Frequentemente vemos na mídia crimes abomináves que demonstram como certos criminosos não possuem apreço algum pela vida. Já não bastar roubar! A subtração dos bens de outras pessoas – que muitos tentam justificar explicar como único modo de sobrevivência, desigualdade social ou qualquer outra balela que ouvimos (até mesmo para sustentar o vício em drogas, como se nascessem dependentes) – parece ser insuficiente para saciar a sede por violência desses transgressores. Nos dias de hoje, mesmo colaborando com o ladrão e sem esboçar qualquer reação é bem possível que você seja vítima de um mal maior e irreversível.
Quem não lembra do caso da garota que morreu por solicitar a devolução de uma bíblia e seu crachá funcional? Recentemente mais dois casos contribuíram para reforçar o que estou tentando dizer: um cobrador foi executado durante roubo no ônibus em que trabalhava, sem realizar movimentos bruscos que dessem margem para uma interpretação agressiva do bandido. O que pensar do vídeo abaixo que mostra uma jovem funcionária sendo assassinada sem qualquer motivo aparente? Evidente apenas o sádico desejo em matar.
Diante de tamanhas demonstrações de violência desmedida não é de se estranhar que muitos cidadãos pacíficos (e até mesmo cristãos) comemorem quando o agressor é quem tem seu destino selado. Além disso – com base nesses exemplos – muitos podem imaginar que não mais seja prudente continuar passivo às investidas criminosas, como sempre nos advertem no final de reportagens em que a vítima alcança um desfecho mais feliz. “Especialistas em segurança orientam para que não reajam”. As pessoas podem pensar: “já que posso ser morto ainda que não reaja então o melhor é tentar me defender”.
Por isso, julgo importante elencar algumas dicas que podem ajudar em um momento de perigo. Lembro a todos que não sou um “especialista em segurança” e o que direi em seguida são práticas que utilizo baseado em minha experiência diária e conselhos de outros policiais. Portanto, cabe a cada um julgar se é prudente ou não adotar essas orientações.
O ideal é não ser pego nunca (óbvio!), porém muitas vezes facilitamos o “trabalho” do ladrão.
1. A primeira regra de sobrevivência urbana é avaliar bem os locais que se visita. Antes de me tornar um policial costumava frequentar lugares que hoje em dia só retornarei se estiver em serviço. Assim, analise bem se para onde você pretende ir é um local tido como “seguro”. Caso não seja e sua presença for indispensável evite ir sozinho.
2. Essa vai principalmente para quem possui uma boa renda e gosta de ostentar os louros de uma vida abastarda ou que tenha sido ameaçado. Fuja da rotina! Quando estiver indo de casa para o trabalho ou faculdade (e vice-versa) procure variar sua rota, escolhendo caminhos diversos – ainda que mais longos. Carros de luxo são muito visados por ladrões e eles costumam seguir suas vítimas durante um bom tempo até o momento oportuno de emboscá-las, desse modo sempre que suspeitar que está sendo seguido por outro veículo ou até mesmo de pessoas em sua calçada procure se deslocar para avenidas movimentadas ou entrar em estabelecimentos comerciais. No meu caso, que possuo uma simples motocicleta Honda Biz, toda vez que estou chegando próximo à minha residência venho analisando desde o início da rua qualquer indício de que possa sofrer um ataque. Na dúvida, sigo para outro destino até a situação melhorar ou em uma adversidade gritante peço apoio aos colegas de farda (190).
3. Nem sempre os ambientes movimentados são os mais seguros, por isso não devemos menosprezar os pontos com grande concentração de pessoas e relaxar na atenção. Como já disse, é bom que não seja você o alvo dos bandidos mas caso seja abordado é essencial que não tenha sido pego de surpresa. Normalmente os malfeitores escolhem vítimas que ofereçam a menor possibilidade de reação, no geral são mulheres ou idosos e é comum que no momento da ação as vítimas estejam distraídas (falando ao telefone ou observando uma vitrine, por exemplo). Assim, estar alerta ao que acontece em sua volta, desconfiar de pessoas (ou atitudes) suspeitas e encará-las pode intimidar um suposto agressor a investir contra você. Quem é policial sabe do que estou falando, já que dificilmente se consegue “desligar as antenas”.
4. Você foi abordado. O principal é se manter calmo (acreditem, eu sei o quanto é difícil). Nesse caso não sou categórico em afirmar para não reagir, sou contra essa “doutrina do cordeirinho”. No entanto, é preciso estar ciente de toda a situação e avaliar se realmente vale a pena entrar em um conflito. O bem a ser perdido compensa um trauma maior? Decidindo pela resistência, quais as chances de lograr êxito? É bom que escolha o momento ideal para contra-atacar, pois um erro pode ser fatal.
5. Essa última dica na verdade visa minimizar prejuízos. Com toda a facilidade que temos de pagamentos online, cartões de créditos e débitos, por que transitar com grande quantias em dinheiro? Isso é muito comum em agências bancárias tanto que a famosa “saidinha de banco” é um crime amplamente praticado nos grandes centros urbanos. Será coincidência que a maioria das pessoas que sofrem esse tipo de roubo são justamente aquelas que possuíam consideráveis valores em mãos?
E você, tem alguma dica? Posta aí!












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Eu tenho uma dica: Eu tenho duas contas no banco. Uma por onde recebo e o cartão fica na minha meso do trabalho ou em casa. Raramente saio de casa com ele. No máximo transporto do trabalho para casa. E tenho uma conta poupança, cujo cartão ando por ai. Procuro, claro, acompanhar o meu salto neste cartão e procuro planejar meus gastos nele. Assim, na sexta feira coloco ali R$ 150,00 / R$ 200,00 e gasto no fim de semana e quando precisar coloco mais crédito ali. Se for passar por um sequestro relampago, no máximo vão levar R$ 200,00 e não todo o meu dinheiro que estão na outra conta.
Outra coisa, procuro ter um cartão de crédito também, já que o uso dele só pode ser feito mediante assinatura. Assim, dificilmente alguém irá me pegar na rua e me forçar a comprar no mercado sem se expor. Roubado o cartão, eu cancelo. Se foi usado não pago porque a assinatura não é minha. E também aproveito para economizar já que não pago por nenhuma taxa de seguro.
Voltando ao tema, acho que a população esta largada ao léu. E isto é um problema muito sério pois acaba criando justiçamento como por exemplo, um caso aqui no RJ, que não sei se você tomou conhecimento. Um cidadão viu um assalto e quando os marginais subiram na moto ele foi atrás e atropelou e matou os dois assaltantes. Em um país sério isto chocaria o cidadão, no Brasil eu vi muitos (inclusive eu) aplaudindo a situação e se propondo a ajudar o cara a consertar o carro. Em breve acabaremos em um país onde a lei deixará de valer e qualquer cidadão será um fará o papel de juiz, juri e carrasco.
A polícia é a Democracia de fardas. Onde a lei for desrespeitada ela deve estar lá para que seja cumprida a força. Mas temos visto na TV coisas que nos chocam e nos fazem desacreditar na polícia. Todas as semanas policiais sendo presos por corrupção, associação com o tráfico e coisas do genero. Se por um lado mostra que a polícia também esta sujeita a lei, por outro lado nos mostra uma quantidade muito grande de policiais corruptos. E isto leva descrédito a instituição.
Nossas leis também não ajudam. A polícia prende um marginal de 14 anos com uma pistola e depois ele é solto por ser menor de idade, como se aos 17 anos ele não tivesse a menor idéia que matar é errado. Garanto que com uns 15 anos a maioria destes marginais sabem não só que é errado como também sabem de leis que os protege. Ou seja, sabem seus direitos mas não querem nem saber o que são deveres. Ai fica complicado a polícia fazer o trabalho dela. É querer enxugar gelo. Ou então Um vagabundo é preso e não importa o que faça, 30 anos depois ele esta solto. Mas ai vem um porrolhão de benefícios que faz com que seja solto as vezes com menos da metade do tempo. Ou seja, um assalto e uma chacina passam a ter o mesmo peso naquilo que se justiça.
No fim das contas, vejo que a culpa é, de fato, do cidadão. TODOS os políticos que ai estão são eleitos pelo povo, são o reflexo do povo. E se eles são o reflexo do povo, bem, sabemos então como o povo é olhando para eles.
Ficar ligado é a questão.
Sou cismado? Apenas precavido, minha .40 está sempre na agulha e os carregadores doidos para cuspirem suas 36 munições!
Excelente post… concordo em tudo!
E ótimo comentário do companheiro acima!
Coisa de mulher…
Vivo fazendo, mas sei que é errado: Deixar pra procurar a chave do carro quando já estou na rua (bolsa de mulher está sempre lotada), e chegar nos lugares e terminar de maquear no carro. É só o que a bandidagem quer!
Uma boa dica para todos nós: Tirar xerox de todos os documentos presentes em nossa carteira, em uma folha mesmo (um do lado do outro), colocando frente e verso se necessário.
O porquê é simples: Caso perca, seja furtado ou roubado, você terá uma noção de todos os documentos que se faziam presentes na sua ‘finada’ carteira ou bolsa, tornando assim mais prático a ligação para os 0800 dos cartões e sei lá o que danado você guardava ali. Sem falar no registro do BO que será o mais completo possível!
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Outro ponto importante: Lote sua carteira, com números de telefones celulares seus, visto que caso alguém a ache por ai SEM O DINHEIRO, é claro, você poderá ter o alívio de ter seus documentos novamente e quem sabe, caso não preste sua carteira e bolsa, estes também! haha
É por essa e outras que eu prefiro sair em “bandos”
Acredito que sua dica número 4 deva ser revista. Não raro em situações de abordagem, o assaltante estará agindo sozinho. Na maioria das vezes há um ou mais elementos dando cobertura, geralmente fora do seu campo de visão.
A reação a uma abordagem deve ser feita com sabedoria e em último caso, ainda assim, dependendo da abordagem. Seguindo a filosofia do “mato ou morro”, é válido, porém deve-se lembrar que o elemento que pratica a abordagem dispõe de uma vantagem infinitamente superior à vítima.
Quanto às outras dicas, concordo com todas e deixo ainda mais uma. Sei que vou ser duramente criticado por dizer isso mas, quando estiver trafegando com seu veículo à noite ou em locais de risco, não use o cinto de segurança.
Em caso de acidente, a chance de morrer por não estar usando o cinto de segurança é menor do que a chance de morrer ao levar a mão entre os bancos no movimento de desatar o cinto. E quanto a multas, não espere GMs em locais de risco ou à noite e em blitzes policiais, você não será multado por estar sem o cinto.
Caso esteja usando o cinto durante uma abordagem, seja por esquecimento ou por achar que estava mais seguro assim, procure tirá-lo o mais breve possível dando ciência ao elemento do que está sendo feito. Lembre-se que assaltantes estão com pressa.
O mesmo é válido para cadeirinhas de bebê. A segurança que elas proporcionam é muito boa em Genebra ou Viena, não aqui no RJ ou em outras capitais. Leve seu bebê em um moisés no chão à frente do banco dianteiro e não dispense adesivos “bebê à bordo” no seu carro, assaltantes costumam “aliviar” carros com criança.
Sobre carros, prefira os modelos pequenos de duas portas. Ainda que raros no nosso mercado, os modelos de duas portas são menos visados por assaltantes que querem fazer “bondes”. Eu já escapei duas vezes de assaltos certos por estar dirigindo um carro de duas portas, apesar de ser zero km e relativamente possante e equipado.
Sobre insul-film, pelo amor de Deus, resista à falsa segurança dos films que não permitem que o interior do carro seja visto. Assim como teoricamente o ladrão não sabe quem e quantos estão dentro do carro, os policiais também não saberão e, se fosse policial, eu não pensaria duas vezes em abordar um veículo “filmado” com a arma apontada para o mesmo, lembrem do caso da menina dirigindo um Celta filmadão que desobedeceu a ordem de parar dada por PMs há 1 ano atrás ou do caso da mãe que teve seu carro confundido com o carro usado por assaltantes, tudo graças ao insul-film. Ninguém iria atirar no Celta se visse uma menina sozinha dentro ou no Palio Weekend se visse uma mãe e suas crianças dentro.
E mais, se você sofrer um sequestro em um estacionamento, reze para não ser morto pelos bandidos ou morto em uma troca de tiros com a polícia, pois os policiais não vão ter como saber quem lá dentro não está atirando.
Lembre-se que o policial é um ser humano como você e, por instinto, você e ele vão preferir matar a morrer.
@Marcelo Silva Leia novamente minhas considerações na dica 4. “No entanto, é preciso estar ciente de toda a situação e avaliar se realmente vale a pena entrar em um conflito. O bem a ser perdido compensa um trauma maior? Decidindo pela resistência, quais as chances de lograr êxito?”
Não estou dizendo que deva reagir ou se submeter ao agressor. Cada caso é único e por isso mesmo somente quem estiver passando por tal situação que poderá analisar o que fazer. Na imprensa vemos notícias com diversos desfechos: vítima reagindo e escapando; sobrevinvendo sem reagir; morrendo reagindo ou, como nos exemplos do texto, sem esboçar qualquer reação.
Não conhecia o blog mas agora serei leitor. Parabéns pelas dicas e pela conversa com a sociedade.
“Lembre-se que o policial é um ser humano como você e, por instinto, você e ele vão preferir matar a morrer.”
Limite-se a falar sobre o que sabe. Não faça comparações com a sua maldita categoria com o resto das pessoas. E quanto a falar o que sabe, que não seja sobre segurança. Policial algum nesse maldito país sabe de fato o que é isso.
Sou PM aqui em Minas Gerais e estas dicas são validas para qualquer lugar e região do Brasil,uma vez que não existe mais cidade tranquila ou calma que a violência urbana não teha chegado e se instalado. Só uma curiosidade, se pessoas comuns estão sujeitos a violência urbana, imagine uma situação de um policial seja ele militar ou civil, pego em um sequestro relâmpago ou em um assalto, e agora imagine um cidadão comum, qual deles terá mais chance de morrer, quando o vagabundo descobrir que aquele cara é policial, com certeza ele vai matá-lo sem pensar duas vezes, nós policiais estamosa mercê do Estado, estamos ainda mais vulnerável à violência urbana do que o cidadão comum, somos vítimas de um goveno hipocrita, que fecha os olhos para a questão da violência, para questão salarial e muito mais coisas que aqui não vou citar..
Parabéns pelas dicas e de sempre nos alertar sobre os acontecimentos.
Flávio parabêns pelo blog,não sei qual é sua graduação militar mas vc está sendo anos luz mais competente dos que as clássicas “dicas básicas”dos sites se segurança pública,divulgando assuntos polêmicos e tembém uma tentativa de oferecer alguma estratégia ao cidadão comum que não tem como comprar carros blindados e andar com escolta armada.
Já presenciei no decorrer dos anos na minha vida aqui no sul do país, PMs dando tapa na cara de mulher de idade,dando com o cassetete nas costas em “suspeito” que estava totalmente dominado para em minutos depois liberá-los… gritando:”vaza vagabundo”,viatura na madrugada mechendo com adolescentes que estavam na porta de boates e o carálho a quatro,mas também já sofri assalto e levei coranhada e uma pistola cromada na minha boca apenas para 2 bandidos “manos” levarem minha jaqueta e 30 reais.Aqui temos medo da polícia e dos bandidos,o problema que medo não quer dizer respeito …
Vou acompanhar sempre seu Blog e deixo 2 dicas se vc me permitir de dois livros que eu li e achei muito importantes:
-Defenda Se: um Manual de Sobrevivencia Ao Crime Urbano
Strong, Sanford
Sinopse
Defenda-se mostra a você como tomar decisões difíceis sobre a sua sobrevivência. A Chave para você sobreviver a um crime começa com uma preparação mental. Isto significa que qualquer pessoa, sob quaisquer condições, precisa saber o que fazer se um dia se envolver em uma situaão de violência.
e
Manual de Sobrevivência Urbana
Chris McNab Joanna Rabiger
No Manual de Sobrevivência Urbana encontra os princípios essenciais para a segurança em casa, na rua e em viagem, no dia-a-dia e em situações menos comuns, como no caso de ataques terroristas, durante desastres naturais ou motins. Encontrará, ainda, capítulos dedicados à defesa pessoal, administração de primeiros socorros, sobrevivência em caso de catástrofes naturais e como evitar tornar-se alvo de malfeitores.
Saiba que vc é uma pessoa abençoada e lhe desejo tudo de bom.
Fique com Deus.
Quero deixar mais uma dica também de um livro escrito por dois policiais civis,esse livro vai te deixar mais esperto e treinar a sua inteligência cidadão de bem.
-Contos do Vigário: Vacine-se Contra Eles
Autores: WAGNER TOMAS BARBA & JORGE RODRIGUES SILVA
Descrição: Cuidado com aquela pessoa toda cheia de boa vontade que quer ajudar no uso do caixa eletrônico do banco! Será que vale a pena comprar aquela quota já comtemplada de consórcio? E aquela jóia que tanto reluz… será mesmo de ouro? Aquele sorteio de “apetitosos” prêmios oferecidos pela loja… acontecerá mesmo? Serão entregues as mercadorias exibidas, apalpadas e aprovadas naquela reunião na casa de sua melhor amiga? Cuidado, cuidado… Você pode estar sendo vítima de mais um conto do vigário. Existem velhas modalidades, existem outras novas, algumas novíssimas… Este é o mais completo livro já escrito sobre o assunto. Nele, você encontrará dezenas de modalidades de contos do vigário, antigos e atuais. Os autores explicam a origem da expressão, a forma como agem os vigaristas isoladamente, em duplas e, às vezes, até em grupos, e mostram que, em numerosos casos, há conivência, mais ou menos explícita, das vítimas. Leia este livro. É um ótimo investimento para proteger seu patrimônio e até impedir que você seja vítima de amargas (e merecidas) gozações por parte de seus familiares e colegas por ter “caído” num conto do vigário.
Editora: WVC
Wow. http://www.diariodeumpm.net is killeer.