Provavelmente você tomou um susto rápido ao ver a foto acima. Eu também levaria! Um olhar mais atento nos leva a ter certeza de que não é um policial militar de verdade. Repare na tatuagem dele que cobre todo o braço. Não é um PM.
Trata-se de uma campanha de primaveira-verão da marca italiana de roupas femininas Relish. A campanha publicitária está gerando uma polêmica danada lá na Itália. A prefeitura de Nápoles entrou com uma ação pela remoção da campanha na cidade, por entender que atentam contra a dignidade das mulheres.
Já não bastasse o Brasil sair mal na foto, por ter dado acolhida a um homicida condenado pela Justiça italiana, agora a PM do Rio de Janeiro está lá na Itália fazendo revista em mulheres, usando de violência e lascívia.
E olha que eu não costumo ser chato com essas coisas! Afinal, aquilo ali é uma representação de uma fantasia, o fascínio sexual pela farda. Se os publicitários apostaram nessa campanha é porque sabiam que de alguma forma, teriam grandes chances de mexer positivamente com seu público-alvo. Jamais investiriam grana numa campanha de uma marca feminina, voltada para mulheres, para ofendê-las e colocar a imagem da grife em jogo. Ainda acredito que a polêmica vai fazê-los vender bastante!
Mas não entendi a falta de cuidado em descaracterizar a farda para não denegrir o estado do Rio de Janeiro e a Polícia Militar. Manteram a bandeira do estado e o Brasão da PMERJ – o “GRP” – ao contrário do que vemos em filmes e novelas, por exemplo. Está tudo ali! Nome, graduação, e até o batalhão – 22º BPM (Batalhão de Polícia Militar da Maré). Fail!
Antes que me acusem de machista (porque falei do fascínio feminino pela farda) e corporativista (porque achei um atentado contra a imagem da corporação), deixa eu explicar uma coisa. Quando olhos as imagens, não vejo que as mulheres da face da Terra são vadias. Vejo policiais militares do Rio de Janeiro abusando de incautas cidadãs.
O Jorge do Repórter de Crime, que duvida que alguma agência faria esse filme sem comunicar a alguém da PM, levantou a seguinte questão:
“quanto algum oficial da Polícia Militar do Rio ganhou para autorizar o uso da imagem da corporação nessa campanha publicitária italiana?”
Como eu também duvido que ele faria uma acusação dessas sem saber de algo concreto, vou só aguardar o que vem por aí. Mas creio que sim, isso poderia ter acontecido sem autorização da PM.
As fotos da inusitada campanha publicitária da Relish já encontram-se no site Fotos de Polícia. São 10 fotos mostrando os “policiais” dando uma dura nas moças.
Clique na imagem para entrar na galeria de fotos
E o vídeo dos bastidores da sessão de fotos já está no YouTube e no PMTube – Vídeos de Polícia.
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Tu é muito mala mesmo!
hahahah
O Jornal Nacional leu o DPM. Só faltou colocar as aspas na notícia deles, pois disseram praticamente a mesma coisa que você.
Vai bombar de visita isso aqui hoje e amanhã.
Bela sacada, novinho!
Será que vai? Sei não, mas já já te conto o resultado!
Estava pensando que era uma represália do governo italiano. hehehe
Definitivamente não duvido mais de nada que possa acontecer na PM ou com a PM.
Oi Flávio!
Dois casos delicados envolvendo relações diplomáticas entre Itália e o Brasil, e para variar, a PM do RJ está nessa também. Eita azar!
Moro na Italia e esse assunto saiu na primeira página de todos os jornais. A melherada aqui ficou indignada! Sei lá, mas tive a impressão que o assunto bombou mais por causa do caso Batistti.
Estão falando demais do Brasil aqui.
Boa semana!
Essa campanha é um claro aproveitamento da crise diplomática entre os dois países.
Além de denegrir a imagem da polícia e da cidade ainda mais no exterior inibem a visitação turística por reafirmar a aura de terra de ninguém que nosso país tem lá fora.
Quando o filme “Turistas” entrou em exibição nos EUA, o número de reservas e viagens de “marinheiros de primeira viagem” para o Rio e o Brasil em geral caiu muito. É exatamente a mesma coisa agora. Não afeta o turista que sempre vem aqui. Mas influencia o “primeiro visitante”. E aumenta, ainda mais, a péssima reputação de temos no exterior.
Podem acreditar que vem muito mais coisa por aí.
Deixo a discussão sobre a ofensividade da propaganda ao público feminino para os outros. Mas a falta de descaracterização da farda é realmente algo grave, sobre o qual a PMERJ deveria manifestar publicamente o descontentamento.
Estão aproveitando da crise diplomática para achincalhar ainda mais o Brasil.
Realmente, achei ridícula essa “campanha”.
A fama de certos policiais são horriveis para o mundo a fora.
Por isso que existem mais careters assim>>>>
O dono deste site deve ser um viado que gosta de Policiais Fardados.
Valou bichonas.
Achei a farda rídicula de grande, bem que poderiam ter ao menos comprado ou encomendado um uniforme mais no padrão do modelo. Publicitários falidos.
vocé ger namorar comigo
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