Estava trabalhando e não pude acompanhar de perto a última assembleia realizada no dia 10 de setembro pelos praças da PMRN, então só restou me informar através da imprensa. Pelo que entendi – e como já era esperado – o Governo não se sensibilizou às reivindicações da categoria, na verdade o silêncio deixa a impressão de que os apelos foram simplesmente ignorados.
Para entender a peleja, um breve histórico.
Dia 01 de agosto – Assembleia geral definindo os principais anseios dos policiais, foram eles:
- Elaboração de um Código de Ética;
- Reformulação do Estatuto da Polícia Militar;
- Cumprimento da Lei 273/04 (sancionada pela própria Governadora) que visa regulamentar os salários dos policiais.
Foi dado ao Governo um prazo de 20 dias para realizar um estudo de impacto na folha de pagamento e elaborar uma comissão para analisar a viabilidade dessas exigências. No entanto, após esse período foi solicitado mais 20 dias para conclusão desse estudo. Enquanto isso, as associações se voltaram para ações sociais visando chamar a atenção da opinião pública, na tentativa de expor à sociedade que a categoria não desejava a paralisação e somente faria em último caso. Assim, seguiu-se um cronograma de movimentos com destaque para arrecadação de alimentos e doação de sangue por parte dos policiais.
Aparentemente nada disso surtiu efeito e agora os praças da polícia e bombeiro militares do Rio Grande do Norte resolveram partir para a segunda etapa do movimento. Uma fase mais radical e que parece ser inevitável: a paralisação.
Foi deliberado que no dia 22 deste mês uma paralisação de advertência, denominado “Dia da Segurança Pública“. Ou seja, quem estiver de serviço não se apresentará para o trabalho. O que deve causar um grande impacto nos batalhões e na sociedade caso a adesão a esse movimento seja tão grande quanto foi a participação na assembleia. Até lá, alguns policiais distribuirão panfletos nas principais ruas da capital explicando o porque dessas medidas.
Aguardemos o desenrolar dessa história.
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Os caras só vão encarar a segurança pública como prioridade e como coisa séria quando a coisa sair completamente do controle e for tarde demais. Valorizar o policial e garantir as mínimas condições de trabalho e um salário digno é o ponto de partida para qualquer política séria na área.