Este vídeo é um trecho do documentário Notícias de uma Guerra Particular, que mostra o poderio bélico do confronto armado entre a polícia e os narcotraficantes no Rio de Janeiro.
No vídeo, o Capitão Pimentel, que até então ainda fazia parte do BOPE, mostra parte do armamento do batalhão na época: fuzil HK 7,62, submetralhadora HK 9mm, submetralhadora P90, fuzil MD2 5,56 e o pesado fuzil HK 21A1.
Após, um menino apresenta parte do arsenal do tráfico: carabina .30, fuzil AK-47, fuzil AR 15 com lança-granadas, e uma pistola PT 92 9mm. Isso ainda é pouco para o que hoje é encontrado nas mãos do narcotráfico (veja).
Mesmo assim, para alguns, o quadro não é de guerra. Apesar de as armas serem de guerra, as táticas de ambos os lados serem de guerra, os apetrechos serem de guerra, os números são de guerra. Mas para esses, que não estão no front, mas no clima agradável de seus escritórios, é um exagero chamar “isso” de guerra*.
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* Como foi muito bem lembrado por um visitante do blog, o M.H, que aliás contribui bastante com comentários sempre pertinentes, seria uma impropriedade chamar o conflito armado existente no Rio de Janeiro de GUERRA, já que neste conflito “não existem nações envolvidas, não existem políticas, religiões ou interesses particulares antagônicos”. Segundo o M.H, o termo correto seria “conflito armado” apenas. É interessante ler o comentário do M.H, que diferenciou muito bem guerra, guerrilha e conflitos armados e diagnosticou muito bem a realidade criminal do Rio de janeiro no que tange ao narcotráfico.
Porém, minha intenção foi a mesma do documentário, quando emprega o termo GUERRA em seu título, assim como o capitão Pimentel, em outro trecho do documentário, quando fala de uma “guerra entre a polícia e os traficantes”. GUERRA, aqui, tem esse sentido mais amplo de “conflito armado”.
Minha intenção neste post, independente de como chamaremos este conflito armado, é chamar atenção para o fato de não estarmos mais lidando com uma “criminalidade comum”, como foi muito bem explicado pelo M.H.
Se não fizermos um diagnóstico correto do problema, ou seja, se não reconhecermos essa característica de “conflito armado de baixa intensidade”, nunca chegaremos à solução. Pelo contrário, chegaremos à conclusões espafúrdias, como tenho ouvido na campanha eleitoral deste ano, de que “para se combater o crime no Rio de Janeiro não é preciso Caveirão”, ou que “o Caveirão só serve para oprimir comunidades”.



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Não se trata propriamente de uma GUERRA e sim de um Conflito Armado, isso se podemos realmente denominar a realidade da atual criminalidade brasileira, em especial a do Estado do Rio de janeiro e mais especificamente a da cidade do Rio de Janeiro. Situação essa ainda irregular, com momentos de alta intensidade e outros de baixa intensidade, com momentos terroristas e outros pacifistas.
Digo que não é uma GUERRA porquê não existe nações envolvidas, não existe políticas, religiões ou interesses particulares antagônicos e sim dois lados, o daquele que comete e louva o crime e aquele que preveni e reprime o crime.
Esse conflito não envolve povos, raças ou ao menos classes e sim grupos. Temos o grupo dos marginais que defendem seu espaço de venda de drogas, seu mercado consumidor, grupo esse que não possui sequer uma unidade, está dividido em facções e que de acordo com sua audácia e poderio bélico resolvem dominar a área de influência da facção rival, mas as ações armadas realizadas também não possuem uma continuidade expressiva, se possuísse teríamos então uma guerrilha instaurada na cidade do Rio de Janeiro, isso porque se trataria de um conflito armado entre dois grupos formados irregularmente; temos um outro grupo, o da PMERJ, que deveria apenas realizar o trabalho de prevenção, evitando o crime, porem ao entrar nas comunidades carentes para realizar seu serviço de prevenção acabam reprimindo, porque é recebida com disparos de arma de fogo, na maioria das vezes,digo isso partindo do princípio que errar é humano e que nem todos trabalham seriamente, por isso pode existir aquele inconseqüente que adentra o morro atirando sem saber o que está fazendo… continuando, formando assim um confronto armado, e são esses confrontos armados que caracterizam a situação existente em nossa cidade.
Devemos ter cuidado ao definir o que acontece no Rio de Janeiro, simplesmente ter cuidado com as palavras, não digo que o que acontece não seja digno de atenção, não digo que devemos desvalorizar a importância desse fato, quem vive a realidade sabe o quanto isso é sério, e quanto a quem vive, não me refiro a todos policiais e sim a somente aqueles que estão realizando o serviço nas ruas, aqueles que em vários momentos se vêem envolvidos nos confrontos armados, pois por mais que alguém tente imaginar o que seja, nunca saberá o que é, se não tiver participado.
Temos então conflitos armados e não uma GUERRA, algo que com interesse político pode ser extinto facilmente. Em quanto isso não ocorre a polícia deve continuar indo aos morros, se envolvendo nesses confrontos armados, a fim de não permitir que esses grupos se fortaleçam e se sintam cada vez mais dono do local, evitando com isso um amadurecimento político e ideológico desses marginais, amadurecimento esse que se conquistado pode sim desencadear uma guerrilha urbana.
Infelizmente continuaremos a conviver com esse pseudopoder paralelo que mesmo sem unidade e idéias conexas já é capaz de acabar com vidas de pessoas de bem, ou através da arma ou através das drogas.
M.H,
Gostaria primeiramente de agradecê-lo pelos comentários que vc tem colocado aqui no blog, sempre tem acrescentando algo ao que escrevo.
Concordo que nós, como profissionais de segurança pública, devemos tomar cuidado com o que escrevemos, pois temos uma responsabilidade maior no emprego dos termos, que devem ser mais técnicos. Concordo também que o Rio de Janeiro não passa por uma situação de GUERRA em seu sentido técnico ou estrito. Por isso já coloquei um adendo ao post original, esclarecendo o emprego da palavra GUERRA.
Como vc disse, \”a polícia deve continuar indo aos morros, se envolvendo nesses conflitos armados\”. Porém, se os responsáveis pelos rumos das políticas de segurança pública do nosso estado não tiverem essa mesma visão da realidade que expomos aqui, talvez nem isso será possível.
Essa é a minha preocupação, principalmente devido aos discursos eleitoreiros que estamos cansados de ouvir, criticando a atuação da Polícia Militar, classificando-a como opressora e assassina. Os partidários destes discursos parecem estar alheios a esta realidade.
Obrigado pelo comentário, bastante esclarecedor.
De acordo. Se antes o poder executivo estadual incorreu no erro de deixar a bandidagem se aparelhar, hoje alguns políticos e outros “especialistas em segurança pública” parecem querer um flashback do mesmo problema.
A possibilidade de amadurecimento dessas facções é realmente preocupante. Sorte nossa que, como Hélio Luz comentou uma vez, o tráfico é uma “empresa ilegal”, e são em regra marginais politicamente ignorantes movidos pelo próprio interesse capitalista que tanto criticam. Reclamam do que acreditam serem valores da sociedade (só se é o que se têm) mas refletem os mesmos quando matam para ostentar um tênis de marca, ou traficam e andam armados para ostentar um poder fictício e temporário nas comunidades.
Graças a Deus são politicamente ignorantes, porque se essa visão limitada de tomadas de pontos de venda se tornasse em uma união movida por um ideal político, com certeza entraríamos em uma situação de guerrilha.
excelente
eu quero se da pollicia mata muito traficante e ser um policia onesto eu teno 10 anos serpre carogo vontate de ser policia nunca vo desisti
Me fala se duas forcas policia e trafico ou etc.. entram em conflito com armamento pezado me fala se nao e guerra, eu nao entendo como tem pessoas q falam q um conflito desses nao e guerra mais nao e cada um dar a sua opiniao aqui nesse site q vai rezouver, mais o ruim e saber que isso nunca vai acabar, primeiro porq o povo brasileiro acustumou a conviver com isso e mais um monte de outras coizas corrupcao prostituissao etc…
POLICIA VS TRAFICO a mais antiga novela brasileira, e a mais conhecida mundialmente pra a nossa vergonha.
Ate mais pessoal eu penso assim.
Boa noite, companheiro gostei do espaço, sou policial militar do estado de Pernambuco, faço parte do GATI, Grupo de Apoio Tático Itinerante, tenho 10 anos de efetivo serviço, gostaria de saber se há possibilidade de um policial de outro estado ser convidado para fazer algum curso de cunho tático ou similar, que não seja a Força Nacional, também se possuíres algum material interessante e que seja útil aqui para o nosso trabalho policial serei muito grato. Obrigado pela oportunidade e que Deus te guarde no seu dia-a-dia.
Olá Cardoso,
Há sim a possibilidade de um policial de outro estado fazer um curso na PM do RJ. Porém não funciona com sistema de “convite”. O curso tem que ter vagas para co-irmãs. Se tiver, você deverá requerer ao seu chefe imediato a inscrição no curso. Caso seja autorizado, irá cumprir as exigências como qualquer outro candidato.
Abraço