Segundo o próprio Sr. Tenente Coronel PM Vilaça, que entrou em contato comigo ontem, dia 9 de novembro, a informação NÃO procede. O registro que consta na DRCI, feita pelo Sr. Tenente Coronel PM Vilaça, é somente contra o Blog Projeto 200 anos. O Sr. Tenente Coronel PM Vilaça reconhece que nem o Blog Diário de um PM e nem o Blog Wanderby Medeiros tem quaisquer conteúdo que motive uma notícia crime naquela delegacia.
O Blog do Projeto 200 anos, em seu post “Esclarecimentos e Avisos” diz ainda (e com razão), que eu, Alexandre de Sousa, não faço parte do grupo. Não sou o autor de nenhum dos textos encontrados no blog, com exceção de um comentário feito no dia 30 de outubro de 2006, onde identifiquei-me e manifestei apoio aos PROPÓSITOS do Projeto 200 anos, que estão elencados no post “Objetivos Primordiais“, informando que colocaria um link aqui no blog, como faço com qualquer site, blog ou fotolog que se proponha a discutir sobre Segurança Pública e Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Portanto, é importante reiterar, o Diário de um PM não faz parte do Projeto 200 anos. Todos os posts, ao contrário do Blog do Projeto 200 anos, são IDENTIFICADOS e ASSINADOS por mim. Nos textos, não há quaisquer conteúdo calunioso ou difamatório a ninguém, seja quem for. Desconheço quem sejam e quantos são os integrantes do grupo do Projeto 200 anos, assim como a veracidade das denúncias ali feitas, já que ainda não foram investigadas.
Entretanto, torço para que os objetivos do grupo Projeto 200 anos, que também são os meus, e acredito que de todo policial militar que ame a heróica Polícia Militar do Estado Rio de Janeiro (melhoria dos recursos destinados à PMERJ, salário digno ao Policial Militar e maior autonomia institucional) sejam alcançados, de forma transparente e idônea, e o mais breve possível.



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Pois é De Sousa, como já vimos outras vezes parece que notícias ruins ( e em 90% dos casos inverídicas ) se propagam com uma velocidade impressionante em nossa instituição.
Fico contente ao ler esse post porque como você já bem deve saber, tais notícias inverídicas já estavam correndo soltas pelos corredores e me deixaram apreensivo.
Continuo achando que um grande problema da instituição é essa nossa máxima “masoquista de ser”. Não que devamos fechar os olhos para as irregularidades e desrespeito ao regulamento, mas por que dessa ansia de esperar sempre o pior, criando inclusive situações como esta?
Tenho certeza que o Tenente Coronel PM Vilaça conhece o seu blog e sabe que de forma alguma você estaria cometendo alguma irregularidade, pelo contrário, você é responsável por um bem enorme a coorporação, através deste blog.
Quanto ao Projeto 200 anos, assim como você torço por dias melhores na instituição (com recursos, salário etc). Não li todo o conteúdo desse blog para tecer críticas mais profundas, porém acho que tudo que está ali escrito deve ser apurado, mas não com o escopo de punir seus idealizadores por sua ousadia e fé, mas sim com o te propagar a justiça tanto a eles (os autores), caso tenham cometido alguma irregularidade, quanto aos que foram alvos de denúncias e críticas.
Caro amigo. Eu lhe admiro muito pela sua inteligencia. Mas tome cuidado com os jogos de interesses. Voce é honesto e leal ao assinar os seus textos e opinioes. Não gosto do tal “projeto 200 anos”. Muitas das coisas ali, podem ser calúnias sim. Quase todos os seus tópicos tem fundamentação, ultimamente até científica, recolhendo dados e amostragens. Só assim conseguiremos de verdade mudar alguma coisa. Com a autoridade dos argumentos e não o argumento das autoridades.
De Souza,
Quando li a noticia no Blog “Projeto 200 anos”, passei o resto do dia chateado, pensando nas consequências que poderiam advir para você, prestes a se tornar um jovem oficial da PMERJ. Graças a Deus tudo não passou de um equívoco. Fico feliz em ver a preocupação daqueles, que como eu, aprenderam a te admirar. Faço minha as palavras do Ferreira, sei que você tem maturidade suficiente para discernir entre a emoção e a razão. Deixo para você, as palavras do Apóstolo Paulo: “Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”, “devemos escutar de todos, e retermos somente o que é bom”.
Obrigado aos amigos e visitantes do Diário de um PM, que demonstraram imenso companherismo nesses últimos dias, devido aos fatos envolvendo o Projeto 200 anos e eu.
Ferreira, faço minhas as suas palavras da última parte do comentário. Concordo com elas, que complementam meu post.
Veterano Barrim, obrigado pela amizade e preocupação. Seus conselhos têm me ajudado bastante.
Nelio, agradeço também por sua amizade, iniciada através desse blog, e sua preocupação. Mas não se preocupe, não há com o que se preocupar: tento andar sempre pelo caminho da correção e essas palavras de Paulo me ajudam nesta caminhada.
Um abraço a todos.
Os políciais das DPJM,são arrogantes e prepotentes com os políciais que ali depoem,acham que são melhores mas esquecem que irão voltar para tropa e podem errar e ser massacrados pelas mesma mão que os acareciam.Infelizmente esse “MALDITO” militarismo que impera nessa corporação faz com que não haja o corporativismo na corporação diferente mente das demais policías como:CIVIL FEDERAL PRF,até a guarda minicipal tem mais corporativismo que a nossa corporação o mesmo só se tem no meio do oficialato.
Estamos com o senhor MAJOR
SÃO TODOS LADRÕES E HPOCRITAS
Valeu milícianos um abraço a familia e avante GALÁTICOS E OS MIBs
Tendo em vista o aperto financeiro em que me encontro há anos, com a defasagem salarial imposta a PMERJ por vários Governos mal intencionados. Gostaria de saber o que o Sr. Comandante Geral da PMERJ tem negociado com o Governo, a fim de minimizar o nosso sofrimento. NÃO AGÜENTAMOS MAIS PAGAR JUROS DO CHEQUE ESPECIAL. ESTAMOS PASSANDO FOME. SOCORRO…
O discurso atual dentro da PMERJ é resgatar a imagem do Policial Militar, dando melhor alimentação, fardamento, armamentos, equipamentos, etc. Porém, se esqueceram que nada adianta se não tivermos condições de dar uma VIDA DIGNA PARA AS NOSSAS FAMÍLIAS. NÃO TEMOS CONDIÇÕES PSICOLÓGICAS PARA TRABALHARMOS, SABENDO QUE NOSSOS FILHOS ESTÃO EM CASA PASSANDO NECESSIDADE.
Ao visitar o Diário de um PM nesta data, fiquei um pouco triste ao perceber que os últimos comentários postados foram os meus, no dia 15/04/08. Não é hora de nos desanimarmos, é preciso continuar a luta pela nossa dignidade salarial. Mandem e-mail para todos os deputados, mostrem a injustiça salarial na PMERJ, exponha a sua insatisfação com a situação atual para cobrir as suas necessidades básicas e de sua família. PROCUREM SABER O QUE O NOSSO COMANDANTE GERAL ESTÁ FAZENDO PARA MINIMIZAR O NOSSO SOFRIMENTO (PRAÇAS E OFICIAIS).
Caro Genildo, o texto que vc está comentando é de 2006. Poucas pessoas vão comentar aqui, a não ser que cheguem através do Google.
Séria de um orgulho muito grande poder fazer parte
dessa Família. A Família PM nos orgulha a cada dia por sua dedicação e comprometimento com sa sociedade.
ATENTADO A DIGNIDADE HUMANA E AOS DIREITOS HUMANOS.
Fui um dos acusados inocentes da chacina de Vigário Geral em 1993. Preso disciplinar por “não atualizar endereço”. No CD (conselho disciplinar /ADM) provei tê-lo informado, entretanto fui excluído pela acusação da chacina. Vários princípios constitucionais do artigo 5º da Constituição da República Federativa Brasileira foram feridos, “O DEVIDO PROCESSO LEGAL”, entre outros.de igual gravidade, como também tratados internacionais ratificados pelo Brasil. Libelado por não informar endereço, entretanto excluído pela chacina sem ser ainda julgado (Tribunal de exceção). No BP-Choque prestei depoimento sob efeito de tranqüilizantes, no CD (conselho disciplinar), com conhecimento dos oficiais, membros. No BP- Choque fomos torturados com granadas de efeito moral às vésperas do depoimento no II TJ, cujos fragmentos foram apresentados à juíza, que enviou a perícia, consta nos autos, mas nada aconteceu conclusivamente. Na véspera do natal de 1993, quando transferido para a POLINTER, protestei aos gritos a injustiça e no curso fui enviado ao hospital de loucos, em Bangu, mas por não ter sido aceito, retornei e, em dias, fui transferido para Água Santa. Neste também fui agredido e informei no dia seguinte em juízo, estando com ferimentos, mas nem fui submetido à perícia. Transferido para o Frei Caneca (UPE), pude ajudar a gravar as fitas com as confissões cujas 23 inocentes puderam alcançar a liberdade e, transferido para o CPI/PM (COMANDO DE POLICIAMENTO DO INTERIOR). Após a perícia das fitas, fui solto provisoriamente; Dei entrevistas me defendendo e tive minha liberdade provisória caçada e enviado ao 12ºBPM, acredito, para me silenciarem. No júri fui absolvido. Meus pedidos de reintegração nunca foram respondidos até há alguns dias, quando um Coronel PM informou via correspondência que meu direito processual havia precuído, esperaram o tempo passar para não discutirem o meu direito material. Tive um filho com 18 anos, assassinado por vingança, tive vários atentados e um deles me aleijou a perna esquerda, com limitação parcial, sofro de diabete, enfartei aos 38 anos, possuo um tumor na tireóide. Tento reintegração em ação rescisória Processo No 2005.006.00322 TJRJ com pedido de tutela antecipada para cirurgia no HPM buscando extração do tumor.Portanto vários atentados à minha dignidade humana e direitos constitucionais indisponíveis foram cometidos. As pessoas responsáveis nunca responderão por diversas prisões de inocentes? Afinal foram 23 inocentes presos (PROCESSO VIGÁRIO I) por quase quatro anos com similares seqüelas. Ajudem-me a resgatar minha dignidade. No menor prazo possível estarei providenciando os documentos, todavia esclarece que alguns destes, foram extraviados, quando sofri o assalto descrito na denúncia, cujos foram levados no carro que me levaram; seria necessário desentranhamento dos meus depoimentos no processo da chacina do II TJ. A injustiça queima a alma e perece a carne!Com fundamentos na CRFB, artigo 5º; 127º; 129º, I, II, e VII; na LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 106/03, artigos 36º; 37º, I, II, III; 38º, I e III e IV; 39º, VIII e os tratados internacionais de Direitos Humanos, suplico providências para que os transgressores respondam na forma da lei as violências, levando também em conta os Direitos Humanos do noticiante, destas irregularidades.
http://odia.terra.com.br/blog/blogdaseguranca/200808archive001.asp
Vigário Geral: tragédias por todos os lados
Por Gustavo de Almeida
Nesta sexta-feira, completaram-se 15 anos da triste chacina de Vigário Geral, quando 21 inocentes foram assassinados da forma mais insana possível, em uma vingança sangrenta que tomou conta do noticiário internacional. A Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio, lembrou a data, mas já é possível perceber que aos poucos a cidade vai deixando as trágicas lembranças da chacina para trás. Os atos vão sendo esvaziados. O noticiário na TV vai ficando mais ralo, e até mesmo os nomes de mortos e matadores vão sendo menos escritos. Até mesmo um dos matadores foi morto em maio, sem que se fizesse muito alarde disto.
Vigário Geral e o Rio de Janeiro se refletem em um espelho, quando somam impunidade e injustiça.
Uma das parentes de vítima teve a indenização negada no fim do ano passado pela Justiça, sem maiores explicações. É obrigação do Estado recorrer, como manda a lei. Mas surpreendeu que em última instância a vítima tenha perdido. É inexplicável. Trata-se de uma senhora que até hoje vive em Vigário, sem maiores perspectivas. Não sabe nem que a vida lhe foi injusta. Já não sabe o que é vida.
Poucos sabem, mas há um PM no caso de Vigário Geral que acabou se tornando vitima. Trata-se de Sérgio Cerqueira Borges, conhecido como Borjão.
Borjão foi um dos presos que em 1995 já eram vistos como inocentes, colocados no meio apenas por ser do 9º´BPM. A inocência de Borjão no caso era tão patente que ele inclusive foi o depositário de um equipamento de escuta pelo qual o Ministério Público pôde esclarecer diversos pontos em dúvida.
Borjão foi expulso da PM antes mesmo de ser julgado pela chacina. Era preso disciplinar por “não atualizar endereço”.
Borjão conta até hoje que deu depoimento em seu Conselho de Disciplina sob efeito de tranqüilizantes, ainda no Batalhão de Choque. Seus auditores sabiam disto. “No BP-Choque, fomos torturados com granadas de efeito moral as vésperas do depoimento no 2º Tribunal do Júri, cujos fragmentos foram apresentados à juíza, que enviou a perícia. Isto consta nos autos, mas nada aconteceu”, conta Borjão, hoje sem uma perna e com a saudade de um filho, assassinado em circunstâncias misteriosas, sem que ele nada pudesse fazer.
“No Natal fui transferido para a Polinter. Protestei aos gritos contra a injustiça. e Me mandaram para o hospital psiquiátrico em Bangu mas, por não ter sido aceito, retornei e em dias fui transferido para Água Santa. Lá também fui espancado e informei no dia seguinte em juízo, estando com diversos ferimentos, mas sequer fiz exame de corpo delito. Transferido para o Frei Caneca, pude ajudar a gravar as fitas com as confissões e em seguida fui transferido para o Comando de Policiamento do Interior. Após a perícia das fitas fui solto. Dei entrevistas me defendendo e tive minha liberdade provisória cassada e me mandaram para o 12ºBPM a fim de me silenciarem. No júri, fui absolvido. Meus pedidos de reintegração à PM nunca foram respondidos”.
A história de Borjão ao longo de todos estes 15 anos só não supera mesmo a dor de quem perdeu alguém na chacina. Mas eu não estaria exagerando se dissesse que Sérgio Cerqueira Borges acabou se tornando uma vítima de Vigário Geral. “Tive um filho com 18 anos assassinado por vingança. Sofri vários atentados e um deles, a tiros, me fez perder parcialmente os movimentos da perna esquerda. Sofro de diabete, enfartei aos 38 anos e vivo com um tumor na tireóide. Hoje em dia tento reintegração à PM em ação rescisória, o processo é o número 2005.006.00322 no TJ, com pedido de tutela antecipada para cirurgia no Hospital da PM para extração do tumor. Portanto, vários atentados à dignidade humana foram cometidos. As pessoas responsáveis nunca responderão por diversas prisões de inocentes? Afinal foram 23 inocentes presos por quase quatro anos com similares seqüelas. A injustiça queima a alma e perece a carne!”, desabafa Borjão.
Borjão hoje conta com ajuda da OAB para lutar por sua reintegração. Mas o desafio é gigantesco.
Triste ironia do destino: o policial hoje mora em Vigário, palco da tragédia que o jogou no limbo.
A filha dele, no entanto, me contou há alguns dias que não houve tempo suficiente para esperar pela Justiça e pela PM – Borjão teve que operar às pressas o tumor na tireóide no Hospital Municipal de Duque de Caxias. A cirurgia foi bem. Sérgio Cerqueira Borges vai sobreviver mais uma vez.
Sobreviver de forma quase tão dura como os parentes de 21 inocentes, estas pessoas que sobrevivem mais uma vez a cada dia, a cada hora. No Rio de Janeiro é assim: as tragédias têm vários lados e a tristeza de quem tem memória dificilmente se dissipa. Pelo menos nesta data, neste 29 de agosto que nos asfixia.
POSTADO POR: Gustavo de Almeida às 19:38 :: Arquivado Comentário (22)
http://www.youtube.com/watch?v=7JcIsbkOoFw
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