Rio’s Police Body Count
“As polícias fluminense, seja militar ou civil, tanto as federais quanto as estaduais, vêm enterrando seus mortos em solenidade quase que anônimas e a morte de um policial está se tornando, para a população, algo cada vez mais “natural” e “banal”. O Rio Body Count veio chamar atenção (e abrir discussão) para o número preocupante de profissionais de segurança pública que morrem vitimados pela violência no Rio de Janeiro.
O policial, em quem muita das vezes é depositada a responsabilidade pelo quadro de insegurança que se instalou no estado, é, antes de tudo, também uma vítima do mau a que se destina combater.
O Rio’s Police Body Count foi totalmente inspirado no projeto Rio Body Count, um grupo voluntário que se propõe a contar o número de mortos e feridos vítimas da violência no Rio de Janeiro. Ambos os projetos não existiriam não fosse o precursor Iraq Body Count, uma organização civil que, nos mesmo moldes, se destina a contar o número de vítimas de violência da guerra no Iraque.
Os relatos dos incidentes são colhidos da base de dados do Rio Body Count e a partir das notícias divulgadas pela grande imprensa. Por isso mesmo, os dados são imprecisos, visto que poderão haver incidentes que escapem à imprensa e por conseguinte, ao Rio Body Count. Dados mais precisos podem ser conseguidos através do site do Instituto de Segurança Pública, que divulga mensalmente boletins estatísticos sobre a Segurança Pública no Rio de Janeiro.
Embora com enfoques diferentes e metodologias semelhantes, o Rio Body Count e o Rio’s Police Body Count se propõem à valorização da vida e a promoção da paz.
O Rio quer paz!”




Fico triste com cada homem tombado, mas parabenizo-o pela iniciativa, Alexandre. A sociedade tem que ter consciência do que polícia passa. Sonho com a volta dos tempos em que matar um policial dava uma encrenca tão grande, que dificilmente um bandido se atrevia. Espero recuperarmos esses tempos de volta com policiais íntegros como você, e com o atendimento das justas reivindicações da corporação na valorização profissional, nos equipamentos, e na gestão dos comandos.
Saudações de um cidadão civil.
[...] Na linha dos Iraq Body Count e Rio Body Count o Alexandre Sousa, do Diário de um Policial Militar, criou o Rio’s Police Body Count. [...]
Parabéns pela iniciativa! Seguem alguns dados sobre policiais militares mortos e feridos no Rio de Janeiro desde 2002:
PMs Mortos
ANO Serviço Folga Total
2002 33 119 152
2003 46 133 179
2004 50 111 161
2005 25 112 137
2006 29 123 152
2007 05 13 18 (atualizado até 27Fev07)
Total 188 611 794
PMs Feridos
2002 374 412 786
2003 493 362 855
2004 394 359 753
2005 356 380 736
2006 337 363 700
2007 60 43 103 (dados também até 27Fev07)
Total 2014 1919 3933
Cabe ressaltar a involução do número de PMs mortos e feridos em serviço desde a implantação do Blindado na Corporação, em fins de 2004.
À disposição no EM/PM-5 continuo aguardando sua visita.
Show, tirou aquelas fotos tipicas de ogrish.com !
Alexandre,
Obrigado pelos gentis comentários no meu blog. Apesar de não ser minha área acho muito importante que se fale até a exaustão sobre segurança pública pois isso é uma coisa que envolve todos nós e ninguém está intocável (veja os casos do segurança do Lula, dos Ministros do STF e dos inúmeros colegas teus, muitos dos quais mortos durante o horário de folga como consta em um comentário acima).
Assim sempre que possível vou comentar ou postar coisas a respeito e se cometer em alguma oportunidade alguma imprecisão peço que tu me corrijas.
Um grande abraço e sucesso nas tuas lutas!!
Excelente iniciativa, companheiro.
Talvez assim alguém acorde para a situação de descaso em que se encontra o policial fluminense.
Mais uma vez iniciativas pessoais acabam fazendo o papel que caberia ao Estado.
Mto interessante o site. Parabéns pela iniciativa!
Rio Police Body Count
Vocês, nobres leitores, se lembram que há algumas semanas escrevi sobre o Rio Body Count? Inspirado nesta idéia, o Alexandre de Sousa, Policial Militar fluminense, criou um projeto parecido que dá um enfoque aos profissionais…
Coincidentemente… Antes de ler este post, recebi a ligação da mãe de um PM que era amigo. Foi surpreendido em uma falsa blitz e morto depois de ter sua identidade descoberta, no dia 16 de agosto de 2005. Não satisfeitos em atirar nele, o torturaram, esquartejaram e atearam fogo, na Favela da Coréia, no Rio. A mãe nunca pôde enterrar o corpo do filho. Hoje (um ano e meio depois) ela recebeu o documento atestando a “morte presumida” - e agora começa nova batalha, para retirar o estado de “desertor” em que o filho se encontrava, e para garantir a pensão das netas.
Roberta,
Por ser PM, as dificuldades que seu amigo tinha durante a vida não cessaram nem durante nem depois da morte. E ele é mais um número. Para muitas pessoas ele é só isso. Espero que dê tudo certo para a mãe e as filhas dele.
bicharal, muito boa essa sua ideia
isso tem que ser divulgado sim
tb seria interessante botar ao lado o body count de policias de outros estados e talvez ate de outros paises para que as pessoas possam comparar, pois tenho certeza q muitos PIs vao ver e achar q é normal, q policia é paga para morrer mesmo
Veterano Caminha,
Bem que seria uma ótima idéia mesmo, comparar com os dados de outros estados ou de outros países. Mas isso seria uma obra faraônica da qual eu não conseguiria levar sozinho. Vou esperar outras pessoas terem iniciativas semelhantes em seus estados para que eu possa comparar.
Excelente iniciativa, zé.
Ah! Sua caneta esta comigo. Cambio.
Pois é Teixeira,
Só lembrei que deixei a caneta contigo depois que voltei a supervisionar os DPOs. Quem sabe numa próxima ocorrência na área do 35 eu não tenho ela de volta? Abraço Zé!
Acordem comandantes, acordem governantes!
Valeu Aspira pela sua iniciativa. Essa onde da Blogosfera parece muito salutar e certamente já está dando resultado.
A propósito, sempre escutava na EsFO:
Bons Alunos serão sempre bons Oficiais.
Tá aí vc fazendo a diferença. Quem sabe vc se candidata a Deputado e faz algo pela PM
Obrigado II, mas ainda bem que não é só sendo deputado que a gente pode fazer algo pela PMERJ. Quero fazer algo pela PM sendo PM.
Alexandre … Roberta Trindade é reporter policial do Nosso Jornal ou O Fluminense se não me engano…
Visita meu blog, e leia os últimos posts..rsrsrs
Abraços…
Lucas,
Sim, é essa Roberta Trindade mesmo, a jornalista.
Que bom que voltou a atualizar seu blog. Vou lá sim.
DTA
Alexandre,
Te mandei um email com os dados desse final de semana.
Fui remanejada na redação, não estou na escuta, mas prometo passar os dados nem que seja semanalmente.
Alexandre,
boa iniciativa, bom texto de apresentação.
Vai rolar link no meu blog.
Obrigado Menina Eva, por, mesmo sem ser do Rio, se preocupar com nossas mazelas, particularmente na área de segurança pública.
[...] de policiais mortos no Estado do Rio de Janeiro. Os números podem ser conferidos no site “Rio´s Police Body Count” – um contador de corpos de policiais mortos no Rio, do início do mês de fevereiro até [...]