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Imprensa x Polícia

by Flávio Henrique on 23/04/2009

Não é novidade que a polícia sempre por vezes é massacrada pela imprensa, principalmente os agentes que lidam diariamente com as mazelas sociais. Muito do que se divulga é lamentável, contudo credito à imprensa sensacionalista a responsabilidade sobre tantas injustiças. A mídia inúmeras vezes condena as pessoas, manipula acontecimentos e faz muito estardalhaço em assuntos que não merecem tanto destaque enquanto outros de maior importância social são ignorados.

O pior é que ela faz isso escondida em palavras, melhor dizendo, “meias verdades”. Quem acompanha as páginas policiais percebe que as matérias nunca acusam diretamente o indivíduo. Sempre são “supostos” ou “de acordo com” para se esquivar da responsabilidade de suas produções. Acontece que mesmo com a ressalva dessas suposições o estrago contra a moral do sujeito citado é irreversível assim como irreparável. Por mais que se publiquem retratações o dano causado jamais será revertido, ou seja, uma vida foi mudada drasticamente. O Victor Fonseca do Blitz Policial publica com frequência análises críticas e sensatas sobre situações do tipo.

Policial ou não, caso tenha se sentido prejudicado por alguma publicação não hesite em acionar a Justiça. Lembro quando era somente um estudante de Jornalismo e um amigo policial teve seu orkut publicado nas páginas de um jornal com o intuito de denegri-lo, ele sequer foi procurado para explicar o conteúdo de seu perfil. Aconselhei-o a procurar seus direitos e assim ele o fez. Quando essa história for concluída eu publico seu desfecho (se assim o envolvido concordar). Por enquanto mostro apenas uma matéria em que uma decisão judicial foi favorável ao policial. No entanto, o que chama atenção no texto é que dessa vez os nomes dos envolvidos não foram publicados.

Policial receberá indenização por ter sido ironizado em rádio potiguar

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1 Tati Calixto 23 April, 2009 at 6:15 PM

O Jornalismo sensacionalista – a imprensa marrom – realmente é um perigo! Agora acusar diretamente alguém não é papel da imprensa, diga-se de passagem.
“Matérias nunca acusam diretamente o indivíduo” porque não é para isso que elas são feitas. Elas são feitas para informar e provocar reflexão.
Para acusar, existem os promotores e para julgar, o juiz. O ‘acusado’ e o ‘supostamente envolvido’ existem, por sua vez, porque processos judiciais não terminam do dia para noite.
A etimologia de mídia tem relação com meio. Estar no meio, mediar. Expor os lados. Existem erros na imprensa, obviamente. Assim como existem na Polícia. Creio que a colaboração de ambos os lados seria extremamente positiva para a população. Ausência de sensacionalismo na imprensa e transparência e boa vontade (digo com a imprensa) da Polícia.
Abs

2 Flávio Henrique 23 April, 2009 at 10:03 PM

O Alexandre alertou para um equívoco cometido por mim que ironicamente critico de maneira veemente: o da generalização. Assumo o erro e peço desculpa por não separar o joio do trigo. Falha já corrigida.

Quanto à minha ressalva sobre as acusações vistas nos jornais, minha intenção foi de questionar a atitude desses jornalistas. Sei das atribuições da imprensa, assim como da Justiça, mas não vamos ser ingênuos em acreditar que a imprensa na maioria dos casos faz seu trabalho de maneira isenta. É claro que ela por diversas vezes acusa, julga, condena e outras tantas ocasiões o faz de maneira precipitada. E é a isso que estava me referindo. Posso não ter feito me entender corretamente – mea-culpa – mas o que quis alertar é para que exista essa cautela por parte da mídia em noticiar fatos, principalmente os que são de natureza policial. Isso vale tanto para acusados civis quantos os policiais. No caso desses últimos é quase certa a execração pública instigada pelos jornais. Esse cuidado também deve ser tomado pelos agentes de segurança, que muitas vezes mostram detidos como troféus para a imprensa. Repare na matéria que linkei, algumas vezes a imprensa sabe ser bem comedida em expor os envolvidos de um fato.

No mais, concordo que existe uma desconfiança de ambos os lados, bem como a falta de colaboração.

3 Tati Calixto 24 April, 2009 at 3:44 PM

Oi, Flávio.
Sei que existem casos para denegrir tanto a imagem da imprensa quanto da Polícia. Entendo perfeitamente a dificuldade de ambos os lados. Às vezes acho que as duas instituições sofrem com – o termo me ocorreu agora, nem pensei muito sobre ele- “síndrome dos salvadores da pátria”. Os policias que estão na rua, estão lá para salvar todo a população da violência. Os jornalistas que estão na rua, estão lá para resolver qualquer injustiça que esteja acontecendo. E isso acaba causando críticas extremamente acaloradas para ambos os lados.
“Mas não vamos ser ingênuos”, usando uma expressão sua. O jornalista trabalha para um veículo, que tem seus interesses, e o salário dele no fim do mês depende deste trabalho. Fora isso, a imparcialidade, pura, é bem difícil de existir, concordo com vc. Mesmo porque, a consciência do repórter é o primeiro filtro, de muitos. Por mais que vc escrevesse da forma mais imparcial possível, acho que uma matéria sua sobre a Polícia, tenderia para defendesa da Polícia, mesmo porque vc a conhece bem ;)
A ingenuidade sobre a ausência de interesses acho que também se aplica à Policia, que tem seus interesses e ao policial que precisa do salário para sustentar a família.
Também concordo plenamente com a desconfiança de ambos os lados. A polícia não confia no repórter quando ele pede a resposta e mais informações sobre, por exemplo, uma operação aparentemente atabalhoada. Prefere responder à imprensa com uma nota fria “A instituição abriu procedimento interno para apurar os acontecimentos”. E aí parece claro porque no outro dia o espaço da acusação será maior que o da defesa da polícia.
Mas o repórter também exagera em mostrar, por meio de um show, apenas os erros da polícia, em algumas edições bem mal intencionadas.
Mas acho que isto está começando a mudar!! Espero, sinceramente, que mude!

Abs

4 A Arte de Vender 25 April, 2009 at 10:06 PM

Sendo curto e grosso.

A policia em sua maioria(sinceramente, não acredito mais que seja a minoria) acaba sempre abusando do poder ou sendo corrupta. Acredito que muitos não sejam, mas simplesmente fazem vistas grossa de seus colegas corruptos para não terem mais problemas que já tem.

E a impressa é a única defesa que um cidadão tem para se defender de policiais corruptos. Claro que muitas vezes os reporteres exageram, mas pior seria se eles fizessem de menos.

Ps. : Estou gostando de ler seu blog, continue assim…

5 ESPIÃO DA CORTE 3 May, 2009 at 12:00 PM

A imprensa no Brasil perdeu a sua originalidade, pois, como a maioria das emissoras de televisão e jornais são de domínio privado, pertencendo pois a classe dominante desse país, usam o poder da mídia para defender muitos mais os interesses de seus proprietários e da classe política.
Nesse trabalho sujo, sob o pretexto de divulgar a informação,. aproveitam-se da imagem alheia, do sangue derramado na periferia e do discurso da desgraça e da lamentação; em meio a isso, sem que as pessoas percebam, difundem aquilo que interessa aos seus donos.
Não se enganem; a imprensa precisa ser investigada em muitos casos. Agora, quem vai investigar a imprensa.
A não ser que, numa briga de cachorro grande, a GLOBO e a RECORD, acabem divulgando certos assuntos, para prejudicar se prejudicarem reciprocamente.
Defendo, sem nenhum dúvida, que a violência aumentou nas cidades depois do aparecimento desses programas policiais, principalmente na televisão, os quais estão ajudando o crime a se disseminar no país.
Qual o louco que deseja ver um cadáver durante a refeição, ver um assaltante, pessoas esquartejadas na telinha da tv?
Defendo a volta da boa censura nesses casos; programas assim somente depois de meia noite e olhe lá!

6 ESPIÃO DA CORTE 3 May, 2009 at 12:06 PM

Falo dos programas policiais no rádio e na televisão.

7 Sérgio Cerqueira Borges 6 May, 2009 at 4:08 AM

Vejam este vídeo:
“200 anos PMERJ ”Jardim da Saudade em dias de policiais”

http://www.youtube.com/watch?v=nkYxEAncr5w

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