
<p>Sabendo disso, o principal conselho que dou a todos que me perguntam sobre o assunto: <strong>COLABORE!</strong> Os policiais estando certos ou não. Você estando certo ou não. É muito importante colaborar para pelo menos &#8220;minimizar problemas&#8221; e se por ventura se sentiu prejudicado <strong>procure posteriormente a Ouvidoria de seu Estado</strong>. Contudo, muito cuidado ao fazer denúncias, tenha certeza de que realmente houve excessos, pois você poderá prejudicar pessoas honradas que somente estavam cumprindo com o seu dever.</p>
<p>Abaixo um video de como uma simples abordagem rotineira se tornou uma grande complicação e vexame para um dito &#8220;cidadão de bem&#8221;.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kS__pEeRwns&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/kS__pEeRwns&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Tudo porque ele não quis colaborar.</p>
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                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		<title>Causos de polícia: salvo pelo despreparo</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/12/08/causos-de-policia-salvo-pelo-despreparo/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2009/12/08/causos-de-policia-salvo-pelo-despreparo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 21:49:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[causos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[ocorrências]]></category>
		<category><![CDATA[treinamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Berquélio* finalmente conseguira ingressar na PM. Após uma primeira tentativa frustrada por inaptidão no teste físico ele teve que aguardar mais dois anos para que surgisse uma nova oportunidade. Melhor preparado, obteve os índices mínimos para iniciar o curso de formação de soldados, o esperado CFSd. Ainda que aprovado nos exames exigidos pelo Teste de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Berquélio* finalmente conseguira ingressar na PM. Após uma primeira tentativa frustrada por inaptidão no teste físico ele teve que aguardar mais dois anos para que surgisse uma nova oportunidade. Melhor preparado, obteve os índices mínimos para iniciar o curso de formação de soldados, o esperado CFSd. Ainda que aprovado nos exames exigidos pelo Teste de Aptidão Física (TAF) seu corpo denunciava que dificilmente aguentaria os intensos exercícios durante o treinamento que estava para se iniciar. Ele estava acima do peso, nada diferente do que alguns policiais mais antigos se mostram, mas para quem está iniciando sua carreira isso seria algo inadmissível. Ao menos era o que alguns instrutores do curso bradavam.</p>
<p>E realmente a carga foi pesada, por diversas vezes ele pensou em desistir. Principalmente porque alguns superiores dispensavam-lhe uma maior atenção. Ele tinha se tornado &#8220;peixe&#8221;. E no militarismo, <strong>peixe se arranca a cabeça e come o rabo</strong>. Ainda assim, Berquélio superou as adversidades. Pensava em sua família e via na polícia a oportunidade de prover seu sustento fazendo o que gosta, já que odiava bandido e isso aumentava seu desejo em trabalhar no combate ao crime. E por essa determinação conseguiu até perder alguns quilos, mas longe do ideal.</p>
<p>Por causa de sua barriga avantajada, sofria constante assédio moral dos superiores.</p>
<p>- Seu monstro buchudo! Na rua você estaria morto! &#8211; Ouvia sempre que fraquejava no decorrer de alguma &#8220;corridinha mixuruca&#8221;.<a href="http://abordagempolicial.com/wp-content/uploads/2009/12/sobrepeso.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2604" title="Policiais gordos" src="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2009/12/policiaisgordos-300x74.jpg" alt="Policiais gordos" width="503" height="123" /></a></p>
<p>Durante a preparação policial militar percebe-se que treinamento intenso nem de longe significa uma boa qualificação para o real serviço que posteriormente se encontrará nas cidades. Apesar de muito desgastante, <a href="http://www.universopolicial.com/2009/12/formacao-do-policial-militar-e-salario.html" target="_blank">o esforço é concentrado em atividades físicas, faxinas intermináveis e ordem unida (firulas como ordinário marche, direita volver, sentido&#8230;)</a>. &#8220;Suor poupa sangue&#8221;, eles dizem. Só esquecem de mencionar que inteligência e planejamento também, podendo evitar confrontos desnecessários e incômodos processos judiciais. E o que era para ser uma metáfora, é seguida ao pé da letra.</p>
<p>E assim continuou até o final dos seis meses mais longos de sua vida. A duras penas concluiu seu curso e, contrariando a expectativa de alguns superiores, formou-se soldado da Polícia Militar.</p>
<p>Como quase todo recruta, Berquélio começa a trabalhar com a característica empolgação e imprudência de quem ainda tem muito o que aprender sobre o serviço policial. Diria que era um vocacionado, delinquente com ele não tinha perdão e logo fez sua fama na região em que patrulhava: era conhecido como &#8220;O Gordo&#8221;. No entanto, ao contrário do que o apelido sugere, os malandros não zombavam dele e sim o respeitavam (ou temiam). Apesar de odiar exercícios físicos (trauma adquirido durante o curso), estava sempre disposto a atender as ocorrências, desde as mais cansativas até as frequentes confusões familiares. E foi numa dessas que ele teve a noite mais difícil de sua vida.</p>
<p>Sua guarnição foi acionada para atender um senhor que havia solicitado a presença da polícia para conter seu filho, dependente químico, durante uma crise de abstinência. Revoltado por não conseguir saciar seu vício, o rapaz quebrava os objetos em casa para forçar seu pai a lhe dar dinheiro.</p>
<p>Chegando no local e explicada a situação, o senhor pediu que os policiais dominassem seu filho para que não acontecesse algo mais grave. E assim Berquélio o fez. Depois de uma breve luta corporal, o viciado foi imobilizado e aos poucos foi se acalmando. Em contrapartida, estranhamente o pai ficou transtornado com a cena do rebento agarrado pela polícia, puxou uma faca e aplicou um golpe certeiro em Berquélio.</p>
<p>Imediatamente a prioridade passou a ser o socorro do colega ferido e às pressas conduziram-no para o hospital. No caminho, ainda consciente, ele só pensava em sua esposa e filha. Talvez por causa delas que tenha adquirido forças para aguentar o percurso até o Pronto Socorro. Felizmente resistiu a duas cirurgias. Não ficaram sequelas, apenas uma horrível cicatriz na barriga que serve para lembrá-lo da trágica noite e de que deve sempre esperar o inesperado.</p>
<p>Ao final de tudo, conversando com o médico ele descobriu que só sobreviveu porque era <a href="http://abordagempolicial.com/2009/12/corra-que-a-policia-vem-ai-sera/" target="_blank"><strong>despreparadamente Gordo</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atenção! Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos, lugares e pessoas terá sido mera coincidência.</strong><strong><br />
</strong></p>
<p>* <span style="color: #888888;">Inspirado no <a href="http://segurancapublica.net/?p=1698" target="_blank">Blog da Segurança Pública</a>, criei o nome do personagem baseado pela <a href="http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/tabelaperiodica1.htm" target="_blank">tabela periódica</a>.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Imagens copiadas de maneira descarada do <a href="http://www.abordagempolicial.com/" target="_blank">Abordagem Policial</a>.</span></p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Dupla realiza assalto utilizando máscaras e são identificados</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/10/30/dupla-realiza-assalto-utilizando-mascaras-e-sao-identificados/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 15:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias bizarras]]></category>
		<category><![CDATA[causos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas ocorrências são esdrúxulas, mais tão bizarras que é como eu sempre digo: contando, ninguém acredita. Duvida!? Você acreditaria se eu falasse que dois bandidos pintaram os rostos com caneta hidrográfica (cuja tinta não sai com facilitade), arrombaram um apartamento e fugiram acreditando não ser possível identificá-los posteriormente? Ainda bem que eu tenho provas. Retirado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Algumas <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/04/27/causos-de-policia/" target="_blank">ocorrências são esdrúxulas</a>, mais <a href="http://www.universopolicial.com/2008/12/caso-de-policia.html" target="_blank">tão bizarras</a> que é como eu sempre digo: <a href="http://www.diariodeumpm.net/2009/06/22/a-policia-e-uma-grande-ostra/" target="_blank"><strong>contando, ninguém acredita</strong></a>.</p>
<p>Duvida!?</p>
<p>Você acreditaria se eu falasse que dois bandidos pintaram os rostos com caneta hidrográfica (cuja tinta não sai com facilitade), arrombaram um apartamento e fugiram acreditando não ser possível identificá-los posteriormente?</p>
<p>Ainda bem que eu tenho provas.</p>
<div id="attachment_2498" class="wp-caption aligncenter" style="width: 484px">
	<a href="http://n.i.uol.com.br/ultnot/0910/29ta.jpg"><img class="size-full wp-image-2498" title="duplamascarada" src="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2009/10/duplamascarada.jpg" alt="duplamascarada" width="484" height="321" /></a>
	<p class="wp-caption-text">Batman e Robin do crime (ou do humor?)</p>
</div>
<p style="text-align: center;">
<p>Retirado do subversivo <a title="Mete o dedo na tomada!" href="http://www.treta.com.br/2009/10/dupla-assalta-usando-mscaras-de-canetinha.html" target="_blank"><img src="http://www.treta.com.br/img/banner.treta.120.png" alt="" /></a>, que retirou do <a href="http://noticias.uol.com.br/tabloide/tabloideanas/2009/10/29/ult1594u1813.jhtm" target="_blank">UOL</a>.</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		<title>Sobrevivência urbana, o que fazer durante um tiroteio (dicas ainda úteis)</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/10/24/sobrevivencia-urbana-o-que-fazer-durante-um-tiroteio-dicas-ainda-uteis/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 16:02:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sobrevivência urbana]]></category>
		<category><![CDATA[conflito armado]]></category>
		<category><![CDATA[confronto armado]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2007 o Alexandre, criador desse blogue, elaborou algumas dicas sobre como se comportar em um tiroteio. O tempo passou, mas a situação continua a mesma &#8211; ou talvez pior &#8211; e seus conselhos continuam tendo grande valia para os cidadãos brasileiros (principalmente os cariocas). Sendo assim, é sempre bom relembrá-los. 1. Primeiro de tudo: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><div id="attachment_2417" class="wp-caption alignleft" style="width: 271px">
	<img class="size-full wp-image-2417" title="comportamentoemtiroteio" src="http://www.diariodeumpm.net/wp-content/uploads/2009/10/comportamentoemtiroteio.jpg" alt="O homem sentado não leu o DPM." width="271" height="213" />
	<p class="wp-caption-text">O homem sentado não leu o DPM.</p>
</div>
<p>Em 2007 o Alexandre, criador desse blogue, <a href="http://www.diariodeumpm.net/2007/03/22/como-se-comportar-numa-situacao-de-troca-de-tiros/" target="_blank">elaborou algumas dicas sobre como se comportar em um tiroteio</a>. O tempo passou, mas a situação continua a mesma &#8211; ou talvez pior &#8211; e seus conselhos continuam tendo grande valia para os cidadãos brasileiros (principalmente os cariocas).</p>
<p>Sendo assim, é sempre bom relembrá-los.</p>
<blockquote style="border: 1px solid #cccccc; padding: 10px; list-style-type: none; list-style-image: none; background-color: #f9f9f9; text-align: justify;"><p><strong>1. Primeiro de tudo: diminua a silhueta do corpo</strong>. Mas tem que ser ato-reflexo: Bang! “é tiro!” – aí rapidamente você se abaixa. A idéia é ficar o menor posível para diminuir a chance de ser atingido. Então é claro que, ao atirar-se ao chão você estará teoricamente mais seguro.</p>
<p><strong>2. Siga até um obstáculo o mais resistente possível</strong>, e coloque-se de forma que o obstáculo fique entre você e o agressor (identifique de onde vem os disparos, visualmente ou pela audição). Quando esse obstáculo é capaz de proteger tanto das vistas quanto do fogo inimigo, chamamos “abrigo”.</p>
<p>São exemplos de abrigos (a eficácia do abrigo depende da resistência do material e do calibre da arma agressora):</p>
<ul>
<li>Um poste,</li>
<li>Uma árvore com mais de um metro de diâmetro,</li>
<li> Uma mureta de concreto,</li>
<li>Bloco do motor de um carro,</li>
<li>Muros e paredes de edificações.</li>
</ul>
<p>Não seja curioso, não coloque a cabecinha para fora do abrigo por nada. Já ouviu a frase “curiosidade mata”? Então!</p>
<p><strong>3. Espere os estampidos terminarem TOTALMENTE</strong>. Isso não é igual a fazer pipoca de microondas: “quando tempo o estouro entre um pipoca outra ficar maior que 10 segundos pode retirar do forno”. Aqui é diferente: enquanto houver disparo de arma de fogo permaneça no abrigo.</p>
<p>4. Agora sim, os tiros terminaram. É hora de verificar os estragos: <strong>verifique se há vítimas e se há alguma pessoa efetuando socorro</strong>.</p>
<p><strong>5. Reúna os dados que possibilitem a identificação dos autores</strong>:</p>
<ul>
<li>O carro utilizado para a fuga: placa, marca, tipo e cor. e para onde seguiu.</li>
<li>Características físicas e roupas dos possíveis autores em fuga: altura, cor, tipo de cabelo, idade presumida, calça comprida ou bermuda, se usa camisa ou camiseta, cor das roupas utilizadas etc.</li>
<li>Armas observadas com os possíveis autores: revólver ou pistola, fuzis, metralhadoras</li>
</ul>
<p>6. <strong>Denuncie o mais rápido possível!</strong> Disque-Denúncia do Rio de Janeiro <span id="__skype_highlight_id" onmousedown="SkypeSetCallButtonPressed(this, 1,0,0)" onmouseup="SkypeSetCallButtonPressed(this, 0,0,0)" onmouseover="SkypeSetCallButton(this, 1,0,0);skype_active=SkypeCheckCallButton(this);" onmouseout="SkypeSetCallButton(this, 0,0,0);HideSkypeMenu();"><span id="__skype_highlight_id_left" title="Skype actions" onmouseover="SkypeSetCallButtonPart(this, 1);" onmouseout="SkypeSetCallButtonPart(this, 0);"><span id="__skype_highlight_id_left_adge" style="background-image: url(chrome://skype_ff_toolbar_win/content/cb_normal_l.gif);"><img style="height: 11px; width: 7px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/cb_transparent_l.gif" alt="" height="11" /></span><span id="__skype_highlight_id_left_img"><img style="width: 16px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/famfamfam/br.gif" alt="" /><img style="margin: 0px; padding: 0px; height: 1px; width: 1px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" alt="" width="1" height="1" /><img style="margin: 0px; padding: 0px; height: 1px; width: 1px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" alt="" width="1" height="1" /><img src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/arrow.gif" alt="" /><img style="margin: 0px; padding: 0px; height: 1px; width: 1px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" alt="" width="1" height="1" /><img style="margin: 0px; padding: 0px; height: 1px; width: 1px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" alt="" width="1" height="1" /></span></span><img style="margin: 0px; padding: 0px; height: 1px; width: 1px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" alt="" width="1" height="1" /><span id="__skype_highlight_id_right" title="Call this phone number in Brazil with Skype: +552122531177" onmouseover="SkypeSetCallButtonPart(this, 1)" onmouseout="SkypeSetCallButtonPart(this, 0)"><span id="__skype_highlight_id_innerText"><img style="margin: 0px; padding: 0px; height: 1px; width: 1px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" alt="" width="1" height="1" /><img style="margin: 0px; padding: 0px; height: 1px; width: 1px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" alt="" width="1" height="1" /><img style="margin: 0px; padding: 0px; height: 1px; width: 1px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" alt="" width="1" height="1" /><img style="margin: 0px; padding: 0px; height: 1px; width: 1px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" alt="" width="1" height="1" />(21) 2253 – 1177</span><span id="__skype_highlight_id_right_adge" style="background-image: url(chrome://skype_ff_toolbar_win/content/cb_normal_r.gif);"><img style="height: 11px; width: 19px;" src="chrome://skype_ff_toolbar_win/content/cb_transparent_r.gif" alt="" height="11" /></span></span></span> (Garantia de anonimato).</p></blockquote>
<p>Afinal, ninguém que encontrar uma bala perdida (eu sei o trocadilho é infame).</p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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		<title>Causos de polícia: apenas mais um dia</title>
		<link>http://www.diariodeumpm.net/2009/10/18/causos-de-policia-apenas-mais-um-dia/</link>
		<comments>http://www.diariodeumpm.net/2009/10/18/causos-de-policia-apenas-mais-um-dia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 21:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Flávio Henrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano policial]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[ocorrências]]></category>

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		<description><![CDATA[Mal chego no destacamento para assumir o serviço e já recebo a notícia: - Encontraram um corpo na beira da estrada. Aciona a polícia científica, comunica a Central e vamos para lá. Mesmo para quem não conhece a região foi fácil chegar ao local, a cidade inteira já sabia do ocorrido e a multidão  &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Mal chego no destacamento para assumir o serviço e já recebo a notícia:</p>
<p>- Encontraram um corpo na beira da estrada. Aciona a polícia científica, comunica a Central e vamos para lá.</p>
<p>Mesmo para quem não conhece a região foi fácil chegar ao local, a cidade inteira já sabia do ocorrido e a multidão  &#8211; quase fechando a rodovia  &#8211; denunciava a localização. Sob um sol escaldante nos deparamos com a cena deveras desagradável: um homem aparentando no máximo 30 anos, com as mão amarradas para trás e o corpo crivado de balas (visualmente contei uns 10 tiros, quase todos na cabeça). Características óbvias de execução.</p>
<p>Apesar do cenário macabro, as pessoas queriam ver mais de perto, alguns tentavam mexer no cadáver, talvez impulsinadas por uma curiosidade mórbida e até mesmo um desrespeito com o morto (ainda que desconhecido). Como já estávamos no local, era nossa obrigação impedir que modificassem o cenário já modificado. Difícil, pois muitos em sua ignorância acreditavam que &#8220;só uma mexidinha&#8221; não atrapalharia a perícia. &#8220;E se for um parente meu?&#8221;, tentavam justificar. O pior é que não dava para ser enérgico com quem desobedecia a nossa ordem/pedido, a não ser utilizando um tom ríspido quando os alertas eram dados. Qualquer outra ação mais vigorosa geraria um tumulto que não poderia ser controlado, principalmente diante do reduzido efetivo disponível. É preciso bom senso por parte de nós policiais, já que o povo normalmente não tem. Uma curiosidade nesses casos é que sempre aparece um lençol e sempre ele é branco. Parece até que existe um papa defunto onipresente com seu cobertor pronto para envolver a matéria já em decomposição.</p>
<p>Depois de algumas horas sendo castigado pelo inconfundível calor do sertão nordestino, finalmente o rabecão e os peritos chegaram.</p>
<p>- Só nessa manhã já pegamos três corpos &#8211; justifica-se um dos técnicos.</p>
<p>A partir daí tudo foi muito rápido. Fotos, projéteis, cápsulas&#8230; Até o momento de por o corpo no famoso &#8220;rabecão&#8221;, apelido dado ao carro fúnebre. Nessa hora não faltaram voluntários para realizar tal tarefa. Uma manhã inteira em pé não chega a ser tão desgastante (mesmo debaixo de muito calor), mas o serviço só estava começando.</p>
<p>Pouco depois de almoçarmos um novo chamado dava conta de que um homem morrera afogado em uma das lagoas da área. Repetição do procedimento realizado anteriormente,   aporrinhamento dos populares com o agravante de que alguns conheciam o morto e, sempre ele, um pano branco.</p>
<p>- Como é que isso foi acontecer!?</p>
<p>Um novo &#8220;castigo&#8221; enquanto aguardavámos os peritos, que dessa vez foram mais rápidos (ou menos devagar). Um deles comenta:</p>
<p>- Serviço movimentado, hein?</p>
<p>- Pois é, e logo mais ainda vai ter festa na cidade e a banda que vai tocar é a &#8220;Esfereográfica&#8221; &#8211; respondo.</p>
<p>- Vixe! Então hoje morre mais gente por aqui.</p>
<p>A banda mencionada normalmente inclui em seu repertório canções voltadas para o povão e seu estilo é uma mistura do axé, swingueira, funk, entre outros ritmos em que a letra tenha duplo sentido (algumas são explícitas mesmo) e suas coreografias igualmente pornográficas. Apesar  (ou por causa) disso ela é bastante famosa e é possível ter duas certezas sobre suas apresentações: casa cheia e confusão.</p>
<p>A festa fora realizado na rua, na praça principal e logicamente lá estávamos atentos a qualquer problema durante o evento. Antes de começar, tudo tranquilo. Durante a folia, também reinava a paz. O  negócio só complicou mesmo foi depois.</p>
<p>Fim de festa, muita gente embriagada, ânimos alterados&#8230; Começa o &#8220;show&#8221; .</p>
<p>Primeiro dois rapazes discutindo, quase saindo nos tapas. Um deles havia &#8220;dado em cima&#8221; (em outros tempos, cortejado) a mulher do outro. &#8220;Você vai pra lá e vocês dois vão pro outro lado ou então vamos resolver isso na delegacia&#8221;, disse o sargento. Intimidação, normalmente funciona. Os três preferiram encerrar a brincadeira por ali mesmo &#8211; sem precisar da &#8220;ajuda&#8221; da polícia &#8211; e seguiram caminhos diferentes.</p>
<p>Tão logo resolvemos essa ocorrência e já se vê um grande tumulto mais na frente. Cadeiras voando, garrafas quebrando, socos e pontapés. Ápice do espetáculo. Já não cabia mais verbalizar, o jeito foi &#8220;cair pra dentro&#8221; como costumamos falar. Bastão pra cima da turba, caboclo correndo, outros caindo. Detemos os mais exaltados, que disseram &#8220;só estar se defendendo&#8221;. Sei&#8230;</p>
<p>No caminho para a delegacia desligamos alguns sons automotivos. O engraçado é que foi só nos afastarmos para reiniciarem a competição de qual carro é capaz de tocar a pior e mais alta música. A paz só reinou mesmo depois que apreendemos uns dois veículos. Tem gente que só aprende da maneira mais dura.</p>
<p>Para finalizar a madrugada um roubo de carro. Seguimos em patrulhamento pelas estradinhas de barro, matagal e rodovias esburacadas até o amanhecer, mas infezlimente sem encontrar qualquer sinal dos ladrões ou do veículo. O difícil é retornar com as mãos vazias e perceber o descontentamento da vítima com um olhar que parecia dizer: incompetentes!</p>
<p>Fazer o quê? Também não gostei, estava exausto e faltava pouco para meu serviço se encerrar. Retornar são e salvo para minha família e aproveitar meu curtíssimo período de folga para posteriormente encarar mais um dia de intenso trabalho. Isso é a nossa rotina, isso é o diário de um pm.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atenção! Essa é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, fatos, lugares e pessoas terá sido mera coincidência.</strong><strong><br />
</strong></p>
                        <p><center>&copy; Visite o <a href="http://honestidadedoi.blogspot.com">Diário de um PM</a>, a verdadeira fonte desse texto.</center></p>                  ]]></content:encoded>
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