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Surpresa na blogosfera: Projeto 200 Anos – O Renascimento da PMERJ

by Alexandre de Sousa on 21/10/2006

A apenas dois anos e sete meses da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro completar seus duzentos anos de criação, eis que surge um grupo de homens e mulheres que estariam inconformados com a dominação do poder político na Corporação e suas conseqüências nefastas.

Através do blog http://projeto200anos.blogspot.com, o grupo se propõe a revelar os bastidores da combinação de POLÍTICA, CRIME e POLÍCIA, que dominou o Rio de Janeiro nas últimas duas décadas.

Segundo os autores, os textos devem ser lidos na ordem cronológica em que estão sendo postados. O primeiro texto traz a origem do problema na Segurança Pública em nosso Estado. O segundo texto traz os objetivos primordiais do projeto. Os demais textos (até a publicação deste post eram sete) tratariam de abrir a “caixa preta” e revelariam os mandos e desmandos do poder político na Polícia Militar, dentre nomeações, exonerações, fraudes, apadrinhamento e promoções de cargo.

O Projeto 200 Anos se auto-define como um grupo cuja representatividade está baseada na dignidade das carreiras dos integrantes e na força de um grupo “numeroso em quantidade e qualitativamente selecionado com rigor”, mas não diz quem são e quantos são.

O objetivo, segundo o grupo, é claro: extinguir, da Polícia Militar, a virulência de corrupção que acomete as instituições públicas do Estado do Rio de Janeiro, trazida por políticos e criminosos.

[Atualização - 09/12/06]
Passados dois meses após a publicação do post acima, muita coisa aconteceu. O blog Projeto 200 anos alcançou grande audiência e a maioria dos policiais já pelo menos ouviu falar sobre o “blog dos aloprados”.

Por conta do único comentário que deixei no Blog Projeto 200 anos, fui chamado a depor como testemunha num procedimento apuratório da Corporação. Foi-me questionado sobre sua motivação para fazer o comentário e sobre a autoria do blog. Também irei depor como testemunha sobre um registro de calúnia contra o blog, na DRCI, do Tenente Coronel Vilaça, comandante do 19º BPM no próximo dia 13 (quarta-feira). Esse registro na DRCI aliás, foi noticiado no Blog Projeto 200 anos como sendo contra mim também, o que felizmente não é verdade. Devido a estes últimos acontecimentos me vi obrigado a publicar um breve esclarecimento sobre a ligação Diário de um PM e Projeto 200 anos.

Não perca os próximos capítulos.

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{ 5 comments… read them below or add one }

1 Dion 21 October, 2006 at 8:30 PM

Muito Bom!
Para quem gosta de Leitura Policial, como eu, vai ser bom, sendo que as outras Insituições Policiais Militares do Brasil não são muito diferentes não.
Abraço.

2 Claudio 25 April, 2009 at 8:33 PM

Gostaria de saber se e verdadeiro um boato de que alguns Batalhoes denominados “especiais” (bprv,bpve,e ate proerd) vao receber R$ 500,00 de gratificaçao. Se for verdade seria uma discriminaçao para com os demais batalhoes, ja que estes estao presentes nas ruas fazendo a segurança da populaçao.

3 Sérgio Cerqueira Borges 10 May, 2009 at 1:31 PM

http://www.youtube.com/watch?v=nkYxEAncr5w&feature=channel_page

http://www.youtube.com/watch?v=njESqa6H7Ko&feature=channel_page

“SE PENSO, LOGO EXISTO!”; e se existo, hei de obter a visibilidade suficiente para exercer minha cidadania a ponto de obter JUSTIÇA, que seja mesma a de Rui Barbosa, Bom, o simples fato de ela ter tardado já representa uma falha e tanto, parafraseando Rui Barbosa, mas, enfim, “antes tarde do que nunca”, hei de conseguir. “O Justo e a Justiça Política”.
““ Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson)”.
A imprensa deveria ter consciência de seu papel social e comprometimento com a verdade, não somente com a veiculação de notícias.
“O Justo e a Justiça Política (Rui Barbosa)”
Para os que vivemos a pregar à república o culto da justiça como o supremo elemento preservativo do regímen, a história da paixão, que hoje se consuma, é como que a interferência do testemunho de Deus no nosso curso de educação constitucional. O quadro da ruína moral daquele mundo parece condensar-se no espetáculo da sua justiça, degenerada, invadida pela política, joguete da multidão, escrava de César. Por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz. Aos olhos dos seus julgadores refulgiu sucessivamente a inocência divina, e nenhum ousou estender-lhe a proteção da toga. Não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados. Grande era, entretanto, nas tradições hebraicas, a noção da divindade do papel da magistratura. Ensinavam elas que uma sentença contrária à verdade afastava do seio de Israel a presença do Senhor, mas que, sentenciando com inteireza, quando fosse apenas por uma hora, obrava o juiz como se criasse o universo, porquanto era na função de julgar que tinha a sua habitação entre os israelitas a majestade divina. Tão pouco valem, porém, leis e livros sagrados, quando o homem lhes perde o sentimento, que exatamente no processo do justo por excelência, daquele em cuja memória todas as gerações até hoje adoram por excelência o justo, não houve no código de Israel norma, que escapasse à prevaricação dos seus magistrados. No julgamento instituído contra Jesus, desde a prisão, uma hora talvez antes da meia-noite de quinta-feira, tudo quanto se fez até ao primeiro alvorecer da sexta-feira subseqüente, foi tumultuário, extrajudicial, a atentatório dos preceitos hebraicos. A terceira fase, a inquirição perante o sinedrim, foi o primeiro simulacro de forma judicial, o primeiro ato judicatório, que apresentou alguma aparência de legalidade, porque ao menos se praticou de dia. Desde então, por um exemplo que desafia a eternidade, recebeu a maior das consagrações o dogma jurídico, tão facilmente violado pelos despotismos, que faz da santidade das formas a garantia essencial da santidade do direito. O próprio Cristo delas não quis prescindir. Sem autoridade judicial o interroga Anás, transgredindo as regras assim na competência, como na maneira de inquirir; e a resignação de Jesus ao martírio não se resigna a justificar-se fora da lei: “Tenho falado publicamente ao mundo. Sempre ensinei na sinagoga e no templo, a que afluem todos os judeus, e nunca disse nada às ocultas. Por que me interrogas? Inquire dos que ouviam o que lhes falei: esses sabem o que eu lhes houver dito”. Era apelo às instituições hebraicas, que não admitiam tribunais singulares, nem testemunhas singulares. O acusado tinha jus ao julgamento coletivo, e sem pluralidade nos depoimentos criminadores não poderia haver condenação. O apostolado de Jesus era ao povo. Se a sua prédica incorria em crime, deviam pulular os testemunhos diretos. Esse era o terreno jurídico. Mas, porque o filho de Deus chamou a ele os seus juízes, logo o esbofetearam. Era insolência responder assim ao pontífice. Sic respondes pontifici? Sim, revidou Cristo, firmando-se no ponto de vista legal: “se mal falei, traze o testemunho do mal; se bem, por que me bates?” Anás, desorientado, remete o preso a Caifás. Este era o sumo sacerdote do ano. Mas, ainda assim, não não tinha a jurisdição, que era privativa do conselho supremo. Perante este já muito antes descobrira o genro de Anás a sua perversidade política, aconselhando a morte a Jesus, para salvar a nação. Cabe-lhe agora levar a efeito a sua própria malignidade, “cujo resultado foi a perdição do povo, que ele figurava salvar, e a salvação do mundo, em que jamais pensou”. A ilegalidade do julgamento noturno, que o direito judaico não admitia nem nos litígios civis, agrava-se então com o escândalo das testemunhas falsas, aliciadas pelo próprio juiz, que, na jurisprudência daquele povo, era especialmente instituído como o primeiro protetor do réu. Mas, por mais falsos testemunhos que promovessem, lhe não acharam a culpa, que buscavam. Jesus calava. Jesus autem tacebat. Vão perder os juízes prevaricadores a segunda partida, quando a astúcia do sumo sacerdote lhes sugere o meio de abrir os lábios divinos do acusado. Adjura-o Caifás em nome de Deus vivo, a cuja invocação o filho não podia resistir. E diante da verdade, provocada, intimada, obrigada a se confessar, aquele, que a não renegara, vê-se declarar culpado de crime capital: Reus est mortis. “Blasfemou! Que necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia”. Ao que clamaram os circunstantes: “É réu de morte”. Repontava a manhã, quando a sua primeira claridade se congrega o sinedrim. Era o plenário que se ia celebrar. Reunira-se o conselho inteiro. In universo concilio, diz Marcos. Deste modo se dava a primeira satisfação às garantias judiciais. Com o raiar do dia se observava a condição da publicidade. Com a deliberação da assembléia judicial, o requisito da competência. Era essa a ocasião jurídica. Esses eram os juízes legais. Mas juízes, que tinham comprado testemunhas contra o réu, não podiam representar senão uma infame hipocrisia da justiça. Estavam mancomunados, para condenar, deixando ao mundo o exemplo, tantas vezes depois imitado até hoje, desses tribunais, que se conchavam de véspera nas trevas, para simular mais tarde, na assentada pública, a figura oficial do julgamento. Saía Cristo, pois, naturalmente condenado pela terceira vez. Mas o sinedrim não tinha o jus sanguinis, não podia pronunciar a pena de morte. Era uma espécie de júri, cujo veredictum, porém, antes opinião jurídica do que julgado, não obrigava os juízes romanos. Pilatos estava, portanto, de mãos livres, para condenar, ou absolver. “Que acusação trazeis contra este homem?” Assim fala por sua boca a justiça do povo, cuja sabedoria jurídica ainda hoje rege a terra civilizada. “Se não fosse um malfeitor, não to teríamos trazido”, foi a insolente resposta dos algozes togados. Pilatos, não querendo ser executor num processo, de que não conhecera, pretende evitar a dificuldade, entregando-lhes a vítima: “Tomai-o, e julgai-o segundo a vossa lei”. Mas, replicam os judeus, bem sabes que “nos não é lícito dar a morte a ninguém”. O fim é a morte, e sem a morte não se contenta a depravada justiça dos perseguidores. Aqui já o libelo se trocou. Não é mais de blasfêmia contra a lei sagrada que se trata, senão de atentado contra a lei política. Jesus já não é o impostor que se inculca filho de Deus: é o conspirador, que se coroa rei da Judéia. A resposta de Cristo frustra ainda uma vez, porém, a manha dos caluniadores. Seu reino não era deste mundo. Não ameaçava, pois, a segurança das instituições nacionais, nem a estabilidade da conquista romana. “Ao mundo vim”, diz ele, “para dar testemunho da verdade. Todo aquele que for da verdade, há de escutar a minha voz”. A verdade? Mas “que é a verdade”? pergunta definindo-se o cinismo de Pilatos. Não cria na verdade; mas a da inocência de Cristo penetrava irresistivelmente até o fundo sinistro dessas almas, onde reina o poder absoluto das trevas. “Não acho delito a este homem”, disse o procurador romano, saindo outra vez ao meio dos judeus. Devia estar salvo o inocente. Não estava. A opinião pública faz questão da sua vítima. Jesus tinha agitado o povo, não ali só, no território de Pilatos, mas desde Galiléia. Ora acontecia achar-se presente em Jerusalém o tetrarca da Galiléia, Heródes Antipas, com quem estava de relações cortadas o governador da Judéia. Excelente ocasião, para Pilatos, de lhe reaver a amizade, pondo-se, ao mesmo tempo, de boa avença com a multidão inflamada pelos príncipes dos sacerdotes. Galiléia era o forum originis do Nazareno. Pilatos envia o réu a Heródes, lisonjeando-lhe com essa homenagem a vaidade. Desde aquele dia um e outro se fizeram amigos, de inimigos que eram. Et facti sunt amici Herodes et Pilatus in ipsa die; nam antea inimici erant ad invicem. Assim se reconciliam os tiranos sobre os despojos da justiça. Mas Herodes também não encontra, por onde condenar a Jesus, e o mártir volta sem sentença de Herodes a Pilatos que reitera ao povo o testemunho da intemerata pureza do justo. Era a terceira vez que a magistratura romana a proclamava. Nullam causam invenio in homine isto ex his, in quibus eum accusatis. O clamor da turba recrudesce. Mas Pilatos não se desdiz. Da sua boca irrompe a quarta defesa de Jesus: “Que mal fez ele? Quid enim mali fecit iste?” Cresce o conflito, acastelam-se as ondas populares. Então o procônsul lhes pergunta ainda: “Crucificareis o vosso rei?” A resposta da multidão em grita foi o raio, que desarmou as evasivas de Herodes: “Não conhecemos outro rei, senão César”. A esta palavra o espectro de Tibério se ergueu no fundo da alma do governador da província romana. O monstro de Cáprea, traído, consumido pela febre, crivado de úlceras, gafado da lepra, entretinha em atrocidades os seus últimos dias. Traí-lo era perder-se. Incorrer perante ele na simples suspeita de infidelidade era morrer. O escravo de César, apavorado, cedeu, lavando as mãos em presença do povo: “Sou inocente do sangue deste justo”. E entregou-o aos crucificadores. Eis como procede a justiça, que se não compromete. A história premiou dignamente esse modelo da suprema cobardia na justiça. Foi justamente sobre a cabeça do pusilânime que recaiu antes de tudo em perpétua infâmia o sangue do justo. De Anás a Herodes o julgamento de Cristo é o espelho de todas as deserções da justiça, corrompida pela facções, pelos demagogos e pelos governos. A sua fraqueza, a sua inconsciência, a sua perversão moral crucificaram o Salvador, e continuam a crucificá-lo, ainda hoje, nos impérios e nas repúblicas, de cada vez que um tribunal sofisma, tergiversa, recua, abdica. Foi como agitador do povo e subversor das instituições que se imolou Jesus. E, de cada vez que há precisão de sacrificar um amigo do direito, um advogado da verdade, um protetor dos indefesos, um apóstolo de idéias generosas, um confessor da lei, um educador do povo, é esse, a ordem pública, o pretexto, que renasce, para exculpar as transações dos juízes tíbios com os interesses do poder. Todos esses acreditam, como Pôncio, salvar-se, lavando as mãos do sangue, que vão derramar, do atentado, que vão cometer. Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz cobarde. Fonte: pt.wikisource.org

4 Sérgio Cerqueira Borges 10 May, 2009 at 1:34 PM

Você já leu um livro intitulado”A LUTA PELO DIREITO” de Rudolf Von Ihering? Eu indico. Todo cidadão deveria lê-lo. Em certo trecho deste, ele afirma que nunca haverá um tempo de paz duradoura antes do sacrifico dos nossos antecessores que lutaram por esta; e, a desistência do direito de um só, somando-se as desistências de outros, leva uma sociedade a perder tudo por que nossos antecessores lutaram; os Direitos Políticos…e, em fim nossa própria vida.
Ao longo da história humana, muitos foram sacrificados em benefício de outros; pois estes sacrificados talvez vinhesse com esta missão; realmente creio nestes ensinamentos do mestre em questão, é um consolo pessoal cujo acredito.
No Processo Jurídico da chacina de Vigário Geral, neste fui parar sem culpa ou dolo, entretanto, fui o idealizador e um dos autores das gravações das fitas com as confissões dos verdadeiros culpados cujas puderam inocentar dezenas de inocentes; certamente houve um propósito e os fatos indicam “isso” ou “isto”, a ser confirmado pela história. Em verdade todos os que foram inocentados, foram reintegrados as funções na polícia, sem necessidade de ingressarem na Justiça, menos eu, que ainda luto a 15 anos por estes ideais, o resgate da minha dignidade, minha honra, em fim minha vida de volta; o que me faz lembrar de Lulu Santos, “nunca será a mesma coisa”; contudo existe uma frase dos “rap” norte americanos que diz -”FIQUE RICO OU MORRA TENTANDO!”, eu, vou apropriar-me da etimologia da frase, mas em sentido diverso- “RESGATO A MINHA HONRA E DIGNIDADE OU MORREREI TENTANDO”.
Lá pelo dia 10 de maio, o jornal O GLOBO RJ, fará uma serie de reportagens sobre os 200 anos da PMERJ, cuja faz aniversário no dia 13 de maio; e eu fui entrevistado sobre o meu drama pela repórter Vera Araújo (Email: varaujo@globo.com), espero que esta me ajude.
Portanto fique certo, que se tiver de morrer por estes ideais, mas como policial que sou de coração, será uma honra “muçulmanica” (Neologismo meu, acredito); então a perda da minha vida e os sofrimentos porque passo, não serão em vão.
Obrigado e fiquem com Deus. Oferto-te estes vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=HjL9FZYuErQ

5 Sérgio C. Borges 10 May, 2009 at 1:36 PM

Você já leu um livro intitulado”A LUTA PELO DIREITO” de Rudolf Von Ihering? Eu indico. Todo cidadão deveria lê-lo. Em certo trecho deste, ele afirma que nunca haverá um tempo de paz duradoura antes do sacrifico dos nossos antecessores que lutaram por esta; e, a desistência do direito de um só, somando-se as desistências de outros, leva uma sociedade a perder tudo por que nossos antecessores lutaram; os Direitos Políticos…e, em fim nossa própria vida.
Ao longo da história humana, muitos foram sacrificados em benefício de outros; pois estes sacrificados talvez vinhesse com esta missão; realmente creio nestes ensinamentos do mestre em questão, é um consolo pessoal cujo acredito.
No Processo Jurídico da chacina de Vigário Geral, neste fui parar sem culpa ou dolo, entretanto, fui o idealizador e um dos autores das gravações das fitas com as confissões dos verdadeiros culpados cujas puderam inocentar dezenas de inocentes; certamente houve um propósito e os fatos indicam “isso” ou “isto”, a ser confirmado pela história. Em verdade todos os que foram inocentados, foram reintegrados as funções na polícia, sem necessidade de ingressarem na Justiça, menos eu, que ainda luto a 15 anos por estes ideais, o resgate da minha dignidade, minha honra, em fim minha vida de volta; o que me faz lembrar de Lulu Santos, “nunca será a mesma coisa”; contudo existe uma frase dos “rap” norte americanos que diz -”FIQUE RICO OU MORRA TENTANDO!”, eu, vou apropriar-me da etimologia da frase, mas em sentido diverso- “RESGATO A MINHA HONRA E DIGNIDADE OU MORREREI TENTANDO”.
Lá pelo dia 10 de maio, o jornal O GLOBO RJ, fará uma serie de reportagens sobre os 200 anos da PMERJ, cuja faz aniversário no dia 13 de maio; e eu fui entrevistado sobre o meu drama pela repórter Vera Araújo (Email: varaujo@globo.com), espero que esta me ajude.
Portanto fique certo, que se tiver de morrer por estes ideais, mas como policial que sou de coração, será uma honra “muçulmanica” (Neologismo meu, acredito); então a perda da minha vida e os sofrimentos porque passo, não serão em vão.
Obrigado e fiquem com Deus. Oferto-te estes vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=HjL9FZYuErQ

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