Segundo a Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas (Amae), só de 2000 a 2004 morreram mais de 758 policiais vítimas da violência. Então, isso não é uma realidade tão distante, pelo menos para nós. O interessante é ainda temos algum poder depois de mortos. Podemos até impor aos vivos nossa últimas vontades pós-morte! Isso se faz através de um codicilo (já já explico o que é isso).
Segundo o site Rockwave, Bono Vox do U2 já sabe como será o seu funeral: com Bob Dylan e Luciano Pavarotti cantando. Palavras do próprio Bono: “Eu gostaria que houvesse muita lamentação e muito choro. A música teria que ser boa. Bob Dylan cantando ‘Death Is Not The End’ (em português: a morte não é o fim) e Pavarotti cantando ‘La Traviata’”.
Por ocasião da morte do Papa João Paulo II, a Folha Online noticiou que ele havia deixado um documento de 15 páginas que está sendo chamado de “testamento espiritual”, que pode conter suas decisões referentes ao enterro ou à indicação de um cardeal para participar do conclave (reunião de cardeais que escolhem o próximo Papa).
Idéia nada original a deles, porque desde criança tenho especial interesse por rituais fúnebres e chegava a imaginar sobre como seria meu próprio enterro, para quem eu deixaria meu dinheiro na poupança, meus soldadinhos de plástico e se eu colocaria a bandeira do Flamengo em cima do caixão. Mas também achava que não adiantava nada ter qualquer vontade a esse respeito, já que eu estaria morto. Só me restaria puxar o pé dos que não respeitaram minha vontade… mas aí o funeral já teria terminado.
Porém, no ano passado, folheando o Novo Código Civil, me deparei com o Art. 1.651. Esse artigo diz que
“toda pessoa capaz de testar poderá, mediante escrito particular seu, datado e assinado, fazer disposições especiais sobre o seu enterro, sobre esmolas de pouca monta a certas e determinadas pessoas, ou, indeterminadamente, aos pobres de certo lugar, assim como legar móveis, roupas ou jóias, não mui valiosas, de seu uso pessoal”.
Este escrito particular datado e assinado de que trata o artigo é o tal do codicilo.
Meu desejo, outrora ignorante das leis, se materializava agora. É lei! Eu posso planejar meu enterro, decidir com que vai ficar meu tênis all star azul e doar meu parco dinheiro a alguma instituição, e os vivos terão de fazer acontecer!
As pessoas geralmente não gostam nem de falar sobre isso, pois “traz mal agouro!”. Mas se o Bono Vox e o Papa fizeram eu também vou fazer! Em breve divulgarei meu codicilo aqui, em primeira mão. E já posso adiantar que no meu enterro serão servidas balas de tamarindo.
Obs.: Se o Bono Vox ou o Bento XVI se jogarem na linha do trem eu não farei o mesmo.



{ 8 comments… read them below or add one }
Interessante, estou pensando em fazer um tb!
Muito Interessante!
E a gente nem pensa nisso, imaginei agora no meu enterro alguém cantar Zezé di Camargo e Luciano acho que ia aloprar dentro do caixão por não ter feito o codicilo.
Vou fazer um rascunho…..
hauahuaha, já pensou Dion!
É interessante tbm pq se eu morrer daqui a alguns dias, vão dizer “e ele tava prevendo a morte dele… começou a postar coisas sobre isso” rsrsrs
toc, toc, toc na madeira.
Fala Alexandre, gostei do assunto, vou fazer o meu antes de entrar no CFO, pois pode ser que descubram que quero fazer isso…etc…hahahaha. Po cara, tem como você escrever um texto sobre a alimentação no CFO? Eu tenho curiosidade sobre os alimentos consumidos para possibilitar que os cadetes mantenham a energia durante os treinamentos. Abraço!
Estou utilizando o blog deste cadete do 3º ano, pois é o único com coragem para aceitar críticas ou cometários em sua página sem ser necessário passar pela censura daqueles que a executam, como no caso do pessoal do falso Projeto 200 anos.
Tal projeto nada mais é do que um lobby virtual tentando denegrir a imagem de alguns em condições de acessar o degrau mais elevado da Corporação, no intuito de difundir de maneira silenciosa prováveis nomes aptos para o cargo.
Desta forma, é lamentável que divulguem uma lista tríplice, sem ao menos serem avaliados todos os Coronéis PM da ativa, e desta forma querer que aceitemos as suas indicações.
É lamentável que uma das “representantes” do chamado Projeto 200 anos, não retire a sua máscara de moralista e esclareça através do próprio blog como se deu a motivação para o Inquérito Policial Militar a que responde, relativo a fraudes ocorridas em concurso na Corporação. Bom seria, também, se ela contasse como alguém tão nobre e bem preparada se envolveu com um cadete, à época em que servia na APM, e mesmo assim enamorou-se com Oficial PM (casado) conseguindo seu intento final.
Ihhh De Sousa, cuidao! seu jardim florido, vai ficar com cara de outono hein! HAhAHahA!
“Contra os falsos moralistas”,
Como bem sabe, aceito críticas e opiniões no Diário de um PM e não costumo fazer censura, pois a liberdade de expressão é um direito constitucional. Porém, posso fazê-la sem melindres, se os comentários atentarem contra os meus princípios ou do blog, principalmente se forem anônimos, algo que abomino, tanto quanto a Constituição. Gostaria então, que da próxima vez, se identificasse e desse o “nome aos bois” em vez de postar anonimamente, como o faz o Projeto 200 anos, objeto de suas próprias críticas.
Obrigado