Não sou crítico de cinema mas posso perfeitamente tecer comentários sobre filmes (todo nós podemos), seja elogiando ou falando mal. Ontem fui ao cinema assistir o Salve Geral, cujo lançamento havia anunciado anteriormente. Decepção! Essa é a palavra ideal para descrever o que senti após a exibição do longa.
Em nenhum momento empolgou, nem mesmo nas cenas de maior violência ou quando a enxuta Andréa Beltrão aparece em uma cena de sexo (antecipo que sua personagem se torna “lanchinho de detento”), mas nada apelativo. Pelo menos isso. Aliás, que fique claro que não gostei da maneira como esse fato histórico foi retratado, o que não significa que eu não possa elogiar a atuação da atriz que se mostrou impecável e demonstra como é versátil ao interpretar algo tão diferente da cômica Marilda, da Grande Família.
Fiquei decepcionado. O filme foi até mais caro do que Tropa de Elite, porém ele só confirma que o importante é ter uma boa história e principalmente saber contá-la. Nesse caso boas histórias não faltaram, só não conseguiram transpô-las para a telona de uma maneira satisfatória.
Andréa Beltrão, essa merece um salve.
Ao saber que Salve Geral foi indicado para o Oscar chego a conclusão de que o cinema nacional está fraco como nunca ou então existe um forte lobbie em prol desse filme. Pergunto: se Salve Geral conseguiu a indicação, por que Tropa de Elite deixou de ir no lugar de O ano em que meus pais saíram de férias?
Salve Geral não vale a ida ao cinema, muito menos ao Oscar.
Foto retirada daqui.
Atualização – 07/10 (Update para os geeks):
Parece que minha opinião não é isolada, o blogue Resenha em 6 – que escreve “resenhas de filmes, CDs, DVDs, livros, shows, botecos, restaurantes e programas de TV: sem enrolação e em seis linhas ou menos” – escreveu algo semelhante, só que de maneira mais resumida (óbvio). Olha só.








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“Se Salve Geral conseguiu a indicação, por que Tropa de Elite deixou de ir no lugar de O ano em que meus pais saíram de férias?”
-> No Brasil o criminoso é tratado como vítima da sociedade e o filme Tropa de Elite diz o que é uma verdade inaceitável por aqui: Criminoso é criminoso, não importa se mora na favela ou se mora no Leblon. Basta observar que à época muito se falava da violência da polícia contra os bandidos, mas não havia NENHUMA maldita voz que perguntasse: Mas e o bandido baiano, ele não era, de fato um bandido e que deveria estar preso ao invés de solto? Ele não foi truculento ao colocar uma pessoa nos pneus e jogar fogo? Perguntas que não foram feitas e ai daquele que fizesse.
OK. Mas o que seria uma história bem contada? Pouco importa se o filme vai ao Oscar ou não, pois este é um prêmio meramente comercial que premia as produções que se adequam ao padrão hollywood. Entendo que a força de um filme, num país que necessita de referências como o Brasil, é medida pelo impacto que causa na população em geral. E Essa meus amigos, nenhum filme brasileiro teve tanto impacto midiático quanto Tropa de Elite. A verdade é que “endeusaram” Capitão Nascimento, fato que o filme “Salve Geral” não chegará nem perto. Fica a pergunta: Se alguns aspectos estão presentes igualmente nos dois filmes (corrupção policial, politicagem nas questões de segurança pública e execuções arbitrárias tanto de bandidos quanto de policiais), o que faltou para a história? O policial herói, o bandido morto no final pelo mocinho, um espetáculo de mortes e assassinatos dos criminosos?
Apenas dúvidas.
Meu grande amigo e companheiro de turma “12″,
Mostrar uma ficção onde a polícia é estrela central do filme neste país politicamente incorreto é digno de um “título insignificante de melhor filme nacional”, e não sou eu quem digo, mas os críticos do cinema brasileiro. O problema é que a ditadura agora usa terno e gravata e vive a Lei do revanchismo. Moral da história, o importante é não fazer nada pelo “futuro da nação” (as crianças) e dessa forma ao sairem desta fase se tornaram um “problema social”, com essa rica matéria-prima vivenciaram cada vez mais histórias que serão contadas como meras ficções e ai sim podemos concluir com o melhor discurso já empregado até hoje neste país democrático que vivemos: “Esta é mais uma vítima da sociedade”.
SUGESTÃO DE ROTEIRO:
Quem sabe, no Tropa de Elite 2, o Capitão Nascimento “logre êxito” em prender, de uma vez por todas, esse criminoso implacável chamado “Sociedade” que tem essa capacidade destrutível de fazer o mal com essa poderosa arma atualizada a cada eleição chamado POLÍTICO e suas ações políticas.
Forte abraço
98
O tropa 2 tem que ser na ocupação da policia durante a copa de 2016…
Sem querer tecer comentários de ordem política e social, vou me ater ao filme: ENTEDIANTE!
Foi isso que achei…
Depois de ler alguns livros-reportagem sobre o PCC, CV e Polícias, confesso que esperava muito mais do filme. Concordo com o post. Histórias melhores pra contar tinha…
Como eu não sou da Academia, não me atravo a dizer se merece Oscar. Mas falando como expectadora, jamais pagaria entrada novamente para vê-lo no cinema, tampouco pegaria em uma locadora, menos ainda compraria um piratão desse filme. Enfim, não assistiria várias vezes como fiz com Tropa de Elite!
@Taís Nem de longe foi o mesmo entusiasmo com que assistimos Tropa de Elite. Você encontrou a palavra que eu não conseguia lembrar. Entediante! O próximo deve ser melhor. Até mais DPC!
É uma pena que um filme sobre os bandidos teve tanto apoio financeiro e o filme sobre os Herois da ROTA não contou com apoio de ninguem até porque esses ataques teve motivação politica da oposição dos chavista brasileiros. Realmente é uma pena VIVA OS HEROIS DA ROTA!!!
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