Antes de ingressar na PM tinha uma visão limitada e extremamente influenciada sobre as ações policiais que ganham destaque na mídia. Por isso, considero perfeitamente compreensível ouvir da população comentários precipitados sobre determinadas ocorrências, ainda que não concorde com o que dizem. Hoje em dia é moda falar mal da polícia e raras são as reportagens isentas que façam o que realmente se propõem a fazer: divulgar um fato sem acrescentar juízo de valor (na maioria das vezes, em detrimento do policial).
Depois que conheci o trabalho policial pude perceber que muito do que considerava agressão ou abuso de autoridade na verdade eram medidas baseadas em técnicas e doutrinas aprovadas inclusive pelos órgãos dos Direitos Humanos, como por exemplo o “Uso Progressivo da Força” ou “Uso de Força Moderada”. Essas técnicas, entre outras coisas, ensinam ao agente de segurança o que fazer para cessar uma injusta agressão contra um inocente ou a si mesmo, todas com amparo legal. Quando alguma matéria é veiculada destacando declarações de vítimas, parentes ou até mesmo os famosos “policiólogos” comentando sobre os supostos erros policiais, ela caminha em uma linha tênue entre o desabafo pessoal, o dever de informar e a irresponsabilidade sensacionalista.
Alguém pode afirmar que ainda sofro influência e continuo tendencioso, só que agora com uma postura invertida (em favor dos colegas de profissão) motivada pelo famoso corporativismo que está enraizado no senso comum da sociedade. Entretanto, a partir do momento que temos uma visão menos apaixonada e primamos pela frieza do olhar técnico na análise de situações conflitosas percebemos que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Além disso, tentar justificar erros dos profissionais de segurança quando comprovadamente eles existem é “querer tapar o sol com uma peneira”, o que paradoxalmente pode contribuir de maneira negativa para a já desgastada imagem da corporação e sua classe.
Em uma primeira impressão – e comovidos pelo relato do pai do rapaz – instintivamente condenamos os polícias por um ato de covardia, despreparo, abuso de autoridade e agressão. Constatei isso ao ler comentários inflamados no youtube e orkut. Apesar de respeitar a dor do senhor precisamos ser justos. Caso não usassem de força moderada (pisões ao invés de pontapés), será mesmo que oito homens não conseguiriam conter o indivíduo mais rapidamente? Outro fato que deve ser levado em consideração é que o sujeito sofreu uma queda do telhado de uma casa, com altura de seis ou sete metros. Distância suficiente para causar graves lesões, o que explica o encaminhamento ao hospital. Tomando por julgamento apenas o que foi registrado pela câmera do hospital não podemos afirmar que houve agressão gratuita, no máximo uma demora em prestar o devido socorro médico. Por questão legal, um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para apurar a conduta dos envolvidos – que provavelmente não serão condenados – e é quase certo também que parte da população não veja com bons olhos uma possível decisão em favor dos policiais.
Como percebemos nem sempre a verdade é tão óbvia quanto parece e justamente por essa dificuldade em enxergar o que realmente se passou que devemos ter prudência ao realizar julgamentos que muitas vezes são precipitados ou até mesmo mal intencionados.
Esse é o primeiro post do Flávio Henrique, soldado da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, autor do blog Honestidade Dói e o novo colaborador do Diário de um PM. Você também pode ser colaborador! Mande seu texto por aqui.




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De quem está fora da corporaçao é até compreensível a noção equivocada da realidade, o problema maior é quando pessoas que vestem farda, mas estão distantes do enfrentamento urbano, tecem comentários depreciativos sobre atuações mais enérgicas, sem saber mensurar o que seria ou não aceitável diante daquelas circunstâncias.
Oi Victor,
Desses esperamos maior compreensão, porém, na prática, igualam-se aos que estão fora da corporação: estão distantes do enfrentamento urbano. Porém, partindo-se de quem usa o mesmo uniforme é imperdoável.
Caro amigo, ser Policial em um País cujos gerenciadores do crime organizado em sua maioria recebem títulos de “Senhores, Doutores e vossas excelencias”; Deve ser frustrante para aqules que vestem uma farda e a honra como alguns que conheço. Quem combate o crime organizado corre o risco de ser incriminado por saber de mais, como é o caso do Delegado de Polícia Federal Protogenes. Os maiores bandidos deste País está dentro do próprio poder, executivo, legislativo e judiciário. Esse câncer que se enraizou em nossa sociedade já contaminou as autoridades que nos representam, uma vergonha ser Brasileiro, principalmente representar um Estado falido e corruto.
Olá!
Tenho 25 anos e estou interessada em participar deste concurso da PM e gostaria de saber se você pode me encaminhar(caso seje possível) provas anteriores. Não consegui baixar a que vc disponibiliza no site. Meu e-mail é ericagom@gmail.com
Desde já agradeço e aguardo retorno
parabéns pelo assunto abordado.
Acredito que se apenas dois dos policiais dominassem tecnicas de imobilização atualmente usadas… não precisaria de pisões no agressor. Pois um dos policiais tinha a os dois braços do agressor em seu controle e em posição favoravél.
oi eu qria muito sab cmo q faço para entrar nessa area taum impotante