Numa jogada muito inteligente, aproveitaram o incidente diplomático envolvendo Brasil e Itália no caso Cesare Battisti, e conseguiram projetar a marca, tanto nacionalmente quanto internacionalmente. De quebra, alfinetaram o Brasil e com isso devem ter ganhado simpatizantes na Itália. Moças com tara por policiais e fardados devem ter gostado. E a marca está conhecidíssima no Brasil. Não me admiraria se visse uma loja Relish por aqui! Alguém acha que por exemplo, em Ipanema, o lugar onde ontem dois policias foram quase linchados pela população, alguém deixaria de comprar Relish?
Tenho que concordar com o governador Sérgio Cabral! Discussão tupiniquim sim! Segundo notícias ele minimizou o caso, dizendo que não passava de bobajeira. E ele tem razão. Um caso desses só tomou a importância que tomou porque demos importância a ele! Cada notícia que sai, cada declaração na imprensa, cada post que escrevo aqui no DPM é um ponto (ouço barulho de caixas registradoras) para a Reli$h (aliás, se a empresa a deve minha parte, posso passar minha conta corrente por email).
Repito o que eu disse no outro post sobre o caso Relish: aquilo ali é uma representação de uma fantasia, o fascínio sexual pela farda. É ficção, licença poética, o que quiser chamar. Lendo outros blogs de entendidos do assunto, descobri que outros exemplos de marketing de provocação. Veja esse anúncios da década de 90:
- Campanha Benetton
- campanha Sisley
O único erro da Relish: não descaracterizar a farda da PMERJ. Está na cara que aquilo ali é farda da PMERJ sim, com tudo que tem direito, não é imitação. Desrespeitaram a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Poderiam ter feito apenas como os filmes e novelas fazem quando mostrar a PM. Um uniforme cinza, igualzinha ao da PM, só que sem brasão, insígnias, bandeiras ou qualquer alusão à Corporação ou ao estado. Ou então de forma modificada, como fizeram no filme Tropa de Elite. Aí não precisariam ficar ouvindo papo sobre ações judiciais e tudo mais. Somente a farda sem apetrechos já passaria a idéia toda que queriam passar, e certamente causaria todo o buzz que causou.
A Relish errou, colocou a farda da PMERJ na íntegra. Beleza. Aí a Polícia Militar fez sua nota de repúdio. Não do jeito que eu gostaria, evocando os 200 anos da PMERJ (sou contra essa abordagem de idade diretamente proporcional à respeitabilidade, mas beleza, muito acertadamente se manifestou). Bom! Aí a Relish pediu uma me culpa mea boca (que nem foi direcionado à PM). E pronto, acabou. Houve o erro, houve o repúdio, vieram as desculpas. E fim de papo, chega.
Quer saber? Empresa de publicidade que prestou serviço para a Relish, sou seu fã! Beijo, me liga! E sem bandeiras, brasão e insignias da próxima vez hein!





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Muito bom esse texto.
Gostei do texto. A propósito, anda lendo a coluna do Astuto? É dura a vida da bailarina…
Alexandre,
você mandou bem em seu post, gostei mesmo. Você parece ser uma pessoa de mente aberta, espírito jovem, sem preconceitos agressivos.
Leia um Post que produzi em meu site/blog, a respeito da Relish e da Políca do Rio.
Obviamente, fui bastante crítico com a corporação, mas não invalida minha crença em sua idoneidade e competência. Abraços
Cara, concordo contigo
os publicitários deram uma tacada de mestre. Fizeram uma campanha fantástica, que foi multiplicada pela polêmica BrasilxItália dos últimos tempos. Toda e qualquer ação por parte das autoridades só promove mais a camapanha.
Parabéns para eles, alguém sabe o nome da agência que criou a campanha?