Em meio a chuviscos e interferências no sinal de transmissão na tevê da delegacia em que estava de serviço, assisti ao primeiro capítulo do novo seriado global Força Tarefa. Confesso que não dei a devida atenção ao programa, pois estava trabalhando. Mesmo assim, pude tirar algumas impressões e – movido pela desconfiança – observei com um olhar crítico, quase ácido. Esse deve ser o motivo de minha decepção, criei expectativas que não foram correspondidas.

O seriado como entretenimento é bom, não deixa a desejar se comparado a outros do estilo – e a julgar pelo que aparece na Record ele é excelente. Por ser uma produção global, imaginei que fosse mais fiel à realidade, no entanto faltou aos atores o jeito meganha de ser, também estranhei a ausência de palavrões (vocabulário comum em produções do tipo e no meio policial). Posso estar procurando pêlo pelo em ovo, mas percebi uma abordagem sutil sobre a presença feminina na polícia: o preconceito contra a Sargento Selma (Hermila Guedes), com piadinhas do colega questionando sua preferência sexual. Problema que percebo com mais intensidade vindo do mundo civil do que dentro dos batalhões.
A maior frustração foi a história escolhida para inaugurar a série. Pareceu aloprada a trama de um capitão da PM planejar o roubo de cinco milhões de reais e forjar a própria morte para esconder seu crime. Não que eu ainda duvide de qualquer coisa que possa acontecer na polícia. Apenas pensei que fossem abordar temas mais próximos da realidade vista nos jornais. Algo relacionado aos grupos de extermínios, milícias, tráfico de drogas, jogo do bicho… Enfim, é cedo para condenar o programa e por isso mesmo vou encerrar minhas críticas por aqui. Até porque o Abordagem Policial se saiu bem melhor na avaliação – e bem mais observador*.
* O Danillo Ferreira percebeu até erro de continuidade.








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Pois é, Flávio. Outra coisa que percebi, mas esqueci de comentar no post, foi a confraternização entre os policiais, onde um coronel tratava abertamente com a sargento e o tenente, e demais policiais. Quem conhece o sistema hierárquico das PM’s desconfia daquela harmonia toda…
Poxa, esqueci do episódio e acabei dormindo. Não sei em que contexto foi essa cena que o Danillo falou aí em cima, mas tem uma frase recorrente por aqui que diz que “na sacanagem não há hierarquia”.
Esqueci de falar o que mais gostei do programa: a abertura. Começando pela trilha sonora dos Titãs que dispensa comentários, com mudanças de cenas bastante dinâmicas e impactantes.
Ela realmente é empolgante.
Também não gostei. Mesmo não sendo policial ficou fácil captar a artificialidade do seriado. Para dar um ar mais crível na trama seria ótimo a adoção de um costume americano: o consultor.
Também não consegui acompanhar a estréia (recuso-me a assassinar a pontuação… rs)… vi apenas algumas cenas e não me considero apta a construir uma crítica definitiva, mas confesso que esperava mais (algo que me fizesse negligenciar por alguns minutos o trabalho… rs).
Estou aguardando as cenas do próximo capítulo, ou melhor, episódio…
P.S. Off-toppic: ô, sumido, por onde andas?
Caro Companheiro…
Eu esperava tbm que no episodio de estreia fosse abordado algum tema atual. Vamos ver nos proximos….
Sinceramente, achei péssimo, historia fraca e meio fantasiosa demais, claro que os pepas do Brasil conseguem fazer aquilo, mais tinha tantos outros assunstos, rescentes e impactantes para abordar!
não acredito que rede globo, mantenha o seriado nesta mansuetude, que não e a realidade do mundo policilal, parte do público a que se destina, se dispersaria.
Eu ainda não assisti a série, até mesmo porque dou preferências para outros seriados “internacionais”. Seria desvalorizar o produto interno que temos? Pelo contrário, quero ver algo que realmente valha a pena, que, embora seja fictício, consiga espelhar com veemência, a realidade vivida pelos policiais deste país. E pelos bandidos também.
Mas não creio que a Globo fára muito mais coisa ou que deixarão as cenas com um vocabulário mais forte. De fato, eles tentam retratar a “realidade” da polícia no país. Pena que isto fica restrito ao olhar sensacionalista de quem escreve o programa.
Sinceramente. Não sei que alguém, algum dia, será capaz de fazer um seriado policial que seja capaz de agradar aos polícia e a sociedade. o 9mm da fox me dá tontura.
concordo contigo. aonde assino???
Seriado totalmente “americanizado”!! Nada a ver com a realidade da pm dos estados brasileiros. Policiais a paisana agindo na rua como se fossem os “tiras” que vemos em filmes de hollywood. Ridículo! Gerei a maior espectativa quanto ao programa e me decepcionei.
A realidade da policia no brasil esta mesmo em titulos como Tropa de Elite e Cidade de Deus. Quem é PM Sabe disso!
rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrssssssssssssss
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